Páginas

Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, abril 22, 2010


http://www.blogger.com/img/blank.gif

O Grande Mentiroso - José Serra é o próprio lobo em pele de cordeiro: foi reprovado na constituinte com nota 3,75
José Serra é o próprio lobo em pele de cordeiro: foi reprovado na constituinte com nota 3,75

No lançamento da candidatura de José Serra (PSDB/SP) para trazer de volta o projeto neoliberal de FHC de volta à presidência do Brasil, o demo-tucano discursou sobre seu papel na Constituinte, dizendo: "Na Constituinte fiz a emenda que permitiu criar o FAT, financiar e fortalecer o BNDES e tirar do papel o seguro-desemprego..."
Há um pouco de usurpação nestas coisas aí em cima, mas o mais importante é o quê José Serra "esquece" de dizer no quanto atrapalhou o "seguro-EMPREGO".

Mas a gente lembra, resgatando essa nota:


O DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), publicou após a constituinte de 1988 uma avaliação dos parlamentares, de acordo com o posicionamento deles nas votações, contra ou a favor, aos interesses nacionais dos trabalhadores.

José Serra "tomou bomba". Foi reprovado ao receber nota de 3,75 (com notas variando de zero a 10).

A baixa nota significa que ele votou muito mais a favor do que queriam a elite dominante do poder econômico (da FIESP e da FEBRABAN), contrariando às reivindicações dos trabalhadores que votaram nele.

O tucano votou contra, ou, em outros casos, fugiu de votar, se abstendo ou faltando:

- contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
- contra mais garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
- negou seu voto pelo direito de greve (isso explica o forma ditatorial e violenta com que ele trata o funcionalismo quando recorre à greve);
- negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
- negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
- negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
- negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
- negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;
- votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
- votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;

A publicação do DIAP foi o livro "Quem foi quem na Constituinte". Na página 621 (figura no topo), tem este perfil de José Serra (PSDB/SP).

Como se vê, o demo-tucano já havia pulado para o lado da elite econômica já naquela época, e continuou e continua agindo como lobo em pele de cordeiro, enganando muita gente durante muito tempo, como se não fosse com ele as maldades demo-tucanas perpetradas contra o trabalhador, desde a constituinte, passando pelo governo FHC, e pelo governo municipal e estadual de São Paulo.

Por: Zé Augusto

Nenhum comentário:

Postar um comentário