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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

segunda-feira, março 05, 2012

Militares em defesa da democracia

 

Na condição de Oficiais Reformados, sócios dos Clubes Militares, somos forçados a discordar do abaixo assinado subscrito por vários Oficiais da Reserva, em apoio ao recente Manifesto dos Presidentes dos Clubes, que foi retirado do site do Clube Militar, após terem recebido ordens dos Comandantes das Forças, que, numa atitude exemplar e equilibrada, recomendaram que o fizessem. Esse documento continha referências à Presidente Dilma Rousseff, por não censurar seus Ministros, que fizeram críticas exacerbadas aos governos militares". Agora, esse abaixo assinado, subscrito por esses Oficiais (da Reserva e Reformados) e também pelo Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-Codi, aparelho de repressão da Ditadura em São Paulo, que está sendo acusado na Justiça de torturar presos políticos (crimes que ele nega), refere-se de modo desafiador ao Ministro da Defesa, Celso Amorim, “a quem não reconhecem qualquer tipo de autoridade ou legitimidade para fazê-lo", o que, a nosso juízo, além de ser um comportamento desrespeitoso, inaceitável na vida militar, configura, induvidosamente, uma insubordinação, uma “quebra da disciplina e da hierarquia”. Só para lembrar aos signatários desse insensato documento, o tal Manifesto cobrava da Presidente o compromisso em que afirmava, no discurso de posse dos Ministros:
“De minha parte, não haverá discriminação, privilégios ou compadrio. A partir da minha posse, serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.”
E foram além em suas críticas, asseverando:
”Parece que a preocupação em governar para uma parcela da população sobrepuja-se ao desejo de atender aos interesses de todos os brasileiros”
Queremos, desde logo, restabelecer uma verdade, que os Presidentes dos Clubes Militares e alguns desses senhores teimam em não reconhecer, a de que o verdadeiro regime democrático é o que estamos vivendo, e não aquele dos “governos militares”, que não permitiriam, jamais, tais “diferenças de opinião, de crença e de orientação política”. Por outro lado, faz-se necessária uma correção, a de que a Presidente Dilma Roussef (que não nos deu procuração), não governa para “uma parcela da população”, e sim, para todos os brasileiros, vitoriosa que foi nas urnas por uma indiscutível e expressiva votação, o que deve ter desagradado todos esses senhores.
Quanto às críticas exacerbadas aos governos militares, pelo que fizeram durante o regime de exceção, elas continuarão sendo feitas, sim, pois estamos vivendo em pleno regime democrático, onde todos os segmentos organizados da sociedade mostram-se ansiosos por descerrar esse véu que encobre a verdadeira história da repressão. “Pois sem responsabilização as histórias ficam sem fim, soltas no espaço como fiapos elétricos, e o passado nunca vai embora”, como afirmou o editorialista Veríssimo, em O GLOBO de 01/03/2012. E isso não é revanchismo, porque, afinal, aquelas críticas referem-se a um contexto onde pessoas, que se encontravam presas e indefesas sob a tutela do Estado (Ditatorial), mesmo assim, foram barbaramente torturadas, muitas até a morte, o que sempre mereceu a reprovação dos seres humanos civilizados. O povo brasileiro traz consigo a marca da generosidade, pois soube suportar com resignação as violências nesse tempo praticadas, como corretos foram muitos de nossos companheiros de caserna, que se mantiveram dignos e não sujaram as suas mãos, e nem se envolveram nos expedientes da repressão e da tortura.
O ideário do chamado "capitalismo selvagem", que plasmava as ações da nova ordem mundial, sob a liderança dos Estados Unidos, o que se acha confirmado pelo depoimento do Embaixador americano de então, o Sr. Lincoln Gordon, exigia que fossem contidos todos os Governos que, politicamente, demonstrassem uma posição antagônica aos seus interesses, e mostrassem preocupações com as questões sociais dos seus povos. Sob a chancela dessas forças, coincidentemente, e no mesmo momento histórico, foram instaladas Ditaduras nos países da América Latina, através de golpes de Estado. Prevaleceu a "velha cantilena", que deu origem à ridícula história de que "era preciso impedir o avanço do comunismo internacional", o que veio sensibilizar alguns incautos e desavisados, sem nenhum estudo ou leitura (coitados !) sobre o que se passava no mundo da guerra fria, inobstante estivesse em vigor uma Constituição que proclamava a liberdade de pensamento. O que se lamenta é que muitos dos nossos colegas, que eram, à época, jovens oficiais, recém saídos das Escolas militares, a quem ensinaram durante a Ditadura, que a ideologia da segurança nacional se sobrepunha a qualquer outra, passaram anos sem liberdade, impedidos que foram de conhecer, e até de professar, qualquer outro credo político. Até hoje, tem sido assim por que, se o fizerem, serão "demonizados" pelos demais.
Estamos exercendo o legítimo direito da contestação, que a ordem democrática vigente assegura aos seus cidadãos. Não estamos mais em Ditadura, que serviu a interesses escusos de alguns , onde a suspensão das garantias constitucionais, a censura à imprensa, as prisões ilegais e arbitrárias (até mesmo, por simples delação), a prática da tortura (o que levou o Presidente Geisel a punir chefes militares em São Paulo), tudo isso, deixou marcas profundas para ser esquecido, por que faz parte da historia contemporânea do nosso Brasil. Tais fatos nos enchem de vergonha perante o mundo, pelas indesculpáveis violações aos direitos humanos praticadas sob o manto protetor do aparelho de Estado. Estão alegando que o STF, em recente decisão, concluiu pela anistia dos agentes que praticaram tais “crimes políticos ou conexos”. Apenas para esclarecer, seria correto examinar, e, para tanto, chamamos a atenção do Conselho Federal da OAB, os textos da Lei 6683/79 e da Emenda Constitucional nº 26/85, que, respectivamente, nos seus arts. 1º, e 4º, parágrafo 1º e 2º, assim expressam:
LEI 6683, DE 28 DE AGOSTO DE 1979
“Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, (o grifo é nosso) cometeram crimes políticos ou conexos com estes...”
Emenda Constitucional nº 26/85
“§ 1º - É concedida, igualmente, anistia aos autores de crimes políticos ou conexos,...”
“§ 2º - “A anistia abrange os que foram punidos ou processados pelos atos imputáveis previstos no "caput" deste artigo, PRATICADOS NO PERÍODO compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979.” (o grifo é nosso)
Como ficam os crimes e os criminosos das três bombas colocadas, no dia 27 de AGOSTO DE 1980, em três instituições, no Rio de Janeiro, como descreve um jornal da época:
“Duas bombas de alto teor explosivo provocaram a morte de uma senhora e ferimentos em outras seis pessoas, ontem, no Rio, em dois atentados ocorridos no início da tarde: um, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil e outro na Câmara dos Vereadores. Num terceiro atentado, de madrugada, uma bomba de pouca potência destruiu parcialmente a sala do jornal "Tribuna da Luta Operária", não fazendo vítimas.
A bomba colocada na sede da OAB atingiu a secretária da entidade, Lida Monteiro da Silva, que teve o braço decepado, vindo a morrer minutos após ter dado entrada no hospital. No atentado na Câmara dos Vereadores, o sr. José Ribamar de Freitas, tio e assessor do vereador Antônio Carlos de Carvalho, do PMDB, perdeu um braço e uma vista, encontrando-se até a noite de ontem em estado grave. Outras cinco pessoas que estavam no local foram feridas." (Folha de S.Paulo - quinta-feira, 28 de agosto de 1980)
E a bomba do Riocentro, cuja explosão se deu em 30 de abril de 1981!!!, que a imprensa assim noticiou:
“A explosão ocorreu dentro de um automóvel puma, na noite de 30 de abril de 1981, com a bomba no colo do Sargento do Exército Guilherme Pereira do Rosário, cuja morte foi instantânea. Ao lado do sargento, no volante, estava o Capitão Wilson Luiz Chaves Machado, o qual, ato contínuo, sai do Puma segurando vísceras à altura do estômago.” (Fonte: CMI Brasil)
Que ninguém duvide, que o que queremos é “um regime de ampla democracia, irrestrita para qualquer cidadão, com direitos iguais para todos”.
Os “torturadores (militares e civis), que não responderam a nenhum processo, encontram-se “anistiados” (?), permaneceram em suas carreiras, e nunca precisaram requerer, administrativa ou judicialmente, o reconhecimento dessa condição, diferentemente daqueles, suas vítimas, que até hoje, estão demandando junto aos Tribunais, para terem os seus direitos reconhecidos.
ONDE ESTÃO OS CORPOS DOS QUE FORAM MORTOS PELAS AGRESSÕES SOFRIDAS? OS SEUS FAMILIARES QUEREM SABER, POIS TÊM DIREITO A ESSA INFORMAÇÃO!
Assim sendo, também queremos a mesma ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA, assegurada a esses insanos agentes da ditadura. E, temos certeza, de que isso não é nenhum absurdo, pois tem a aprovação das pessoas sensatas, daqueles diletos companheiros de caserna (dos quais, de muitos, somos amigos), que não se envolveram em práticas criminosas, e que têm no rol dos seus deveres éticos, o que se acha inscrito nos estatutos militares: “exercer, com autoridade, eficiência e probidade, as funções que lhes couberem em decorrência do cargo; RESPEITAR A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA; ser justo e imparcial no julgamento dos atos e na apreciação do mérito dos subordinados.”
Finalmente, como afirmava o mestre Darcy Ribeiro:
“Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar.
E eu não vou me resignar nunca.”
Rio de Janeiro, 29 de fevereiro de 2012
Luiz Carlos de Souza Moreira, Capitão de Mar e Guerra - Fernando de Santa Rosa, Capitão de Mar e Guerra
*Blog do Saraiva

