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Do jornal Valor Econômico:
"O Mercosul é uma barreira ao Brasil, o BNDES deveria dar prioridade a novos investimentos – deixando o fomento a fusões para épocas de crise – e todos os contratos da União estão sujeitos a revisão".
Nota do Chicão:
A medida que o Serra é obrigado a falar aparecem suas velhas idéias.
1) Serra diz: O Mercosul é uma barreira ao Brasil. Mentira! O Mercosul é uma forma de negociar mais forte. Hoje o Brasil tem muito maior poder de barganha no mundo.
O que quer o José Serra? Quer colocar o Brasil para fazer o que os EUA mandam. Como ele tem MUITO APOIO de empresas e governos fora do Brasil, ele tem o COMPROMISSO de "abrir" o Brasil. É o jogo político: você faz o que mandamos e nós te damos apoio político/mercadológico.
Nunca é demais lembrar que o governo FHC comprou caríssimo radares para a Amazônia, sem nem sequer exigir transferência de tecnologia. Uma submissão total aos interesses dos EUA.
2) Serra diz: O BNDES deveria dar prioridade aos novos investimentos. José Serra, você é MUITO desinformado. O BNDES já dá prioridade aos novos investimentos. O Banco investe muitas VEZES MAIS em novos investimentos do que quando você mandava no banco.
Houve uma época triste do BNDES, quando o Serra mandava no banco. O Banco emprestava pouco e emprestava para um clube de milionários.
Hoje todos estes milionários são José Serra convictos. Convictos que aqueles velhos tempos vão voltar.
José Serra é o passado. Um passado ruim.
3) Serra diz: Todos os contratos da União estão sujeitos a revisão. Os contratos estão sempre sujeitos a revisão. Ao revisar os contratos feitos pelo Ministro José Serra é que o ex-ministro Humberto Costa descobriu o golpe dos Vampiros.
As regras para as operadoras de celulares e telefones estão bem mais rígidas que na época do FHC/PSDB/SERRA.
As regras da vigilância sanitária estão melhores.
As compras do Serra como ministro da saúde eram um caos. Agora são por pregão eletrônico. Houve uma grande MORALIZAÇÃO.
Pouca gente confiava nos genéricos. A fiscalização era muito falha. Na prática era quase inexistente. Muita gente tomava os genéricos e desistia pois não faziam efeito.
Muitos médicos pediam para os pacientes não tomarem genéricos, pois faltava credibilidade.
Com o Serra é assim: tudo mal feito.
Hoje mudou. Graças às novas diretrizes do ministério da saúde e graças a melhores fiscalizações, os genéricos ganharam RESPEITO.
Com credibilidade, o consumo de genéricos explodiu!
Fazer bem feito é fundamental. Todos ganham com isto. Isto foi feito quando a turma do Serra, a turma que comprava medicamentos a preços MUITO CARO foram mandadas para a rua.
O Brasil melhorou e ficou mais sério.
Em um país sério os contratos são revisados para MELHOR.
Temos que evitar o que aconteceu na prefeitura de São Paulo. Quando Serra virou prefeito ele revisou contratos PARA PIOR.
A merenda escolar, que era um exemplo, virou motivo de escândalo. A mão do Serra atrapalhou.
Outro exempo de revisão para pior foram os CEUs (escolas)
Páginas
Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

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