
Na República do faz-de-conta da revista Veja, um só norte. Os tucanos são todos bonitos e cheirosos (como diz a Eliane Cantanhêde), os petistas são todos feios, fedidos, corruptos e maus.
Um belo mundo se divisa nas páginas do folhetim semanal. A visão de um planeta que não existe, cercado por elfos e por pessoas do bem, que por uma ironia do destino, hoje estão na oposição. Nada de falar da privataria, da compra da reeleição (êita mensalão caro!) de Marcos Valério em suas origens, de Brasil estagando, etc, etc, etc.
Só uma coisa é válida. Capas fofas e linguagem bem cuidada ao tratar do partido querido, do partido do coração.
A edição da semana com Serra na capa é um primor de cinismo. Um Serra sorridente (bonito ele não consegue ser, não adianta) que em nada lembra o senhor perseguidor e vingativo, que ataca todos os que ousam entrar em seu caminho. Uma delícia para os olhos.
Nada de relembrar as passadas de perna em Roseana Sarney, Aécio e tantos outros. Nada de assuntos pontiagudos.
Típicas coisas de uma classe alienada, que engole e assimila tudo o que é dito pelo neonazi. Nada que digam em contrário existe.

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