Demóstenes Torres sumiu da mídia

Nenhuma manchete na Folha ou no Estadão. Nenhum comentário no Jornal Nacional da TV Globo. Nenhuma chamada de capa na Veja. Mistério! Será que o senador Demóstenes Torres (DEMo-GO), assíduo freqüentador da mídia nativa, morreu ou encontra-se desaparecido? Como "paladino da ética", o líder dos demos não tem nada a falar sobre a Operação Monte Carlo da Polícia Federal?
Na quarta-feira passada (29), agentes da PF efetuaram a prisão de Carlos Augusto Ramos, o famoso Carlinhos Cachoeira. Um dos maiores mafiosos do país, o bicheiro explorava uma rede de caça-níqueis e de cassinos ilegais em cinco estados brasileiros. Apenas em Goiânia e Valparaíso, nas cercanias de Brasília, os seus cassinos rendiam cerca de R$ 3 milhões por mês.
As relações políticas do mafioso
Com base nos documentos apreendidos e em 200 horas de escutas telefônicas, a Operação Monte Castelo concluiu que Carlinhos Cachoeira possuía forte influência na política goiana. Ela mantinha jornalistas na sua folha de pagamento, contava com uma rede de espionagem ilegal e nomeou vários integrantes para a área de segurança (segurança!) do governo tucano de Marconi Perillo.
Além disso, os grampos autorizados pela Justiça revelaram várias conversas do mafioso com o “ético” Demóstenes Torres, líder do DEM no Senado. De acordo com as investigações, em julho do ano passado Carlinhos Cachoeira deu um generoso presente de casamento para o senador goiano: uma cozinha completa. Há indícios também de financiamento ilegal de campanhas eleitorais.
O pitbull da Veja ficou mudo
Até agora, o demo só confessou a sua relação com o bicheiro. “Sou amigo dele há anos. A Andressa, mulher dele, também é muito amiga da minha mulher”. Mas, pobre inocente, disse desconhecer suas práticas mafiosas. “Depois do escândalo Waldomiro Diniz, eu pensei que ele tivesse abandonado a contravenção, e se dedicasse apenas a negócios legais”. O demo mais nada falou e sumiu!
A mídia venal, por sua vez, parece disposta a fazer o mesmo. Quer sumir com o escândalo, abafá-lo. Até quem vivia bajulando o líder do DEM está quieto. Reinaldo Azevedo, o pitbull da Veja, já chegou a exaltar “a coragem de Demóstenes” no combate à “corrupção lulopetista” e às forças de esquerda. Num texto recente, o metralha da mídia do esgoto escreveu:
“Rigor penal contra o crime”
“Admiro a sua atuação política, como sabem os leitores deste blog. Nem sempre concordo com ele. Mas sempre lhe reconheço a argumentação consistente e corajosa... Demóstenes afirma, e eu concordo, que um dos males do país são as oposições, muitas vezes, querem se parecer com o governo. Defende, entre outras tantas, maior rigor penal contra o crime...”.
Será que Reinaldo Azevedo vai defender agora “maior rigor penal contra o crime”, a começar pela cassação do mandato do demo?
*Miro

Ligações entre Demóstenes e Cachoeira seriam para resolver questão amorosa

O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) conversaram por telefone 298 vezes entre fevereiro e agosto de 2011, como mostram as transcrições feitas pela Polícia Federal (PF) para a Operação Monte Carlo. O empresário da jogatina e o senador trocaram, em média, 1,4 ligação por dia no período. Falavam-se diariamente, até mais de uma vez por dia. Ao Correio, Demóstenes deu uma justificativa de cunho sentimental para a proximidade ao empresário — ou “professor”, conforme expressão usada pelo parlamentar para se referir ao contraventor: “A mulher do meu suplente (Wilder Pedro de Morais) o deixou e passou a viver com Cachoeira. Eu e minha mulher tivemos de resolver esse problema. Por isso houve tantas ligações e encontros”.
Os policiais federais que fizeram as transcrições das conversas telefônicas, cuja quebra de sigilo foi autorizada pela Justiça Federal de Goiás, encontraram referências aos presentes dados por Cachoeira ao senador e ao prefeito de Águas Lindas de Goiás, Geraldo Messias (PP). Demóstenes ganhou do bicheiro uma cozinha importada dos Estados Unidos, com fogão e geladeira, avaliada em US$ 27 mil (R$ 46,7 mil, pela cotação do dólar de sexta-feira). A constatação do presente aparece numa fala de Cachoeira, dizendo ao senador que enviaria a cozinha. “Minha mulher é advogada e boa cozinheira. Nos casamos em 13 de julho do ano passado, e a mulher de Cachoeira nos prometeu um bom presente”, justifica o senador. O prefeito de Águas Lindas foi agraciado com uma viagem a Las Vegas, nos Estados Unidos, conforme as transcrições feitas pela PF. Geraldo Messias confirmou ao Correio que fez a viagem, em maio de 2011, com a mulher, e disse que o hotel foi pago pelo bicheiro. “Ele não pagou a viagem, mas deu para nós a estadia. O hotel é de uma pessoa ligada a ele.”
No Correio Braziliense


Furo de reportagem: A última conversa de Demóstenes com Cachoeira

Sugestão de @GersonCarneiro

A imprensa divulgou que teria sido 298 ligações, porém @GersonCarneiro garante que houve a ligação de nº 299. Ouça...rs 

*Martiadapenhaneles

Netanyahu quer apagar do mapa o Líbano

Netanyahu quiere “borrar del mapa” al Líbano


 

