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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
quinta-feira, outubro 16, 2014
Gravidez na adolescência, um problema social
Com poucas informações e uma vida sexual ativa cada vez mais precoce, muitas adolescentes estão engravidando numa fase da vida em que se encontram despreparadas para assumir as responsabilidades de ser mãe com todas suas implicações que a maternidade provocam. Ao se tornarem mães, estas adolescentes acabam deixando de lado uma importante fase de suas vidas; algumas abandonam os estudos, outras buscam o aborto clandestino, colocando em risco sua existência, outras fogem de casa por rejeição de sua família, enfim, a gravidez na adolescência, em geral, é causa de muito sofrimento, em especial para as adolescentes.
No nosso país o povo vive à mingua, sem apoio do Estado, e a juventude é uma das parcelas que mais sofre, em especial os adolescentes das classes desfavorecidas da sociedade, que enfrentam com mais intensidade o preconceito, o machismo, a ditadura da beleza e as cobranças de submissão a modelos e padrões preconcebidos, além de todas as injustiças sociais.
A falta de políticas públicas, aliada à exposição exagerada do sexo na mídia, fazem com que essa maioria dos jovens tenha o sexo como única alternativa de lazer, esporte, divertimento e prazer. Os resultados então são catastróficos em especial para as meninas.
Tendo em conta essa realidade, e procurando assumir o papel de conscientização da necessidade da luta para as mulheres, que, desde muito novas, sentem as consequências dessa sociedade opressora, desigual e machista, o Movimento de Mulheres Olga Benário de Pernambuco, vem, juntamente com a União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco (Uespe), organizando debates sobre essa temática nas escolas públicas na Região Metropolitana do Recife.
A experiência tem sido muito rica e os debates intensos, já que essa realidade é tão presente na vida de todos. A Escola Pública, enquanto instituição, com todas suas deficiências e carências, não tem condições de responder nem dar suporte às suas alunas grávidas, tão pouco os postos de saúde. E a gravidez não pode ser visto como um questão individual pois na verdade já se tornou-se um problema social.
O debate deixa a nu o Estado capitalista que não investe em sua população, não apoia sua juventude, não dá guarida aos desamparados, que só tem que contar com sua organização para cobrar, das autoridades constituídas seus direitos constitucionais e sua luta para mudar sua realidade, pondo no lugar deste Estado capitalista que tanto maltrata nosso povo, um Estado que se baseie nas reais necessidades do povo pobre e trabalhador, que sustenta uma minoria rica e deixa ao relento a grande maioria de sua população.
Alais Santos e Guita Marli – Coordenadoras do Movimento de Mulheres Olga Benário
*Averdade
quarta-feira, outubro 15, 2014
Ator Danny Glover declara apoio a Dilma Rousseff
Casado com uma brasileira, o ator norte-americano mandou uma mensagem de incentivo à candidata petista pelo Twitter. “O Brasil se tornou um exemplo para a humanidade”, escreveu
Por Redação
O ator norte-americano Danny Glover resolveu manifestar o seu apoio à presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) por meio de uma mensagem no Twitter. “O Brasil é o maior país na luta contra a pobreza e nos últimos 12 anos se tornou um exemplo para a humanidade. #Dilma13″, escreveu.
Conhecido por suas atuações em filmes como A Cor Púrpura, Ensaio sobre a Cegueira e Máquina Mortífera, Glover é casado com a professora e pesquisadora brasileira Eliane Cavalleiro, com quem atua em movimentos de luta pela igualdade racial.
Foto de capa: Site AdoroCinema
*RevistaForum
Debate da Band foi decisivo para não votar em Aécio Neves
Aécio se exaltou ao ser confrontado com temas como a violência contra a mulher e o nepotismo. O candidato também não explicou por que tanto fala em 'meritocracia, se nunca dependeu dela para galgar posições

O pastor Silas Malafaia comemorou o desempenho de Aécio Neves no debate da Band (Pragmatismo Político)
Lola Aranovich*, em seu blog
Se faltava alguma coisa para não votar em Aécio Neves (PSDB), agora, depois do debate de ontem (14), na Band, não falta mais. Não há nada de meritocracia, termo que ele repetiu inúmeras vezes, num candidato que, desde jovem, só dependeu de QI (quem indica) para galgar posições. Parece piada um filhinho de papai, neto de Tancredo, se colocar como modelo de mérito. Como alguém sugeriu no Twitter: a última vez que Aécio dependeu da meritocracia, ele era um espermatozoide.
