



Acima, a rampa anti-mendigo: importante programa de combate à pobreza, adotado em São Paulo
O Portal "Vermelho" publica uma série de reportagens sobre o chamado "higienismo" em São Paulo. Essa palavra meio esquisita quer dizer o seguinte: tratar o pobre como sujeira.
Nos últimos anos, é assim que a Prefeitura de São Paulo trata o morador de rua. É assim, também, que o governo paulista trata movimentos sociais como o MST.
O "Vermelho" entrevistou o Padre Julio Lancelotti, defensor dos moradores de rua. Ele vai direto ao ponto: "Serra é o pai do higienismo em São Paulo".
O padre (que foi alvo recente de uma sére de "denúncias" por conta de seu susposto comportamento sexual) dirigiu suas baterias também contra Andrea Matarazo. Homem forte de Serra, seguiu como secretário de Kassab. Julio Lancelotti vê em Matarazzo o articulador e mentor dessa plítica anti-pobre. E deixou claro como MAtarazzo se articula:
- "O Andrea Matarazzo é muito ligado com muitos jornalistas, com a imprensa,"
Em outra parte da série de reportagens, o "Vermelho" explica:
"A troca de farpas entre Matarazzo e Lancellotti atravessou os últimos anos — com uma vantagem para o padre: ele não recorreu a jornalistas para agir como seus porta-vozes ou ghost-writters"
Agora, uma pergunta desse Escrevinhador: Andrea Matarazzo tem jornalistas que agem como seus porta-vozes? Quem seriam?
O Padre Júlio faz um ataque frontal à chamada "grande imprensa". Ele afirma:
"É elogio dizer que nossa imprensa é burguesa, não qualifica precisamente. A nossa imprensa é prostituta."
Nesse ponto, sou obrigado a discordar do padre.
É elogio chamar a velha imprensa de "prostituta". Ela é burguesa, mesmo. Elitista, preconceituosa, tosca. Prostitutas podem ter muito mais sutileza e graça do que a velha imprensa.

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