Sanguessugado do Otro Uruguay es Posible

El Primer Ministro de Israel, Benjamín Bibi Netanyahu ha expresado su deseo de acabar con la nación del Líbano, a la que considera casi tan enemiga como Irán. Este acto de provocación comenzó gracias a una entrevista que el mandatario israelí le concedió a periódico alemán Die Zeit, de la cual se destaca la afirmación de este posible acto de hostilidad, en el extracto [1] que se verá a continuación
Pregunta: “Felicitaciones Sr. Netanyahu, mi primera pregunta es si el inicio de la construcción de una línea de trenes más grande confirma el anuncio de la Oficina de Inteligencia Disidente Siria de que atacará el Líbano?” Sorprendentemente, o no, tal declaración no tuvo eco en la comunidad internacional ni en los diarios más leídos por el público promedio, lo que determina una fuerte tendencia a esconder ciertas cuestiones lo mejor posible, para así poder seguir adelante con el juego desinformativo sobre el programa nuclear de irán y el sanguinario Bashar Al-Assad (sic)
Respuesta:“Sí, y no es un secreto que sucederá con el apoyo del Golfo de Estados Unidos y es por eso que ha sido advertido, pero antes de preguntar, usted tiene que mirar el nuevo mapa del mundo y verá que no hay nación con este nombre. ”
Sorprendentemente, o no, tal declaración no tuvo eco en la comunidad internacional ni en los diarios más leídos por el público promedio, lo que determina una fuerte tendencia a esconder ciertas cuestiones lo mejor posible, para así poder seguir adelante con el juego desinformativo sobre el programa nuclear de irán y el sanguinario Bashar Al-Assad (sic)
He aquí otro ejemplo de cómo los medios de comunicación eligen las noticias que se mostrarán durante el día, y las que serán censuradas para el resto del público. De esta manera, Israel continúa siendo la nación que lucha contra el terrorismo, cuando en verdad son quienes lo provocan; derrochando el miedo entra la población inocente.
Cuando la nación judía, algunos de sus pobladores “ilustres e intelectuales” y/o mandatarios belicistas son agredidos, la primera cuestión que entra en juego es la del antisemitismo, arma que Israel utiliza a mansalva para callar una gran cantidad de críticas en contra de su política expansionista y sangrienta. Si nos guiamos por la siguiente declaración de Michel Sleiman (Presidente del Líbano), el concepto de racismo o intolerancia cambia de bando; las declaraciones de Netanyahu hicieron eco en este país, generando palabras como las siguientes [2]:
"La diversidad de Líbano es todo lo contrario al sistema racista de Israel, el cual no tiene lugar en el mundo” Si, se ha denominado al gobierno de Israel como “al sistema racista de Israel”, ¿quién mejor que éste último para afirmarlo? Un presidente que ha lidiado con la nación judía bastante tiempo. Si usted piensa que Netanyahu se ríe en frente de nuestras narices, está en lo correcto. Un político tan lunático y sin sentimientos con respecto a la vida humana no debería estar a cargo de una nación con tanta historia, a pesar de eso, no sólo lo hace, sino que también es un Primer Ministro respetado en las cúpulas de la ONU y de la OTAN respectivamente.
Los motivos
Seguramente se preguntará el por qué de este odio tan desmedido hacia el Líbano, la respuesta se puede dividir en dos bloques bien separados, los cuales son importantes al mismo nivel.
Motivo 1: El affaire del Líbano con Irán; una relación que viene imponiéndose en el mundo árabe desde los años ochenta, y conforma una suerte de “Triángulo Oriental” con una tercera nación que a Israel no le agrada en lo absoluto, si pensó en Palestina, está en lo correcto. Hezbolá, Hamas, Líbano, Irán, Palestina; la pesadilla de Israel.
Lo que sigue es una fragmento de una declaración del líder del partido-milicia chií libanés Hezbolá, Hassan Nasrallah, para la agencia europapress [3]
.“Tras el discurso del líder supremo de la Revolución Islámica (en referencia al líder supremo de Irán, el ayatolá Alí Jamenei), en el que se establece claramente que Irán apoya a los movimientos de resistencia en el Líbano y Palestina, Hezbolá confirma que nos beneficiamos del sostén no solamente político y moral, sino también material, de Irán desde finales de los años ochenta” Motivo 2: Cuestiones pendientes de una guerra pasada y el deseo de venganza de Israel para con una nación que ha sido una de las pocas que logró derrotarla. Nuevamente entran en juego declaraciones de Michel Sleiman [4], explicando los motivos de algo que, aparentemente, esperaba:
.“[Líbano] es el único país que derrotó militarmente a Israel – que todavía está sufriendo las consecuencias”. A pesar de que Hezbolá y el Líbano mantienen cierto nivel de tranquilidad, Sayyed Hassan Nasrallah, se ha dedicado de esta cuestión diciendo lo siguiente [5]:
“El Líbano es un país que ha estado presente en la historia desde hace miles de años y sus observaciones [de Netanyahu] no afectarán el estado [al país]“.
.“Para hacerle frente a este tipo de amenazas, tenemos que estar atentos sobre lo que está sucediendo a nuestro alrededor dentro del ente [israelí], en nuestra región y en nuestro país”, dijo. “La región está pasando por una etapa sensible y una reestructuración. Nadie puede tratar con el problema del Líbano como el de una isla. Somos parte de esta región y sus estados. Nuestra seguridad proviene de la seguridad de la región y lo que se planea para la región está previsto para nuestro país “¿Cómo entrará el Líbano en los objetivos de Occidente? Lo que se puede vislumbrar, a grandes rasgos, es que Israel desea debilitar el cerco estratégico de Irán para encerrarlo aún más y, por consiguiente, aislarlo del mundo, geográfica y económicamente.
Israel ha encendido una vez más las mechas del conflicto en Medio Oriente, es cuestión de meses para que una nueva bomba explote.
Arielev
Fuente : En Lucha Constante Contra el NWO 
*GilsonSampaio

domingo, março 04, 2012

Programa Vida Inteligente

O descompromisso de Serra com São Paulo


A ausência de vínculos da candidatura Serra com os problemas da cidade é capturada por diferentes canais de percepção da sociedade e apresenta-se aos formadores de opinião como mero movimento de o candidato relançar sua carreira política no jogo da disputa política

Fica cada vez mais caracterizado que optou pela prefeitura no contexto de um plano partidário para resgatar a hegemonia das forças políticas que foram alijadas do governo federal com a vitória de Lula da Silva e que agora correm risco de perder a última trincheira no governo de São Paulo com sucesso das políticas econômicas e sociais que animam a força de adversários nesta segunda década do século XXI.

É essa sensação de uma candidatura descomprometida com os grandes problemas da cidade que expressa a editora de política do jornal Valor Econômico Maria Cristina Fernandes na coluna que fez publicar em 2 de março de 2012 (íntegra à baixo). 

Em texto elucidativo resgata o conteúdo de todos os artigos que o agora candidato Serra escreveu para periódicos de grande circulação em São Paulo desde quando saiu derrotado das últimas eleições presidenciais até que anunciasse sua candidatura a prefeito.

Mostra que em nenhum deles há uma linha sequer sobre questões relativas à cidade de São Paulo ou à discussão de temas que afligem as pessoas que nela vivem. Exclusivamente temas nacionais dominam a pauta abraçada pelo ex-candidato a presidente nos seus textos.

Mas um artigo escrito para uma revista esportiva parece chamar a atenção da jornalista nos comentários que faz. Aponta que Serra diz admirar o papel de goleiro no futebol, pelo fato deste jogar às costas de seu time e usar as mãos como instrumento privilegiado num jogo dominado pelos pés.

Estaria aí o candidato cometendo o ato falho de dizer que é da sua índole jogar sozinho nos bastidores e valer-se de meios estranhos às regras do jogo com a finalidade de obtenção de sucesso solitário? Ao artigo da articulista.



 Uma Página em branco

Maria Cristina Fernandes, para o jornal Valor Econômico

Entre a campanha presidencial de 2010 e a decisão de candidatar-se à Prefeitura de São Paulo, José Serra foi colunista de jornal. Escreveu 21 artigos em "O Estado de S.Paulo" e dez em "O Globo". A íntegra desses artigos está no seu site (www.joseserra.com.br), onde também se encontram discursos feitos em encontros partidários de que participou nesse período, comentários sobre a conjuntura e um artigo sobre goleiros publicado pelo jornal "Lance!".

