Soberania e Independência - Empresários brasileiros ignoram EUA e incrementam comércio com o Irã
Uma delegação de 86 empresários brasileiros chegou ao Irã na segunda-feira (12) com o objetivo de incrementar as relações comerciais entre os dois países além de iniciar novas oportunidades de negócios. A missão é liderada Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), e antecede a viagem oficial do presidente Lula que vai ocorrer em meados de maio.
Segundo Marcos Lelis, da Apex, os setores que mais podem se beneficiar com o estreitamento das relações são os de construção civil, alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos, veículos e autopeças, equipamentos médicos e energia. A missão visitará ainda o Egito e o Líbano.
O embaixador do Brasil em Teerã, Antonio Salgado, recebeu a comitiva brasileira e destacou que as relações entre os dois países, cujos laços diplomáticos existem desde 1903, estão aquém do seu potencial. No ano passado, as vendas brasileiras para o Irã totalizaram US$ 1,2 bilhão, 7,4% maior que o do ano anterior. Segundo os empresários dos dois países, esse número pode ser 40% maior.
Apesar da pressão contrária a novos acordos com o país, que sofre as ameaças de bloqueio por parte dos EUA, os empresários brasileiros não se intimidaram.
“Para mim tudo é muito novo. Na verdade uma das metas é desfazer mitos e ver a realidade”, afirmou Murilo Farias Santos, empresário dos setores de alimentos e infraestrutura.
“Uma coisa é relação política. Outra, são bons negócios que a região pode oferecer às empresas brasileiras”, declarou Vinícius Leone, gerente comercial da Leone Equipamentos Automotivos, com sede em São Paulo.
Já a fabricante de cabos elétricos Poliron, da capital paulista, e a Engemasa, de São Carlos (SP), que fabrica peças de aço inoxidável usadas na indústria e na construção civil, demonstraram expectativa em fechar novos negócios. “O setor de construção civil é um dos que oferecem mais possibilidades de negócios. Quando surgiu a oportunidade de participar da missão, não hesitamos”, afirmou Solange Gonçalves, gerente comercial da Poliron.
“Sabemos que o Irã e o Egito são gigantescos polos petrolíferos, e são nesses dois países que vamos focar nossas atenções durante a missão”, disse Pedro Dias, supervisor da divisão de válvulas da Engemasa.
O empresário Mário Quinto di Cameli considerou que “é preciso estar aberto para poder ampliar as oportunidades”. De acordo com ele, “o objetivo é conhecer o mercado, ver quais são as necessidades e o que eles querem. Para nós tudo é muito novo e diferente”.
Para o secretário geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Abaly, “missões como essa são de extrema importância para estreitar relações comerciais e fazer bons contatos”.
Do HP
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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
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