VEJA TAMBÉM: Dilma Rousseff e Aécio Neves durante a juventude
Contudo, para mim, o que chocou mais no debate foi o machismo escancarado de Aécio. O sorriso debochado com que tratou Dilma ecoou o dedo em riste a Luciana Genro no primeiro turno. O jeito com que Aécio se dirigiu aos eleitores, como “dona de casa” e “trabalhador”, soou como uma divisão de outro século. Como cereja no bolo, o tuíte de um de seus grandes apoiadores, Pastor Malafaia: “Já está saindo uma ordem de prisão a caminho da Band contra Aécio por espancamento à mulher, pede pra ele não matar Dilma kkkk”. Sim, esse tipo de piada no momento em que Dilma perguntou ao candidato tucano sobre a violência contra as mulheres. Isso num país em que 15 mulheres são mortas por dia, todos os dias, quase sempre pelo parceiro ou ex.
SAIBA MAIS: Silas Malafaia: “sou Aécio desde criancinha”
Espero que Aécio tenha aproveitado bem a primeira semana após a arrancada espetacular do primeiro turno. Porque a semana passada foi a melhor semana. Ela não volta mais. Foi um clima de já ganhou (que já vimos com MARINA
e que não se concretizou), de todos juntos contra o PT, de pesquisa fraudulenta que lhe dava 17 pontos de vantagem, de tudo o que não vai se manter. Porque as pessoas vão ver que o governo realmente não está grande coisa, mas pode piorar muito com a volta do PSDB.
e que não se concretizou), de todos juntos contra o PT, de pesquisa fraudulenta que lhe dava 17 pontos de vantagem, de tudo o que não vai se manter. Porque as pessoas vão ver que o governo realmente não está grande coisa, mas pode piorar muito com a volta do PSDB.
O trabalhador vai, sim, associar o PSDB com privatizações e terceirizações e queda do salário mínimo e aí não vai ter “alternância de poder é tão legal” que dê jeito. Tanto que soou como desespero messiânico Aécio dizer, no debate, que o povo lhe pede para “libertar” o país do PT.
Ontem foi mesmo o dia do desespero. Doeu aos ouvidos ouvir Aécio aplicar um teste do DNA no Bolsa Família para atestar que a paternidade do programa é de FHC e, a maternidade, de Ruth Cardoso. Dói porque vem de um partido que, quando não está em período eleitoral, chama o programa de “Bolsa Esmola”. E depois ainda fica indignado quando o povo suspeita que, com a volta do PSDB ao poder, o Bolsa Família pode ser chutado pra escanteio. O que faz o povo pensar assim? Seria o fato de que grande parte dos eleitores tucanos chama quem recebe o benefício de “vagabundos”?
É importantíssimo para a estratégia tucana desvencilhar Aécio do PSDB. Para isso, vale tudo: desde uma obsessão em não discutir o passado, em particular os anos FHC (“não vamos olhar no retrovisor, vamos olhar pro futuro”, repetiu no debate), ao discurso que sua candidatura está acima de um nome ou de um partido e representa todo um projeto (o projeto de tirar o PT do poder, mas ele não diz com todas as letras).