Os artigos revelam o ex-candidato à Presidência da República, o ex-senador e, eventualmente, o ex-governador do Estado de São Paulo. Em nenhum momento, porém, avoca sua experiência de um ano e três meses frente à prefeitura da capital.

São textos fluidos e ácidos com raras concessões ao lirismo, como no texto em que revela sua simpatia pelos goleiros: "Vê seu time sempre pelas costas e o adversário pela frente. Trabalha com as mãos no esporte dos pés".

Faz revelações de sua infância ao rememorar os 50 anos da renúncia de Jânio. Sua mãe entusiasmou-se pela campanha do tostão contra o milhão. As mulheres consideravam Jânio um político diferente dos outros. O jovem Serra também. Achava que havia feito um bom governo em São Paulo, "operoso e sem escândalos" e, por isso, tinha lhe dado o primeiro voto de sua vida. O pai era contra por sua gestão na prefeitura, quando os fiscais cobravam caixinha dos feirantes do Mercado Municipal.

Serra fez duas estreias. Na imprensa começou com um "Oposição para quê?", em que faz referências não tão veladas à proeminência que o senador Aécio Neves havia adquirido no partido. Diz que o PSDB não sabe fazer oposição e considera razoável o eleitor imaginar que "não sabe governar quem não sabe se opor". Sugere os 10 Mandamentos como cartilha para a oposição e sugere o 11º: "Não ajudarás o adversário atacando teu colega de partido".

Faltou São Paulo nos artigos de José Serra

Ao abrir o site, em um pequeno artigo com o título "Minha primeira vez", cita um conto de Machado de Assis: "As palavras têm sexo, unem-se umas às outras. E casam-se. O casamento delas chama-se estilo".

Na internet e nos jornais o que predomina são os textos de crítica ao governo federal. Desindustrialização, câmbio e infraestrutura são os temas econômicos mais frequentes. Recorre à terceira colocação do Brasil no índice do Big Mac mais caro para fazer suas críticas ao câmbio sobrevalorizado. Reclama de uma política mais agressiva para o turismo, capaz de competir pelos R$ 16 bilhões que os brasileiros gastaram em 2010 no exterior.

Considera o trem-bala "o pior projeto da história" e diz que as concessões petistas das rodovias federais "não foram 'a preço de banana', foram de graça mesmo" para concluir que "a pior ideologia é a incompetência".

Faz um único elogio à política econômica, reservado ao site. Quando o Copom baixa meio ponto da Selic defende a credibilidade do Banco Central e o direito de a presidente conversar com seus diretores e ministros da área econômica sobre os rumos da política monetária.

Volta e meia analisa a economia internacional. Diz que o Euro foi o "maior erro de política econômica em escala internacional na segunda metade do século XX".

Faz críticas recorrentes a corrupção e a loteamento de cargos, queixa-se dos rumos da reforma política e do que avalia como abandono do tema dos direitos humanos na política externa. Faz um artigo sobre saúde, relembrando sua atuação no ministério e defendendo a vinculação de recursos. Já este ano escreveu um artigo sobre o Enem em que critica a iniciativa petista de tentar mudar a forma de ingresso nas universidades transformando-o num vestibular gigantesco e mal administrado.

Nos 12 meses em que escreveu Serra não falou do transporte público, das creches, das AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) ou da limpeza urbana da cidade de São Paulo.

Ele avisara, ao estrear como articulista, que estaria ocupado com o "futuro do Brasil e dos brasileiros". Na carta que entregou ao diretório municipal do PSDB reconheceu que os 44 milhões de votos que recebera em 2010 lhe estimularam a voltar sua atenção a questões nacionais.

Em sua primeira entrevista como pré-candidato, Serra disse que apresentava sua postulação por "necessidade política e por gosto de ser prefeito".

Se nem ele nem seu partido acreditavam ter alternativa, foi efetivamente por necessidade que resolveu se apresentar. Mas que a prefeitura mobiliza seus gostos não havia como adivinhar.

Esta é, no PSDB, uma das principais preocupações de sua campanha. Serra terá, provavelmente, a vantagem de liderar a mais robusta aliança partidária da sucessão paulistana. Além disso, conta com o histórico eleitoral de uma cidade que favorece candidaturas de centro-direita. Apesar disso tudo, porém, esta deve ser uma campanha mais difícil do que aquela em que venceu Marta Suplicy em 2004.

Naquele ano Serra ainda tinha fresco na memória do eleitor a passagem, havia dois anos, pelo Ministério da Saúde, quando fez uma gestão inovadora.

Agora já se passaram dez anos desde que deixou a Saúde. A avaliação é que lhe faltam marcas e sobram desgastes acumulados numa polêmica campanha presidencial. Aquilo que fez na rápida passagem pela prefeitura acabaria sendo creditado na conta de Gilberto Kassab, que ruma para concluir seu segundo mandato no posto. Também é difícil evitar que o que restou de sua administração como governador de Estado durante dois anos e três meses não se diluísse nos mais de sete anos que Geraldo Alckmin já acumula no cargo.

Até pode ser verdade, como diz Serra, que na eleição paulistana disputam-se os rumos da política nacional, dado o peso que os dois principais partidos do país jogam na parada. Mas não parece tão claro que a mão inversa funcione com a mesma fluidez. A blindagem do regime sírio, o futuro do euro, o nó cambial, o loteamento da Funasa ou a reforma política talvez tenham pouca influência sobre o voto paulistano.

Não que se deva esquecer o que escreveu. Há muitos momentos de lucidez nos artigos de Serra. A questão agora é preencher a página de São Paulo que ficou em branco.

*Brasilquevai

Os juízes condenam as vítimas

Gravura do Livro dos Abraços
O Sistema 1
Eduardo Galeano, Livro dos Abraços
Os funcionários não funcionam
Os políticos falam mas não dizem
Os votantes votam mas não escolhem
Os meios de informação desinformam
Os centros de ensino ensinam a ignorar
Os juízes condenam as vítimas
Os militares estão em guerra contra seus compatriotas
Os policiais não combatem os crimes, porque estão ocupados cometendo-os
As bancarrotas são socializadas, os lucros são privatizados
O dinheiro é mais livre que as pessoas
As pessoas estão a serviço das coisas.

*Gerivaldo Neiva - Juiz de Direito

E AÍ, SÃO PAULO AINDA SERVE PARA VOCÊ?!


Para certos setores da classe média paulistana, toda tragédia é localizada, pontual e, em geral, a culpa é da vítima.

Morreu mais uma ciclista na Avenida Paulista. E, novamente, a reação das "pessoas de bem" está marcada por platitudes e hipocrisias, especialmente nos comentários do sites dos portais jornalísticos.

Quem se incomoda com incoerências e traquinagens políticas, lembra-se de um argumento folclórico de Sonia Francine para aderir ao neoconservadorismo fisiológico de Serra-Kassab.

Segundo ela, os dois iam criar em São Paulo uma super malha de ciclovias e humanizar o trânsito paulistano.

Obviamente, não ocorreu nada disso, exceto o benefício pessoal esperado pela veterana princesinha do oba-oba midiático.

O trânsito de São Paulo enrola-se cada vez mais. Os semáforos inteligentes são ainda raros, ao passo que as lombadas eletrônicas (instrumento caça-níqueis da máfia privada-pública) se multiplicam pela cidade, onde, agora, os carros se arrastam a 60 km até mesmo nas grandes avenidas.

Nessa lerdeza criminosa, pessoas perdem seus compromissos, pessoas perdem a lucidez e pessoas perdem a vida, a bordo de ambulâncias imobilizadas.

