Páginas

Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, maio 12, 2010

Responsabilidade Ambiental


Responsabilidade Ambiental - Petrobrás oferece ajuda no desastre da BP
A Petrobrás vai ajudar no trabalho de contenção do vazamento de óleo no Golfo do México, provocado pela British Petroleum (BP), que se estende por milhares de quilômetros ao longo da Lousiana, Mississipi, Alabama e Flórida. A catástrofe ecológica na costa norte-americana, resultou o maior vazamento de óleo no país desde o episódio do Exxon Valdez, em 1989.

“O setor petrolífero mundial está dando apoio geral e irrestrito para a BP para o combate à situação. É uma questão de solidariedade e responsabilidade planetária”, declarou o diretor de Exploração e Produção da Petrobrás, Guilherme Estrella. Segundo ele, uma equipe da estatal já está nos Estados Unidos, e um outro grupo está a caminho da região para trabalhar na contenção do óleo.

“A equipe conta com cerca de 20 pessoas incluindo especialistas em segurança e meio ambiente. Tem gente da Marinha, da Força Aérea, do Ministério do Meio Ambiente e gente nossa”, disse um dos maiores especialistas no desenvolvimento de tecnologias de exploração de óleo em águas profundas.

Sobre os campos da Petrobrás no Golfo do México, Cascade e Chinook, a estatal aguarda uma declaração formal do governo norte-americano sobre a exploração do petróleo em alto mar nos EUA, para então se posicionar.

Do Hora do Povo

Nenhum comentário:

Postar um comentário