


A crise de repressão na Igreja e a direitização na CNBB
Brotam as repressões e as contradições de classe no seio do catolicismo romano
Na estatuária (foto), na pintura, nos cromos conhecidos como "santinhos", a pedofilia - uma das filhas deformadas da repressão sexual - sempre esteve latente na Igreja católica, algo que era apenas sugerido, mas que jamais fora verbalizado ou admitido objetiva e conscientemente.
Nenhuma instituição corporativa fechada, fundada em interditos, com um projeto moral dogmático - como a Igreja inventada por Paulo de Tarso - pode reprimir todos os seus sectários por todo o tempo. Logo a Igreja, que se louva de ter todas as grandes questões da humanidade respondidas, as que não consegue alcançar, capitula-os no arquivo dos mistérios sagrados - truque fácil para se prevenir do racionalismo.
Um dia a casa cai.
Hoje, o fluxo incontrolável da informação no mundo expõe o que sempre esteve oculto. Estamos assistindo a uma crise da repressão religiosa. O dogma da repressão ao exercício da sexualidade está sendo questionado, não por uma sexualidade livre e saudável, mas pelo seu viés patológico e criminoso, envolvendo crianças e pré-adolescentes. Setores progressistas da Igreja querem lancetar esse tumor, outros, os conservadores, os de sempre, os hegemônicos, insistem em manter tudo como está por debaixo de batinas e hábitos onde a carne tremula de desejo.
A propósito, observem que a 48ª Assembleia Geral da CNBB, ora acontecendo em Brasília, está evidenciando o recrudescimento da direita e a crescente polarização ideológica entre os bispos brasileiros.
Vamos prestar mais atenção nisto.
do Diario Gauche

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