São Paulo é cada vez mais uma cidade pré-modernista, reprise da ignorância bandeirante e da ganância do baronato agro-industrial. É cada vez mais estúpida, azeda e intolerante.

Exibe cada vez mais a cara macilenta do (ex?) agente do CCC Boris Casoy e dos intelectuais de aluguel que, na grande mídia, são utilizados como soldados do retrocesso, inimigos da diversidade e da universalização de direitos.

São Paulo já não serve a quem pretende reproduzir a virtude antropofágica e tropicalista. Mas serve a quem pretende atropelar tudo e todos com SUVs de alta potência.

São Paulo já não serve aos artistas de rua, perseguidos e humilhados pela doutrina de higienização social tucano-demista. Mas serve aos esquadrões de jovens de "boa família" que agridem sem-teto nas praças e viadutos.

São Paulo já não serve à experiência de participação política em sua principal universidade, pois qualquer divergência é classificada como narco-insurreição. Mas serve a exercícios de guerra de uma polícia cada vez mais intolerante, agressiva e incapaz de compreender o rito civilizatório.

São Paulo já não serve mais ao altruísmo, considerado artifício político de vermelhos interessados em estimular a vagabundagem. Mas serve à construção de guetos suprematistas, de gente que odeia metrô ou que não admite nordestinos emergentes em seus supermercados.

São Paulo já não serve à inclusão, porque ela é carimbada como intromissão. Para a elite bandeirante, o emergente é um invasor, alguém que lhe subtrai privilégios. Para a "reação" paulistana, melhor é apartar, enviar essa gente para o outro lado do Tamanduateí, e que cruzem o rio somente quando vierem limpar pias e latrinas no reduto dos diferenciados.

São Paulo já não serve à miscigenação e ao ingresso do estrangeiro latinoamericano. Porque o cidadão "de bem" bandeirante, sempre bufando, sempre rabugento, tem receio de que descubram em sua árvore genealógica o avô imigrante miserável e a avó que torrava ao sol na colheita de café.

São Paulo resiste à alegria da Vila Madalena, à diversidade do Bom Retiro e à inclusão de Itaquera. Porque o cidadão de "bem" bandeirante não gosta de ver o júbilo alheio, não admite a comunhão da glória, tampouco a glória da comunhão.

São Paulo vem sendo condicionada a desejar mais do mesmo, de forma masoquista e, certamente, suicida. Quer mais escolas incapazes de ensinar, mais companhias de trânsito a travar-lhe a vida, mais máfias a explorar camelôs, mais indignações seletivas, mais controles arbitrários, mais rancor, mais dedos apontados para o nariz do outro, mais do mesmo.

Inimiga da dialética, São Paulo recusa-se a ver causas sistêmicas, mas compraz-se em desqualificar e criminalizar o outro. O paulistano de "bem" mostra-se sempre indignado, mas nunca se julga responsável.

São Paulo, a de cima, é pesada, gordurosa, velha e cheira mal. É ela que oprime a outra São Paulo, nossa, a que hoje nasce no subterrâneo, esta leve, limpa, re-modernista e perfumada.

Morreu uma ciclista, mais uma. Mas qual a culpa que você, paulistano, vai assumir em mais esta tragédia?


http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/03/02/ciclista-morta-na-avenida-paulista-era-biologa-e-trabalhava-no-hospital-sirio-libanes.htm
*GrupoBeatrice

R.R Soares salvará a RedeTV!?

Por Altamiro Borges

A tevê brasileira virou uma zorra total. Sem qualquer regulação, as emissoras cedem espaços nas concessões públicas para cultos religiosos e empresas de vendas. A última novidade neste terreno bichado foi anunciada nesta semana. O pastor R.R Soares, da Igreja Internacional da Graça, acaba de “comprar” uma hora na faixa nobre da RedeTV! – das 21h30 às 22h30.

Charge do Dia

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrxpYU8LfSOOJzgp1Op6ohi_KVRnO-bOru2MB0s2ZO3yJpzATliAKlGVa3oiUsTmx24zsksilQsReiJtA2SIMYYlJq_z8Da8TzxAXaLJccAFnWyluv6psA5ryi2sN1loSqmxVJBm1dVXqo/s1600/serra+mico+estados+unidos77.jpghttp://correiodobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/03/charge-privataria.jpghttp://1.bp.blogspot.com/-QykTlTIUOyk/T1LMa0cPypI/AAAAAAAAIwc/nLGEMznClzA/s1600/IranThreatsTheWorld.jpghttp://3.bp.blogspot.com/-1Oidaru0uRo/T1LS7JacLQI/AAAAAAAAIwk/mMN-r4Hvc18/s1600/utopolis_titanic_rgb.jpghttp://2.bp.blogspot.com/-_kgEBEJg5zE/T1JqRJUxxVI/AAAAAAAAIwU/hYUEkLF3d8o/s1600/malcolm_x.gifhttp://3.bp.blogspot.com/-lYUsflzms3s/T1JpY2w3RII/AAAAAAAAIwM/V8T0lPVo6aU/s1600/Charge+de+Jorge+Braga+para+O+Popular.jpghttps://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc7/64097_3474574184275_1268793268_33516470_476751627_n.jpg

Crise não chega à indústria da morte

 

 

Do The Week
















A crise não atinge os fabricantes e vendedores de armas. Os negócios do sector atingiram em 2010 os 411 100 milhões de dólares, em alta um por cento em relação ao ano anterior, anuncia o SIPRI de Estocolmo.

No seu 29º relatório anual consecutivo, o Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI) conclui que a chamada "indústria da morte" continua a ser das mais florescentes e está imune às crises económicas mesmo em países onde os problemas económicos e financeiros se têm feito sentir, como é o caso das duas maiores potências do sector, Estados Unidos e Reino Unido.

No relatório que elabora anualmente desde 1989, o SIPRI publica o TOP 100 das empresas de armamento e em 2010 apurou que o volume de negócios anual necessário para entrar nesse clube de elite é agora de 640 milhões de dólares, quase triplicando a plataforma de 2002 – 280 milhões.

Estados Unidos e Europa Ocidental dominam o mercado das armas e também dos serviços militares, sector em alta. O SIPRI conclui que nos últimos anos a aquisição de empresas de serviços militares – formação, logística, apoio e manutenção - tem contribuído para o reforço do poder económico das empresas de armamento. O estudo do instituto de Estocolmo não inclui dados sobre empresas chinesas.

O relatório revela que as 44 empresas norte-americanas presentes no TOP 100 são responsáveis por 60 por cento do negócio total; as 30 da Europa Ocidental representam 29 por cento. O TOP 10 equivale a 56 por cento do volume de negócios global, cerca de 230 mil milhões de dólares.

O negócio das armas cresce a grande velocidade, de acordo com os números do SIPRI. O volume de negócios global dos membros do clube do TOP 100 cresceu 60 por cento entre 2002 e 2010.

A Lockeed Martin continua a ser a número 1 do ranking, com um volume de negócios em armas de 35 700 milhões de dólares em 2010, cerca de dois mil milhões em alta em relação a 2009, o que representa 78 por cento das vendas globais da empresa.

Não sendo número um – aparece em segundo lugar – a vedeta da lista é a britânica BEA Systems, que resultou em 1999 da compra da Britsh Aerospace pela Marconi Electronics. O ramo britânico do grupo é o segundo e o seu ramo norte-americano surge na zona do 6º/7º classificados. Somando os dois ramos, o grupo vendeu em 2010 aproximadamente 51 mil milhões de dólares de armamento, o que representa quase 100 por cento do volume de negócios global. Trata-se, em exclusivo, de um grupo de fabrico e comércio de armamento.

A primeira empresa do TOP 100 com bandeira da União Europeia é a European Aeronautic Defence and Space Company (EADS), que surge em sétimo lugar com vendas de armas no valor de 16360 milhões de dólares em 2010, mais 400 milhões que em 2009. O sector de armas representa 27 por cento do volume total de negócios da empresa.

