
Conjuntura mundial: Vai sobrar alguém na direita?
por Luiz Carlos Azenha
A profunda crise na Grécia ameaça arrastar outros países europeus pelo mesmo caminho: uma crise social sem precedentes, tão ou mais grave que a enfrentada pelos Estados Unidos. Os 500 bilhões de euros reservados pela União Europeia para combater a crise, com a promessa de outros 250 bilhões do FMI, dão a vocês a medida exata do tamanho do problema. O anúncio da Espanha, de que fará corte de 15 bilhões de euros em despesas para atender as demandas do mercado, é outro sinal. Curiosamente, são governos considerados “progressistas” para os padrões locais os encarregados de oferecer essa pílula amarga aos eleitores. Essa conjuntura terá consequências eleitorais. Aliás, já teve em vários países, mais recentemente na Alemanha.
Para o bem e para o mal, o que antes era considerado “intervencionismo” estatal será consagrado como única saída para enfrentar a crise. O que, em minha opinião, explica o fato de que em eleições vindouras os candidatos vão fugir feito o diabo da pecha de “neoliberais”. Afinal, a profunda crise financeira, primeiro nos Estados Unidos e agora na União Europeia, resultou da aplicação do modelo em que o estado era considerado um empecilho.

Nenhum comentário:
Postar um comentário