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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, junho 06, 2012

Cuba salvou 4 milhões de vidas em 5 décadas!




A maior escola de médicos do mundo
do Solidários
Todos os dias um batalhão de batas brancas, se meneia num movimento espectacular, para quem puder apreciar, na orla costeira de Cuba. Centenas de alunos de medicina, encaminham-se a partir de um edfício da universidade para a rua
Pode-se apreciar o burburinho empoleirado numa árvore ou num banco de jardim. De onde terá vindo aquela jovem de hijab, ou aquele jovem negro? Alguns ostentam bandeiras nos bolsos das batas. Tanto podem vir da Argentina como de Angola. São estudantes internacionais da maior escola de medicina do mundo: Escuela Latino Americana de Medicina, ELAM
Para que tenhamos uma ideia do tamanho da escola, a Universidade de Toronto tem 850 estudantes de medicina e em Harvard 735. A Elam tem doze vezes mais do que essas duas universidades juntas. A ELAM tem 19.550 alunos e cada um deles tem uma bolsa de estudo integral.
Nabeel Yar Khan corre entre eles, o seu estômago ronca pois acabou de perder um pequeno almoço. Óculos reluzentes, cabelos curtos com gel e com muita determinação. A maioria dos moradores questiona-se sobre a tez da sua pele. É um dos 906 estudantes paquistaneses, a quem foram concedidas bolsas de estudo, desde o mortal terremoto de 2005. Yar Khan é de Scarborough - Malvern, no Canadá e foi denunciado pela folha de plátano vermelha na sua mochila. Desloca-se a correr para o Hospital Pediátrico Rosa, um lugar onde o primeiro e o terceiro Mundo colidem.. Aqui pode aprender a transplantar um rim, mas os pacientes trazem os seus próprios baldes e panelas para aquecer a água para o banho.
"Ele é um aluno muito bom", Del Carmin confidencia . "É muito curioso e faz parte de um grupo de estudantes que se ajudam uns aos outros, o que é muito importante. O Canadá terá um bom médico. "
Yar Khan é o primeiro estudante canadiano na ELAM e com as sua possibilidades, será o último. Não pertence a uma família canadiana rica, pelo contrário, mas comparando com os seus colegas está muito acima em termos de possibilidades económicas.
Como a maioria das coisas em Cuba , Fidel Castro recebeu crédito para iniciar a ELAM.
Em Outubro de 1998, enviou uma equipa de médicos para os países da América Central que foram triturados pelo furacão Mitch. Em questão de dias, mais de 11.000 pessoas morreram em resultado de inundações e deslizamentos de terra. Ao chegar à maioria das áreas rurais, os médicos cubanos descobriram que muitas pessoas sofreriam de doenças crónicas a longo prazo. Em vez de ossos partidos, eles estavam tratar a cegueira dos rios e o crescimento atrofiado ou raquitismo. Em lugares como a Costa do Mosquito nas Honduras, os cubanos foram os primeiros médicos que os pacientes viram.
Fidel Castro veio com uma novidade, uma teoria nova: "ensinar o homem a pescar em vez de lhe dar o peixe": Em vez de deixar os médicos cubanos em áreas de desastres indefinidamente, eles iriam ensinar os moradores a tornarem-se em médicos.
A academia naval nos arredores de Havana foi recuperada e, a uma velocidade talvez só possível sob o comunismo, os úlitmos alunos navais foram enviados para fora em Janeiro. No mês seguinte, os primeiros autocarros lotados de estudantes nicaraguenses começaram a surgir. Meio ano após o furacão, a ELAM tinha 1.932 estudantes de medicina que iniciaram as aulas num programa de seis anos. Raul Castro, irmão mais novo de Fidel e que o substituiu como presidente em 2008, abriu a escola.
"Fidel disse que esta era uma escola para formar os médicos para todo o mundo", diz Eladio Valcarcel Garcia, um dos fundadores da escola, que ajudou a administrar a academia naval. A memória faz-me chorar. "Fidel disse-me que eu já não iria preparar jovens para a guerra, mas para curar o mundo."
A escola rapidamente se expandiu para incluir alunos de mais de 110 países, de Moçambique e do Iêmen, ao Camboja e Timor Leste. Segundo a escola, mais de dois terços vêm de famílias pobres do campo. Muitos representam tribos ancestrais - a Kiche da Guatemala, ou Ibo da Nigéria.
A maioria nunca poderia pagar a faculdade de medicina - Aqui estudam de graça. Recebem uma cama num dormitório, três refeições básicas por dia, os livros didáticos e uma bolsa mensal de 100 pesos - o suficiente para um frasco de xampôo e uma cerveja. (Isso é cerca de US $ 3,90, ou quatro dias de salário para um médico cubano.)
A única anomalia na lista dos países beneficiários até recentemente, eram os Estados Unidos - amargo inimigo de Cuba. 67 norte-americanos já se formaram na escola e 116 estão actualmente matriculados - todos de comunidades carentes que raramente produzem médicos - diz Garcia.