O TOP 5 do SIPRI é constituído pela Lockheed, BEA Systems (britânica), Boeing, Northtrope e General Dynamics, norte-americanas excepto a segunda. Estas empresas venderam em conjunto, em 2010, armas no valor de 152 060 milhões de dólares, cerca de 3 500 milhões de dólares mais do que em 2009.
*Tecedora

A farsa na morte de Marighella

"Eu vi os policiais colocando o corpo no banco de trás do carro", revela o fotógrafo que registrou a imagem do guerrilheiro executado. Essa testemunha desmancha a versão dos militares para esconder como foi abatido o inimigo número 1 da ditadura
Alan Rodrigues, na IstoÉ
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MENTIRA E VERDADE
A primeira foto é a da versão oficial que o fotógrafo Sérgio Jorge foi obrigado a registrar. A segunda é uma nova reprodução feita por ele: um modelo foi usado para mostrar como estava Marighella antes da encenação policial
A primeira foto acima, à esquerda, correu o mundo depois da noite de 4 de novembro de 1969. Ela era vista como prova da iminente vitória do governo contra a oposição armada à ditadura militar brasileira. Carlos Marighella, 58 anos, o terrorista mais caçado do País, líder da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização responsável por dezenas de assaltos a bancos e explosões de bombas, estava morto. Amigo de Fidel Castro, celebrado pela Europa como principal comandante da guerra revolucionária na América do Sul, Marighella tinha levado quatro tiros numa emboscada policial na alameda Casa Branca, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Segundo a versão dos militares, o guerrilheiro fora atraído para um “ponto” com religiosos dominicanos simpatizantes da ALN e trocara tiros com os agentes que varejavam o local do encontro. Um conceituado fotógrafo da revista “Manchete”, Sérgio Vital Tafner Jorge, então com 33 anos, fez o clique da câmara rolleiflex que registrou Marighella estirado no banco traseiro do fusca dos dominicanos. Barriga à mostra, calça aberta, dois filetes de sangue escorrendo pelo rosto.
“Foi tudo uma farsa”, revela agora à ISTOÉ Sérgio Jorge, que está com 75 anos. “Eu vi os policiais colocando o Marighella no banco de trás do carro”. Naquela noite, Jorge estava no Estádio do Pacaembu à espera dos melhores ângulos de um Corinthians x Santos quando ficou sabendo da morte do guerrilheiro. Ele abandonou o estádio antes mesmo de a notícia ser confirmada pelos alto-falantes do Pacaembu e recebida com um urro de comemoração pela torcida. Acompanhado de outros quatro fotógrafos, Jorge chegou à alameda Casa Branca pouco depois das 20 horas. O que ele viu ali – e foi proibido de documentar – era diferente do que aparece na famosa foto estampada depois nas páginas da “Manchete” e em dezenas de outras publicações. Jorge está decidido a contar para a Comissão da Verdade, que o governo federal vai instalar no próximo mês, a armação que testemunhou. Já foi pensando nisso que, no mês passado, com a ajuda de um amigo que serviu de modelo e um fusquinha emprestado, Jorge procurou reproduzir numa nova foto exatamente o que presenciou no dia 4 de novembro de 1969. O resultado é a segunda cena da página anteior, à direita: o amigo de Jorge, representando Marighella, ocupa o banco da frente do carro, numa posição distinta daquela que a polícia fez questão de espalhar. Eram os anos de chumbo e havia muita coisa para ser escondida.
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NO MESMO CENÁRIO
O fotógrafo Sérgio Jorge volta ao mesmo ponto da alameda Casa Branca para contar a armação que testemunhou
Os mais famosos retratos da ditadura começam a contar suas verdadeiras histórias. Sérgio Jorge ganhou coragem de revelar a farsa da morte de Marighella depois que o fotógrafo-perito Silvaldo Leung Vieira contou, no dia 5 de janeiro, ao jornal “Folha de S. Paulo” que sua foto do jornalista Vladimir Herzog morto nas dependências do DOI-Codi, em 1975, era – como já se sabia – uma encenação criada pelos militares. Vieira está atrás de uma indenização do Estado brasileiro, pois julga que teve prejudicada sua carreira de funcionário público. Já Sérgio Jorge quer apenas acertar contas com o passado. “Vi que tinha chegado a hora de contar. O Brasil mudou”, diz ele. Durante mais de 40 anos, Jorge remoeu os fatos daquela noite, que é capaz de reconstituir em detalhes. Ele e os outros fotógrafos, logo que chegaram à alameda Casa Branca, foram recebidos aos gritos pelo temido delegado do Dops, Sérgio Paranhos Fleury, o homem que comandou o cerco a Marighella. “Não quero ouvir um clique! Todos encostados no muro, com as máquinas no chão!”, ordenou Fleury. Ninguém ousou desobedecer. “Era uma loucura, ficamos vendo tudo aquilo acontecer sem poder registrar nada”, diz Jorge. Marighella estava no banco da frente, com uma perna para dentro do carro e outra para fora, os dois braços caídos e quase nada de sangue na roupa. Três policiais retiraram o corpo do fusca (veja reconstituição acima) e o deitaram na calçada. Abriram a calça de Marighella e revistaram seus bolsos. Tentaram, então, recolocá-lo no banco de trás. “Mas não conseguiam e foi preciso que um dos policiais desse a volta no automóvel e puxasse o corpo para dentro.” A ação durou cerca de 40 minutos até que os fotógrafos foram autorizados a fotografar. Chegando perto do carro, Sérgio Jorge pôde ver que havia uma pasta atrás do banco dianteiro e, sobre o assento de trás, uma peruca e uma capa.
Na presença de Sérgio Jorge e dos demais fotógrafos, os policiais, sem nenhum constrangimento, encenavam um número que viria a se tornar corriqueiro naqueles tempos: o teatro do confronto entre guerrilheiros urbanos e as forças da repressão. A ditadura no Brasil deixou um saldo macabro de 475 adversários mortos, 163 deles ainda desaparecidos. Foi a partir de 1969, o ano da morte de Marighella, que o regime militar ingressou em seu período mais duro e a eliminação de inimigos passou a ser regra. As execuções de militantes de esquerda, sem chance de prisão, tornaram-se tão comuns quanto os laudos fantasiosos de inquéritos policiais destinados apenas a escamotear uma política oficial de extermínio. No caso de Carlos Marighella, o esclarecimento de sua morte é especialmente problemático, pois existem pelo menos três versões conflitantes para ela. Primeiro há a versão dos militares, segundo a qual ele foi varado por uma rajada de metralhadora quando, do banco de trás do fusca dos dominicanos, reagiu a tiros a uma ordem de prisão do delegado Fleury. A perícia, entretanto, acabou concluindo que não saíra um tiro sequer da arma de Marighella. Desse modo, a tese da polícia parece não ser mais que um esforço para esconder a provável execução sumária do guerrilheiro, além de uma tentativa de driblar uma complicação extra do episódio: a suspeita de que, naquela noite, foi o fogo amigo que matou também uma jovem policial e um dentista alemão que casualmente passava pelo local no momento do tiroteio (outro delegado, um desafeto de Fleury, acabou baleado na virilha). A segunda versão é a dos dois frades dominicanos que a polícia usou como isca para Marighella. Em seu julgamento, os religiosos sustentaram que o guerrilheiro foi executado no meio da rua, longe do fusca em que eles estavam. Por fim, o Grupo Tortura Nunca Mais, em 1996, adotou as conclusões de um laudo em que legistas garantem que Marighella foi morto com um tiro no peito à queima-roupa, que seccionou-lhe a aorta, e alvejado ainda por outros três disparos.
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O CASO VLADO
O fotógrafo-perito que registrou a encenação do suposto suicídio de Vladimir Herzog também reconheceu a montagem
Carlos Marighella era autor do “Manual do Guerrilheiro Urbano”, um confuso texto de 50 páginas que jovens esquerdistas de todo o mundo liam como uma bíblia. Figura principal dos cartazes amarelos que a ditadura espalhava com retratos de terroristas, vinha sendo caçado pelo Dops e monitorado pela máquina de informações dos Estados Unidos. Um ano antes de sua morte, o consulado americano em São Paulo já informara seu governo sobre as relações de Marighella com os dominicanos. Agora, o depoimento exclusivo de Sérgio Jorge à ISTOÉ – e que ele se dispõe a prestar também à Comissão da Verdade, instituída pelo governo para esclarecer as mortes ocorridas durante a ditadura – poderá jogar uma nova luz sobre os fatos, embora ainda seja difícil fazer conjecturas sobre as intenções específicas dos policiais que transferiram o corpo de Marighella para o banco de trás do carro.
Sérgio Jorge foi o primeiro fotógrafo do País a ganhar o Prêmio Esso de Jornalismo. Ele conta que, quando chegou à redação da “Manchete” com a foto do cadáver de Marighella, teve o cuidado de relatar a seu chefe a armação que tinha visto. Ouviu como resposta que a versão de Fleury seria a definitiva e, sempre avesso à política, resolveu se calar. “Todo mundo me dizia para não me meter com essas coisas que era muito perigoso”, diz ele. O caso só voltou a perturbá-lo cinco anos atrás, no momento em que começou a selecionar fotografias para um livro em seu arquivo pessoal, com mais de 60 mil imagens. As fotos de Marighella não estão com ele: foram parar num arquivo da revista “Manchete”, recentemente leiloado. “Dos fotógrafos que estavam comigo naquele dia, só eu estou vivo. Cheguei à conclusão de que não posso levar para o túmulo a história verdadeira”, diz Sérgio Jorge. “Sempre tive muito medo, mas com a Comissão da Verdade acho que chegou a hora.”
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COMBATE
Há mais de quatro décadas, Simas denunciou a farsa
Nilmário Miranda, um dos representantes da comissão do Ministério da Justiça que, em 1996, responsabilizou o Estado brasileiro pela morte de Marighella, considera importante o depoimento de Sérgio Jorge. “Isso vai ajudar a Comissão da Verdade a regatar os fatos históricos”, diz ele. “Ao invés de suicídios, assassinatos cruéis. Ao invés de fugas da prisão, desaparecimentos forçados. Ao invés de tiroteios simulados, execuções à queima-roupa.” O advogado de presos políticos Mário Simas, que foi a primeira voz a afrontar a versão oficial da morte de Marighella, quando fazia a defesa dos frades dominicanos, espera que o depoimento de Jorge possa, finalmente, contribuir para o esclarecimento do caso. “No processo, lancei dez dúvidas sobre a versão oficial que nunca foram respondidas pelo Estado”, diz ele. Simas, que presidiu a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, não tem dúvidas sobre o modo de ação da polícia: “O delegado Fleury era um caçador sem escrúpulos, que não respeitava nada para chegar a seus objetivos.”
Aos 86 anos, a mulher de Marighella, Clara Charf, se espanta ao saber das revelações de Sérgio Jorge. Ela estranha que seu marido, que não sabia dirigir, estivesse ocupando o banco do motorista do fusca. Mas acredita que este depoimento possa enterrar de vez a versão “mentirosa” da polícia. “É um impulso muito grande para a revisão da história”, diz ela. É uma expectativa idêntica à do ex-militante Otávio Ângelo, certamente um dos últimos companheiros que viram Marighella vivo. Membro do Grupo Tático Armado da ALN, Otávio Ângelo estava no derradeiro “ponto” que Marighella cumpriu no fim da tarde do dia 4 de novembro de 1969, antes de ir para a alameda Casa Branca. Eles se encontraram no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo e, segundo Otávio Ângelo, Marighella se mostrava muito preocupado com a segurança da organização por causa da prisão de vários militantes. “Ele parecia nervoso, apreensivo”, relembra. “Falava que estávamos no cerco e que, se não conseguíssemos sair desse cerco, não sobreviveríamos.” A previsão de Marighella, como se vê, acabaria cumprida em poucas horas.
img4.jpg*GilsonSampaio