O anti-petismo é vendido com uma embalagem de “mudança”, de “nova política”. Ontem recebi uma mensagem de uma leitora que dizia:
“Eu eu era uma quase analfabeta política, apesar dos já 28 anos nas costas. Me interessava pouco, me declarava apolítica no maior orgulho. Eu tinha ódio do PT sem saber. Aquele ódio inexplicável típico da classe média confortável na alienação. Votei na MARINA
no primeiro turno, mas dizia que se desse Aécio com Dilma no segundo, eu votaria nele. Bom, aí veio o segundo turno e, com ele, as inúmeras discussões nas redes sociais. Percebi que as pessoas que defendem o PT são muito mais esclarecidas e politizadas do que os tucanos/anti-PT de plantão, que, muitas das vezes, caem em argumentação vazia e cheia de preconceito e ódio. Passei de Aécio para o voto nulo. E agora, finalmente, do voto nulo para Dilma. Estou imensamente feliz e aliviada de ter me libertado desse ódio irracional ao PT que, claro, é um partido que tem, sim, muitos problemas, mas que ainda é muito melhor para a população do que o PSDB.”
no primeiro turno, mas dizia que se desse Aécio com Dilma no segundo, eu votaria nele. Bom, aí veio o segundo turno e, com ele, as inúmeras discussões nas redes sociais. Percebi que as pessoas que defendem o PT são muito mais esclarecidas e politizadas do que os tucanos/anti-PT de plantão, que, muitas das vezes, caem em argumentação vazia e cheia de preconceito e ódio. Passei de Aécio para o voto nulo. E agora, finalmente, do voto nulo para Dilma. Estou imensamente feliz e aliviada de ter me libertado desse ódio irracional ao PT que, claro, é um partido que tem, sim, muitos problemas, mas que ainda é muito melhor para a população do que o PSDB.”
Acredito que essa racionalização ainda vá ocorrer com muita gente. Só espero que a tempo.
A desculpa mais esfarrapada que vi nessas eleições é para explicar o baixo número de votos de Aécio em Minas no primeiro turno. Afinal, MARINA
foi cobrada por jornalistas por não vencer nem no estado, o Acre (no final, ela acabou tendo o maior número de votos por lá). E é só ver o imenso peso que Eduardo Campos tem em Pernambuco (o único estado do Nordeste onde Dilma não ganhou).
foi cobrada por jornalistas por não vencer nem no estado, o Acre (no final, ela acabou tendo o maior número de votos por lá). E é só ver o imenso peso que Eduardo Campos tem em Pernambuco (o único estado do Nordeste onde Dilma não ganhou).
*PragmatismoPolitico
No entanto é formidável: Aécio foi governador de Minas entre 2003 e 2010. Foi eleito senador pelo estado. Tem toda a mídia mineira tradicional a favor. Qual a desculpa para que a população do estado não vote nele? Os correios! Foi o correio “corrupto” que não entregou os santinhos. Porque o cidadão precisa muito ser lembrado que um ex-governador concorre à Presidência da República.
Quando derrotar alguém é mais essencial que a vitória de um grupo (ou “projeto”, como preferem), a história raramente termina bem. Uma possível vitória do PSDB teria o sabor amargo da de Collor em 1989. Não veríamos comemoração alguma. Apenas a comemoração de derrotar o inimigo, mas não uma festa por ter vencido. Porque, como sabemos, se o PSDB voltar, não haverá vencedores.
Contudo, passado o susto do início do segundo turno, creio que não volta. Não pode voltar.
*Lola Aranovich é Professora da Universidade Federal do Ceará e cronista de cinema
Oposicionista hidrófobo, Roberto Freire
Roberto Freire foi para... Punta!
Por Altamiro Borges
Oposicionista hidrófobo, Roberto Freire nem esperou o enterro de Marina Silva para já declarar seu apoio a Aécio Neves. Mais do que nunca, ele agora depende dos tucanos para salvar a sua própria carreira política. Presidente eterno do PPS, ele foi derrotado nas urnas em São Paulo e não conseguiu se reeleger. O seu partido, apêndice da direita, elegeu 10 deputados federais – dois a menos que em 2010. E o pernambucano ficou na quarta suplência em São Paulo. O PSDB é a sua única salvação. Do contrário, só lhe restará curtir as magoas nos cassinos de Punta del Este.
Segundo relato do jornal Valor, “deputado federal por seis mandatos, ele teve apenas 62,8 mil votos no domingo e ficou como quarto suplente da coligação PSDB/DEM/PPS, que dava suporte à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Freire, que nesta eleição apoiou Marina Silva (PSB) para presidente, defende agora o apoio aos tucanos. E também depende da boa vontade do governador reeleito para continuar na Câmara – ele deve convidar alguns deputados para compor o secretariado e pode fazer um esforço extra para manter o presidente do PPS na Casa”.
