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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sábado, abril 24, 2010

ssERRA não tem palavra




O tucano paulista, pré-candidato José Serra, disse ontem, em Natal (RN), que é favorável ao Bolsa Família, tanto que pretende aumentar o número de beneficiados. Logo ele que era e é veemente contra o programa social. Tenho vídeos, matérias e textos que comprovam isso e que brevemente postarei aqui para que todos possam ver. Assim como tenho vídeos dele dizendo que terminaria seu mandato a frente do governo paulista e que se isso não acontecesse, ninguém precisaria mais votar nele, vídeo esse que também postarei logo mais. O tucano acha que o povo brasileiro é burro.


Ontem, a ex-ministra disse Dilma Rousseff (PT), disse em Goiás que o PSDB “já defendeu e defende o fim da Bolsa Família e acha que o programa é contraditório com a geração de empregos."



Apesar da defesa do Bolsa Família, Serra, durante almoço com empresários em Natal (RN), criticou o governo Lula, citando as obras de infraestrutura inconclusas no Estado. Ele atacou ainda a política de comércio exterior do Governo, que classificou de pouco agressiva. Talvez o tucano fingido, tenha esquecido que só de importação e exportação, o governo petista de Lula, bateu dezenas de recordes seguidos e todos eles registrados aqui nesse blog. Política externa agressiva para Serra, é a de FHC que não comprou nada e vendeu, ops, e deu, quase tudo que o país conquistou em quase quinhentos anos de trabalho.

Essa política sim, é agressiva, porém, com os brasileiros.



Por Wilson Magno

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