sábado, março 03, 2012

Deleite Milton / Eng do Hawai



EUA: responderemos a qualquer ameaça do Irã na América Latina

A situação está ficando cada vez mais crítica é o que se pode deduzir das diveras notícias que podemos ver todos os dias nos diversos meios de informação, ao que parece a "Agenda" está a andar a passos largos, só espero que nós latino-americanos não fiquemos feito o marisco, entre o rochedo e o mar. Os "cowboys" além de pretenciosos são muito arrogantes.

Tibiriçá



A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, reconheceu nesta quarta-feira sua "preocupação" pelos relatórios sobre avanços militares do Irã e do grupo libanês Hezbollah na América Latina, e garantiu que Washington responderá a qualquer ameaça que apresentem na região. "Tomaremos ações apropriadas para resistir a qualquer ameaça que possa surgir das atividades do Irã e do Hezbollah no hemisfério", afirmou Hillary em uma audiência perante o Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes dos Estados Unidos.

A secretária de Estado se mostrou preocupada pelos informes que algumas organizações de tráfico de droga na América Latina "estão vinculadas ao Hezbollah e ao Irã", mas ressaltou que os EUA "não encontraram informação que comprove muitas dessas acusações". "Porém, certamente, o recente incidente relacionado com a tentativa de assassinato do embaixador saudita é uma chamada de atenção que cria uma dúvida muito grande", destacou.

Hillary Clinton se referia ao suposto complô descoberto em outubro para assassinar o embaixador da Arábia Saudita em Washington, Adel al Jubeir, que os EUA atribuíram ao Irã e que seria executado por um cartel do narcotráfico no México. "Continuamos buscando laços diretos com o Irã e mantemos um contato muito intenso com nossos aliados no hemisfério, tanto para educá-los sobre os perigos que representam o Irã e o Hezbollah como para trabalhar com eles para melhorar nossa cooperação de inteligência", declarou.

A secretária de Estado lembrou que o governo de Barack Obama estendeu no ano passado as ações impostas em 2008 à Companhia Anônima Venezuelana de Indústrias Militares (CAVIM) "por violar uma proibição sobre o uso de toda tecnologia que pudesse ajudar o Irã no desenvolvimento de armas (nucleares)". "Portanto, se encontramos informação que possamos verificar, estamos comprometidos a atuar", acrescentou Hillary.

"Mas o que estamos vendo, por outro lado, é que nossos aliados na América Latina estão entendendo de verdade os desafios, e isso nos encoraja", continuou. Hillary deu como exemplos a assinatura por parte de Brasil, México, Chile e Argentina de uma resolução sobre o Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e o voto desses três primeiros países para criar a figura de um relator especial da ONU sobre os direitos humanos na República Islâmica.

"Estamos vigiando esta situação de perto e estamos construindo uma coalizão internacional e hemisférica muito forte contra qualquer esforço do Irã e do Hezbollah em nossa área", ressaltou a secretária de Estado. O testemunho de Hillary aconteceu em resposta às perguntas da congressista republicana Ileana Ros-Lehtinen, que mostrou sua preocupação com os informes que Teerã começou a enviar membros de suas forças de elite a suas embaixadas na América Latina.

Ileana também se referiu à viagem que o líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, fez em janeiro à Venezuela, Nicarágua, Cuba e Equador, e que a secretária de Estado definiu como "uma tentativa desesperada de buscar amigos".

Fonte: http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/4964/EUA--responderemos-a-qualquer-ameaca-do-Ira-na-America-Latina

Copyright é Racismo, DIGA NÃO!