"Não é uma ideia política", diz ele, acrescentando logo em seguida: "Eles bloqueiam-nos os medicamentos que podem salvar vidas de crianças" (Depois da nossa entrevista, ELAM anunciou que a escola não iria aceitar mais nenhum aluno americano por causa da embargo americano.)
A escola deveria fechar ao fim de 10 anos, quando um número suficiente de novos médicos se tivessem formado para substituir os cubanos nas aldeias que ensinam os alunos em casa. Mas, como o alcance da ELAM foi expandido para incluir todo o mundo em desenvolvimento, a data final foi adiada indefinidamente.
"Nós criamos esta escola para proporcionar saúde para todos", diz Garcia. "Estamos em 2012 e ainda não têm cuidados de saúde para todos. Então temos que continuar a trabalhar nisso. "
A família de Khan não é rica para os padrões canadianos. Mas, comparado com a maioria dos alunos da ELAM, Yar Khan é excepção. O seu melhor amigo, Carlos Roberto Perez, não viajou para casa, para El Salvador , durante dois anos, por causa do custo - nem mesmo quando a sua mãe morreu.
Como Yar Khan tornou -se o primeiro aluno canadiano da escola: é uma história de sorte e muita perseverança. (a ler no original em inglês)
Com o açúcar, os charutos de Cuba, carros de 1950 e Fidel Castro, o Sistema de Saúde é o orgulho do País e característica que define Cuba. A dr. Margaret Chan, directora-geral da Organização Mundial de Saúde, recentemente elogiou o sistema médico cubano como um modelo para o mundo. "As pessoas neste país são muito afortunados", disse ela.
Os cubanos têm mais médicos por pessoa, do que qualquer outro país no planeta. Os blocos residenciais ainda têm um consultório médico local - um consultório médico em que no andar de cima vive o médico de plantão. (Isso está a mudar porque muitos médicos foram enviados em missões para a Venezuela na última década.)
O tratamento médico é mais prático e usa menos a tecnologia de ponta, principalmente porque a ressonância magnética e os testes de laboratório são muito caros. Usam a medicina preventiva - as pessoas consultam o seu médico regularmente, antes que haja uma crise. Os resultados são astronómicos: Cuba foi o primeiro país do mundo a eliminar a poliomielite e o sarampo. De acordo com uma revista de epidemiologia de 2006, tem a menor taxa de AIDS nas Américas. Cuba tem menor taxa de mortalidade infantil do que o Canadá e os Estados Unidos. A média de vida é de 78 anos, apenas três anos inferior ao Canadá.
Nada disto foi por acidente. Desde o começo, Fidel Castro sonhou fazer de Cuba fazer uma superpotência médica internacional, de acordo com Julie Feinsilver, autora de Healing the Masses: Cuban Health Politics at Home and Abroad.
Quando o terremoto de 9,5 Richter atingiu o Chile, apenas um ano após a revolução cubana em 1959, Castro enviou uma equipa médica, apesar de metade dos 6.000 médicos cubanos terem fugido do país. Três anos mais tarde, a independência da Argélia levou a uma fuga de cérebros semelhante, Cuba forneceu-lhes 56 médicos para 14 meses.
"Acreditavam que Cuba tinha uma dívida para com a humanidade pela assistência que o País recebeu durante a revolução", diz Feinsilver.
Médicos cubanos também foram enviados em missões de desenvolvimento para a América Latina e África: a partir de campanhas de vacinação em Angola e na Etiópia, a trabalhar na zona rural da África do Sul e estão de partida pessoal das escolas médicas, para uma meia dúzia de países como o Iêmen e o Gana, onde os médicos são escassos. (No Gana, os jornais locais informam que os cidadãos spreferem ver um médico cubano do que um habitante local.)
Desde 2006, os médicos cubanos restauraram a visão de 2,2 milhões de latino-americanos por meio de cirurgias oculares simples.
Hoje, o pequeno país de Cuba, a população de 10 milhões, envia mais médicos para ajudar nos países em desenvolvimento do que todo o G8 combinado, de acordo com Robert Huish, professor de desenvolvimento internacional na Dalhousie University, que estudou a ELAM durante oito anos.
Há 68,600 médicos cubanos e mais de 20% deles - ou seja, 15.407 - estão em missões em 66 países.
Salvaram 4 milhões de vidas ao longo das últimas cinco décadas.
"Somos um exército de médicos em todo o mundo," diz o Dr. Jorge Juan Bustillo Delgado, vice-director do país e médico de co-operação, em pé. à frente de um mapa gigante, em que quase todos os países de África e da América Latina, ostentam um pouco bandeira cubana. "Nós não lutamos com armas. Nós lutamos com o nosso conhecimento e as mãos para ajudar as pessoas. "Quando chamei os cubanos para missões médicas, a maioria disse a mesma frase num gesto de solidariedade: "Nós não temos muito. Mas o pouco que temos, compartilhamos. "Mas há um modelo de negócio também. Mais de dois terços dos médicos internacionais estão na Venezuela, que paga o governo de Cuba com petróleo barato.
