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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, março 21, 2012

Caça aos diferentes

 


Muçulmanose judeus foram assassinados na França.
Amorte dos judeus teve repercussão internacional.
Ados muçulmanos até a mídia publicada no Brasil boicotou.
Mostrandomais uma vez que o anti-semitismo continua em pleno vapor.
Sejano Brasil ou nos Estados Unidos e Europa.
NaEuropa e Estados Unidos o boicote aos muçulmanos é coisa pensada.
NoBrasil é por ignorância mesmo.
Dosque se autodenominam jornalistas, mas ignoram o significado do A,B,C.
Edo Alef então, que os céus nos perdoem.
Ojornalismo no Brasil sofre de esquizofrenia  cultural.
Todoo saber provem dos programas de TV e filmes hollywoodianos.
Comas devidas ressalvas.
Oque eu posso sugerir aos muçulmanos -  aprendam a se defender.
Eaos judeus, que procurem abrigo nos países árabes.
Ondesempre foram bem recebidos e também protegidos.
Quemsempre perseguiu os judeus foram os europeus e estadunidenses.
Quemqueimou judeus na fogueira, durante a inquisição e mesmo depois dela, foram oseuropeus.
Quemcolocou os judeus em campos de concentração foram os europeus.
Quemproduziu o holocausto foram os europeus.
Porisso digo.
Omelhor para os judeus é buscar abrigo em países árabes.
Emuçulmanos.
Afinal,no Marrocos, um dos títulos do rei é “Protetor dos judeus”.
Eno Iran vivem mais de 30 mil judeus.
Hamais de dois mil anos e jamais foram perseguidos.
Mesmoagora, quando o sionismo barbariza os palestinos, os judeus iranianos vivem emcompleta harmonia.
Possuemsuas sinagogas, hospitais, escolas e têm ate representantes no parlamento.
Mesmono esquartejado Afeganistão, há uma Mesquita de Maria, em homenagem à mãe deJesus Cristo.
Nãosei se essa mesquita continua em pé porque os Estados Unidos não deixaram pedrasobre pedra.
EstadosUnidos, nação cantada e louvada pela ignorância como exemplo de democracia.
Queo digam os que padecem nas câmaras de tortura no Afeganistão, no Iraque, naLíbia.
Queo digam os civis sírios massacrados pelos terroristas financiados pelos EstadosUnidos e Europa.
Omelhor exemplo da democracia estadunidense é a Ku Klux Klan.
Omelhor para os judeus, se me permitem, é juntar-se aos palestinos.
Apesardo sofrimento, os palestinos sempre perdoaram seus algozes.
É sóconsultar a História.
*Gilsonsampaio

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