Caso isto não ocorra, Roberto Freire poderá exercitar seus vícios nas casas de jogos. Em 2011, em plena instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as relações do ex-demo Demóstenes Torres – seu amigo na cruzada moralista pela ética – com o mafioso Carlinhos Cachoeira, o deputado “foi visto num cassino em Punta del Este. Ele estava testando a sorte numa máquina de caça níquel. Animado, Roberto Freire carregava no pescoço uma espécie de cartão fidelidade” – relatou, na ocasião, o jornalista Tales Faria.

Por Altamiro Borges
Oposicionista hidrófobo, Roberto Freire nem esperou o enterro de Marina Silva para já declarar seu apoio a Aécio Neves. Mais do que nunca, ele agora depende dos tucanos para salvar a sua própria carreira política. Presidente eterno do PPS, ele foi derrotado nas urnas em São Paulo e não conseguiu se reeleger. O seu partido, apêndice da direita, elegeu 10 deputados federais – dois a menos que em 2010. E o pernambucano ficou na quarta suplência em São Paulo. O PSDB é a sua única salvação. Do contrário, só lhe restará curtir as magoas nos cassinos de Punta del Este.
Segundo relato do jornal Valor, “deputado federal por seis mandatos, ele teve apenas 62,8 mil votos no domingo e ficou como quarto suplente da coligação PSDB/DEM/PPS, que dava suporte à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Freire, que nesta eleição apoiou Marina Silva (PSB) para presidente, defende agora o apoio aos tucanos. E também depende da boa vontade do governador reeleito para continuar na Câmara – ele deve convidar alguns deputados para compor o secretariado e pode fazer um esforço extra para manter o presidente do PPS na Casa”.
Caso isto não ocorra, Roberto Freire poderá exercitar seus vícios nas casas de jogos. Em 2011, em plena instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as relações do ex-demo Demóstenes Torres – seu amigo na cruzada moralista pela ética – com o mafioso Carlinhos Cachoeira, o deputado “foi visto num cassino em Punta del Este. Ele estava testando a sorte numa máquina de caça níquel. Animado, Roberto Freire carregava no pescoço uma espécie de cartão fidelidade” – relatou, na ocasião, o jornalista Tales Faria.
Postado há 1 week ago por René Amaral
Juca Kfouri conta como Aécio Neves engavetou a corrupção da Loteca
O candidato Aécio Neves, fala muito em combater corrupção. No entanto, quando teve a chance de colocar em pratica, engavetou e jogou dois casos de corrupção (loteca e processo de cassação do mandato do deputado Eurico Miranda) para debaixo do tapete. Pelo menos é isso que explica o jornalista da Uol Juca Kfouri, na matéria de titulo: “Dois contatos com Aécio”
“Duas vezes os destinos de Aécio Neves e o deste blogueiro se cruzaram no mundo do futebol”
A primeira foi em 1985, quando o senador por Pernambuco, Marcos Freire, presidia a Caixa Econômica Federal e Aécio Neves, por indicação do seu parente Francisco Dornelles, então ministro da Fazenda do governo de José Sarney, foi nomeado diretor do setor de Jogos da Caixa.
A revista “Placar”, três anos antes, havia denunciado um esquema de manipulação de resultados dos jogos da Loteria Esportiva e, durante todo o período final da gestão do ditador João Figueiredo, a Caixa não colaborou para sua elucidação.
O caso ficou nacionalmente conhecido como o da “Máfia da Loteria”.
Como a Loteca caiu em descrédito, era de interesse da Caixa tratar de limpar a imagem das apostas e Freire determinou a Aécio que colaborasse para tal.
O jovem Aécio, aos 25 anos de idade, jamais deu um passo para cumprir a ordem.
O cruzamento seguinte deu-se em 2001 quando Aécio era presidente da Câmara dos Deputados.
