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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, agosto 21, 2012

Carros de luxo de pastores da Iurd chamam a atenção em Portugal


Fotos do Audi de um pastor da Universal de Portugal
Portugueses estão impressionados com os carros de luxo dos pastores da Igreja Universal do Reino de Deus.

Os pastores vivem trocando os veículos por outros mais novos, informou uma fonte deste blog em Lisboa que tem acesso a alguns desses automóveis.

Ela mandou fotos (acima) de um Audi A8L, top de linha, de uso de um pastor. O valor estimado do carro é de 215.000 euros, cerca de R$ 546.000. Há pelo menos um pastor que tem dois Audi.

No Brasil, há também pastores da igreja chefiada por Edir Macedo que circulam com os carros preferidos pelos milionários.

Dados da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo referentes ao período de 1998 a 2008 revelam que a frota da Universal tinha Audi, Mercedes-Benz, Honda Accord e Toyota Land Cruiser.

Tudo comprado com dinheiro que desfruta de isenção de impostos federais, à custa, portanto, de cada um dos brasileiros, seja ou não religioso, concorde ou não com esse privilégio.

Universal tem carros de luxo como Mercedes, Audi e Honda Accord.
agosto de 2009

Edir na mira da Justiça.

Leia mais em http://www.paulopes.com.br/#ixzz24DoDTSxJ
Paulopes

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