Seja educado, ande arrumado, saiba falar. Respeite a polícia, vote nos líderes e faça silêncio na igreja. Pague os impostos e depois faça uma doação. Obedecemos as leis de uma escola invisível na qual nunca pedimos para ser matriculados. E o que você ganha em troca? De fato, a primeira lição que você deve ter aprendido na vida é que aquilo que o mundo te pede, não é o que o mundo te dá.
 
Estas regras existem porque a sociedade tem como função básica proteger o interesse dos indivíduos que a formam, ou seja, proteger a si mesma. Isso faz com que toda sociedade seja por definição reacionária e toda mudança sofrível.

Lembre-se que na antiguidade era considerado crime ser estrangeiro. Durante o feudalismo era considerado crime estar endividado. Na idade média era crime desobedecer a igreja romana. Na guerra fria era crime ser comunista nos EUA e não ser comunista na Russia. No século XVI era crime ser homossexual (em alguns lugares ainda é. MashaAllah!). E há menos de 200 anos libertar escravos era crime também!

Este último exemplo é importante. Se você possui um ancestral que lutou pela liberdade no movimento abolicionista ele foi, por muitos anos, considerado um fora da lei. E recentemente nos EUA vários sites dedicados a compartilhamento de informação foram fechados! Por que? Porque hoje em dia é crime compartilhar conhecimento de graça.

Breve cronologia do abuso


Napster - Processado e obrigado a sair do ar em 2000.
TorrentSpy - fechado e multado em 110 mil dólares em 2003.
ShareReactor - obrigado pela polícia suiça a fechar em 2004.
Jammie Thomas - cidadão americado é multado em 222 mil dólares por baixar 24 músicas na internet em 2007.
TorrentSpy - fechado e multado em 110 milhões pelo governo americano em 2008.
BtChina - fechado pelo governo chinês junto com mais 530 outros sites em 2009.
PirateBay - fechado pela justiça sueca em 2010.
Wikileaks.org - tirado do ar em 2011 e seu editor chefe preso.

             Em 2012 houve uma aceleração no processo:

Megaupload - Fechado e os donos e empregados foram presos.
FileServe – Fechando e não vende mais contas premium.
UploadStation – Bloqueado nos EUA.
FileSonic – encontra-se atualmente sob investigação do FBI.
FilePost – apagando todo o material, com exceção de executáveis, .PDFs e .TXTs).
VideoZer – fechando e bloqueado nos países afiliados aos EUA.
4shared – excluindo arquivos com copyright e aguarda na fila do FBI.
MediaFire – convocado a depor nos próximos 90 dias e terá de abrir as portas ao FBI.
Rapidshare – só com conta premium e termo de responsabilidade atreladas ao seu CNPJ para upar arquivos superiores a 100 Mb (ou seja quem se lasca com o FBI é você).
Uploaded – banido dos EUA e o FBI vai atrás dos donos, que sumiram.
MediaFire – Convocado a depor nos próximos 90 dias e terá de abrir as portas para o FBI.

A situação é global. A União Européia já entregou os nomes de hosters de toda zona do euro para o FBI ir atrás dos responsáveis. A China tem suas próprias dimensões de censura e controle cultural. O governo brasileiro, como sempre, ainda não tem uma posição oficial sobre o assunto.

E por que isso é do seu interesse?

Por mais que a sociedade tenha como função básica proteger o interesse dos indivíduos que a formam, na prática o resultado é outro. Na prática a condição do indivíduo é colocada em segundo plano em relação à manutenção do Status Quo, ou seja, manter as pessoas na exata situação que se encontram. Dizer que isso significa apenas manter os ricos mais ricos e os pobres mais pobres é uma simplificação grosseira e ignorante. Isso significa manter as pessoas dóceis e eternamente satisfeitas com o mesmo de sempre. Isso significa deixar a cultura e a criatividade apenas nas mãos de quem pode pagar por isso.

Copio aqui um post do burgos4patas que tem tudo a ver com o assunto acima, penso eu, como pode alguns "selvagens" serem solidários e dividirem um presente ao invés de disputá-lo? Essa analogia é bem interessante e assim também deveria se proceder para compartilhar o conhecimento.

Tibiriçá

Umuntu ngumuntu nagabantu

 

A jornalista e filósofa Lia Diskin no Festival Mundial da Paz em Floripa (2006) nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela contou que:

Um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo então, propôs uma brincadeira pras crianças que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse “já!”, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado.

Quando ele disse “Já!” instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto.
Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam:

"Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

Fonte: http://www.mortesubita.org/blog/copyright-racismo-diga-nao e
http://burgos4patas.blogspot.com/2012/02/umuntu-ngumuntu-nagabantu.html

Grosseria ou malandragem?

 

Valcke: "pé na bunda" do Brasil e beijoca no rosto de Ricardo Teixeira?
Sobre a inominável grosseria do cidadão Jerome Valcke, que tem o direito de criticar o que quiser na organização da Copa mas não tem o direito de dizer que “o Brasil merece levar um pé na bunda”, o que levou o Governo Brasileiro a tomar a atitude de não mais recebê-lo como interlocutor da Fifa, é importante que se leia o que escreve Juca Kfouri, que entende como poucos de cartolagem, Ricardo Teixeira e o jogo sujo que corre por ali.

Atenção: podem estar querendo melar a Copa no Brasil

É sabido que a Fifa adoraria poder levar a Copa de 14 para a Inglaterra e parar de apanhar dos ingleses.
É sabido que Jérôme Valcke é parceiro de Ricardo Teixeira, a ponto de passarem férias juntos.
E que o secretário-geral da Fifa é pau para qualquer obra, até para ser condenado como foi pela Justiça da Suíça por litigância de má-fé, como foi no “caso Mastecard”.
A Fifa não dá ponto sem nó e não cometeria a indelicadeza que cometeu ao dizer que o Brasil precisa levar um pé na bunda para se mexer, por mais que saibamos que as coisas, de fato, estejam atrasadas por aqui.
Alguma coisa mais grave tem por trás de tal atropelo a um mínimo de diplomacia.
E não restou outra atitude ao governo brasileiro que não a reação do ministro Aldo Rebelo, exigindo a troca do interlocutor.
Pode ser o começo do fim da Copa no Brasil, nessas alturas com prejuízos incalculáveis diante de tudo que já está, mesmo que atrasado, em andamento.
Teixeira certamente se diverte com isso tudo e, quem sabe, se apresente como salvador, como algodão entre cristais, para evitar a catástrofe.

Seja como for, esta não é uma guerra de luvas de pelica, mas de gangsters (os cartolas da Fifa, evidentemente) mesmo.
Meu comentário: Não é improvável que as manobras sejam estas que Juca Kfouri descreve, mas a Fifa não está em condições de fazer o que bem quiser. A entidade, todos sabem, está abalada por escândalos e escândalos e, no mundo, não é como aqui que a Globo “absolve” a CBF nas instâncias cíveis e criminais. A reação do Governo brasileiro foi o mínimo que poderia fazer, e está-se agindo com a maior diplomacia, ao contrário do cavalo de cartola que responde pela secretaria da Fifa. Terrível é que a imprensa brasileira, que torce pelo fracasso da Copa, não tenha nem mesmo a dignidade – com raras exceções, como a que se transcreveu – de reagir a uma afronta grosseira como a que se fez.
*Tijolaço

Deleite Maysa

Chuvas de Verão

Podemos ser amigos simplesmente
Coisas do amor nunca mais
Amores do passado, do presente
Repetem velhos temas tão banais
Ressentimentos passam como o vento
São coisas de momento
São chuvas de verão
Trazer uma aflição dentro do peito
É dar vida a um defeito
Que se cura com a razão
Estranha no meu peito
Estranha na minha alma
Agora eu tenho calma
Não te desejo mais
Podemos ser amigos simplesmente
Amigos, simplesmente, nada mais
Amigos, simplesmente, nada mais
Amigos, simplesmente, nada mais