Corria um processo de cassação do mandato do deputado Eurico Miranda, do mesmo partido de Francisco Dornelles, o PP.
A cassação era dada como certa até que, no dia da decisão, sob a justificativa de comparecer ao enterro da mãe de Dornelles, Aécio se ausentou e o processo acabou arquivado pela mesa diretora da Câmara.
O “Jornal Nacional” da Rede Globo noticiou o episódio:
“O deputado Eurico Miranda se livrou hoje do processo de cassação de mandato. A mesa da Câmara considerou que não havia provas suficientes contra o presidente do Vasco – contrariando o parecer do relator. A manobra foi comandada pelo deputado Severino Cavalcanti. Amigo de Eurico Miranda, ele se empenhou para derrubar o relatório da corregedoria. A base da investigação foi o trabalho da CPI do Futebol, que apresentou provas contra o dirigente do Vasco da Gama. Ele é acusado de desviar dinheiro do clube, sonegação de impostos e apropriação indébita. O relatório do corregedor pediu a abertura de processo para perda de mandato.
A revista “Placar”, três anos antes, havia denunciado um esquema de manipulação de resultados dos jogos da Loteria Esportiva e, durante todo o período final da gestão do ditador João Figueiredo, a Caixa não colaborou para sua elucidação.
O caso ficou nacionalmente conhecido como o da “Máfia da Loteria”.
Como a Loteca caiu em descrédito, era de interesse da Caixa tratar de limpar a imagem das apostas e Freire determinou a Aécio que colaborasse para tal.
O jovem Aécio, aos 25 anos de idade, jamais deu um passo para cumprir a ordem.
O cruzamento seguinte deu-se em 2001 quando Aécio era presidente da Câmara dos Deputados.
Corria um processo de cassação do mandato do deputado Eurico Miranda, do mesmo partido de Francisco Dornelles, o PP.
A cassação era dada como certa até que, no dia da decisão, sob a justificativa de comparecer ao enterro da mãe de Dornelles, Aécio se ausentou e o processo acabou arquivado pela mesa diretora da Câmara.
O “Jornal Nacional” da Rede Globo noticiou o episódio:
“O deputado Eurico Miranda se livrou hoje do processo de cassação de mandato. A mesa da Câmara considerou que não havia provas suficientes contra o presidente do Vasco – contrariando o parecer do relator. A manobra foi comandada pelo deputado Severino Cavalcanti. Amigo de Eurico Miranda, ele se empenhou para derrubar o relatório da corregedoria. A base da investigação foi o trabalho da CPI do Futebol, que apresentou provas contra o dirigente do Vasco da Gama. Ele é acusado de desviar dinheiro do clube, sonegação de impostos e apropriação indébita. O relatório do corregedor pediu a abertura de processo para perda de mandato.
Dos seis integrantes da mesa diretora só dois votaram a favor do relatório. O presidente da Câmara, Aécio Neves, que estava fora de Brasília por causa do enterro de um parente, não votou, mas deixou a posição dele por escrito pela abertura de processo contra o deputado Eurico Miranda. Quatro deputados votaram contra. Resultado: o pedido de investigação foi arquivado. “Nós mandamos o arquivamento porque não encontramos documento necessário.
Nós não estamos aqui para absolver a ou b, mas sim para não fazer injustiça com aquilo que nós não temos consciência”, justificou o deputado Severino Cavalcanti. “Eu estou convencido de que a corregedoria da casa apresentou provas materiais e testemunhais que possibilitariam o Conselho de Ética aprofundar num processo de punição contra o deputado Eurico Miranda”, criticou o deputado Barbosa Neto. Livre da investigação na Câmara, o deputado Eurico Miranda ainda vai ter muito o que explicar na Justiça Federal. Ele responde a inquéritos por crimes contra a ordem tributária, contra o sistema financeiro, sonegação fiscal, evasão de divisas e estelionato. O deputado Eurico Miranda não foi encontrado para comentar a decisão da mesa da Câmara”.
amigos do presidente lula
Jovem faz selfie com Jair Bolsonaro dormindo em avião: 'Sai do armário'
Extra
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Uma estudante e militante de movimentos sociais, que saía do Rio de Janeiro para Brasília, não se conteve ao se dar conta de que o deputado federal Jair Bolsonaro estava sentado justo ao seu lado em um voo da companhia aérea Azul. A jovem resolveu reproduzir a brincadeira feita pela jovem Murielle Facure, no dia 5 de setembro, com Silas Malafaia, e tirar uma selfie com o parlamentar reeleito. Na imagem desta terça-feira, o político fluminense aparece em segundo plano, dormindo, enquanto a menina carrega uma placa com a frase: "Sai do armário, Bolsonaro".
