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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sábado, abril 24, 2010





Sempre que o assunto são armas nucleares não deixo de comentar que os EUA são a única nação em toda a história da humanidade que usou bomba atômica contra outra nação. Os estadunidenses possuem o maior arsenal atômico do planeta, irônicamente ao mesmo tempo em que são os maiores "incentivadores" do desarmamento atômico no mundo.
O presidente americano Barack Obama revelou nesta terça-feira (6) sua política que restringe o uso de arsenal nuclear, declarando que os Estados Unidos vão adotar o uso de armas atômicas apenas "no caso de circunstâncias extremas".

Sob a nova política, os EUA pela primeira vez afirmam que não farão ataques nucleares contra Estados que não tenham armas atômicas e que tenham aderido aos tratados de não proliferação nuclear, apesar de Obama dizer que Irã e Coreia do Norte são "exceções"
Impressionante a cínica "Revisão da Postura Nuclear americana". Eu me pergunto:

-Se isso não é terrorismo nuclear e ameaça ao mundo, o que é?

-Até onde pode chegar a boa vontade mundial para com os EUA e ao Presidente estadunidense , Nobel da Paz?

Basicamente Obama declarou que antes os EUA podiam usar a bomba quando bem entendessem, agora só quando quiserem!
"Aqueles que venderam nosso patrimônio, quebraram o Brasil, deixaram o povo sem renda adequada não serão capazes de levar isso (políticas do governo Lula) em frente. Esses falsos cordeiros são fáceis de identificar, suas mãozinhas de lobo aparecem"
Dilma.


Um porta-voz da Autoridade Nacional Palestina (ANP) disse nesta quarta-feira (17) esperar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja o próximo secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Mohamed Edwan, que trabalha junto ao presidente da ANP, Mahmoud Abbas, fez a declaração em uma entrevista à BBC Brasil durante a visita de Lula ao território palestino da Cisjordânia.

- Vemos o presidente Lula como irmão (...). Achamos que ele poderia ser um ótimo secretário-geral da ONU, pois é um homem de paz e de diálogo e sabe negociar de maneira inteligente e admirável (...). O próprio presidente Abbas pensa assim.

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