- Eu já estava sentada com uma amiga ao meu lado e aí ele chegou e olhou para mim com cara feia. Quando ele dormiu, a gente tirou a foto - conta a jovem, que pediu para que não fosse identificada por considerar "perigoso".
- Minha mãe achou melhor eu não me identificar - explica ela, que foi até a capital federal entregar os votos do plebiscito popular por uma reforma política.
Apesar do receio, no entanto, a jovem não vê qualquer problema no que fez:
- Não tem nada ofensivo na foto. Para mim, ser homossexual não é uma ofensa de forma nenhuma.Talvez ele se chateie, mas é assim que eles lidam com as coisas, né? Isso a gente já está acostumado.
- Eu já estava sentada com uma amiga ao meu lado e aí ele chegou e olhou para mim com cara feia. Quando ele dormiu, a gente tirou a foto - conta a jovem, que pediu para que não fosse identificada por considerar "perigoso".
- Minha mãe achou melhor eu não me identificar - explica ela, que foi até a capital federal entregar os votos do plebiscito popular por uma reforma política.
Apesar do receio, no entanto, a jovem não vê qualquer problema no que fez:
- Não tem nada ofensivo na foto. Para mim, ser homossexual não é uma ofensa de forma nenhuma.Talvez ele se chateie, mas é assim que eles lidam com as coisas, né? Isso a gente já está acostumado.
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| Deputado estava dormindo e só bem mais tarde deve ter sabido da foto. |
Procurada pelo EXTRA, a assessoria de Jair Bolsonaro disse que ele estava em reunião com o partido e ainda não sabia da foto, mas que não seria um problema para ele:
- Isso aí é bom pra gente. Ele adora isso. Quanto mais gente fizer isso, pra gente é melhor. Na campanha, a gente gasta menos dinheiro. Vai chegar a um ponto em que a gente não vai gastar mais nem R$1, explicou um assessor.
Selfie irônica vira moda
Em setembro, a jovem mineira Murielle encontrou o pastor Silas Malafaia em um voo da Gol e aproveitou para registrar o encontro. Com uma plaquinha com os dizeres "Abra sua mente, gay também é gente" - refrão de uma música do grupo Mamonas Assassinas - a imagem foi, na época, compartilhada milhares de vezes nas redes sociais.
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| Selfie irritou Malafaia. Será que Bolsonaro vai achar engraçado? |
V
Postado há 2 hours ago por René Amaral
Aécio cria da ditadura
Além de ser neto de Tancredo Neves, por parte de mãe, o tucano também descende de outra oligarquia política mineira por parte de pai. Tristão Ferreira da Cunha, seu avô, foi deputado pelo PR de 1946 até 1963 e apoiou o golpe de 1964. Seu pai, Aécio Ferreira da Cunha, por sua vez, também apoiou o regime militar sendo deputado pela ARENA, PDS e PFL em um período que vai de 1962 a 1986. (1)
Pai de Aécio Neves, o advogado Aécio Ferreira da Cunha, também diplomado pela Escola Superior de Guerra em 1973, instalou-se no Norte de Minas Gerais em 1978, quando exercia o quarto mandato de deputado federal pela Arena, o partido criado pela ditadura militar para apoiá-la. Antes disso, em 1962, ele havia sido eleito deputado pelo PR com verbas do IBAD, o Instituto Brasileiro de Ação Democrática, sustentado por verbas dos Estados Unidos com intenção de derrubar o presidente João Goulart. (2)
LEIA MAIS:
*esquerdarevolucionaria
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