As equipas médicas Cubanas estão em países ricos também, como Qatar, onde são pagos US $ 1.000 por mês - mais de 30 vezes seu salário regular de US $ 35. Cerca de 40% do salário do Catar vai para o governo cubano, diz Delgado. "Todos os estudantes de medicina estudam aqui gratuitamente. É sua responsabilidade para a sociedade. "
Os críticos do sistema chamam isso de escravidão moderna. O dr. Julio Cesar Alfonso do movimento Solidaridad Sin Fronteras (Solidariedade Sem Fronteiras), uma instituição de caridade com sede em Miami,que ajuda os médicos cubanos obter a sua acreditação em solo americano. Desde o governo George W. Bush criou um programa especial de vistos, para os médicos internacionais cubanos em 2006. Cerca de 800 médicos cubanos desertaram de missões internacionais, disse.
"Eles trabalham muitas horas e recebem salários baixos, enquanto que o governo cubano faz um bom dinheiro", diz Alfonso. "Os médicos em Cuba não lhe dizem a verdade. Eles estão com medo de falar abertamente sobre isso. "
As estatísticas são difíceis de calcular em Cuba, mas Feinsilver estima que as exportações cubanas de medicina, superaram as receitas do turismo $ 2,3 bilhões no sector desde o início dos anos 2000.
Se o dinheiro é muito, os retornos políticos são ainda maiores. Médicos cubanos ganharam muitos de seus países aliados internacionais, essenciais na fria luta de Cuba com os Estados Unidos. Em Abril, a maioria dos países da América Latina e Caribe na Cúpula das Américas, rejeitou a exigência americana de que Cuba não poderia participar do próximo fórum.
Os especialistas chamam a isso "diplomacia médica". A ELAM encaixa-se perfeitamente. A maioria dos países que recebem os médicos cubanos, enviam estudantes para a escola. Em 2004, o presidente paraguaio, Nicanor Duarte Frutos disse que não iria apoiar outra resolução americana anti-Cuba por causa dos médicos cubanos no seu país e dos 600 estudantes paraguaios na ELAM.
"Muitos deles são em brigadas auto-organizadas de saúde. Alguns foram para New Orleans para ajudar a comunidade nos cuidados com outros médicos. Outros foram trabalhar para Oakland, no Bronx, e um de pós-graduado criou uma ONG para promover a maternidade segura no Gana. " 
No campus principal da ELAM, perto de Havana, Eladio Valcarcel Garcia, o administrador que ajudou a fundar a escola, diz em lágrimas que o terremoto de 2010 no Haiti, que matou 300.000 pessoas, foi um teste perfeito. O governo cubano mandou a ELAM reunir 356 formandos para se juntarem ao grande contingente de médicos cubanos com título de emergência, para ajudar. "Tivemos que parar de chamar. Todos eles disseram que sim. Vieram da Guatemala e do Mali e da Nigéria, Marrocos, etc . Ainda temos 102 alunos no Haiti "
"Esta é a sobrevivência do mais apto. Eu já passei por tantos obstáculos para chegar até aqui ", disse Yar Khan com um sorriso. "Posso sobreviver com recursos mínimos em qualquer lugar."
É improvável que outro canadiano o siga até ao ELAM. O governo cubano não fez nenhum movimento, para abrir a porta a outros casos assim.
Os estudantes da ELAM não assinam contratos formais onde se comprometem a usar a sua graduação em medicina em comunidades pobres e rurais, são livres de escolha. A esperança é que a experiência escolar os vá inspirar a fazer isso. De acordo com a administração ELAM e estudiosos internacionais, cerca de 80% por cento ficam até ao fim.
"Muitos têm feito esforços para alcance humanitário, em vez de "hightail-lo" em radiologia, ou alguma especialização, onde a escala de pagamento é superior", diz Huish Dalhousie. Fala especialmente sobre os graduados americanos que teriam incorrido em enormes dívidasse tivessem estudado medicina no seu País.
"Este programa mudou-me para uma pessoa melhor", Diz o aluno Yar Khan.
Yar Khan aprendeu em primeira mão o lema cubano: "Não temos muito, mas o pouco que temos, nós compartilhamos."

Para Augusto Nunes, PSDB troca honra por 90 segundos



PARA O BLOGUEIRO DA VEJA.COM, O ACORDO ENTRE O PRÉ-CANDIDATO JOSÉ SERRA E O PR MOSTRA QUE, PARA O PSDB PAULISTA, A HONRA AGORA VALE MENOS QUE 1 MINUTO E MEIO NO HORÁRIO ELEITORAL

247 - A crítica contundente é do blogueiro da veja.com, Augusto Nunes. "O PR é mais que uma quadrilha expulsa do Ministério dos Transportes graças às denúncias da imprensa independente", escreve o jornalista, para acrescentar: "Agora candidato à prefeitura paulistana, Serra entendeu que, por 1 minuto e meio a mais no horário eleitoral gratuito, valeria a pena considerar prescrito o acordo criminoso celebrado há dez anos ─ e fazer de conta que o PR não foi varrido do primeiro escalão por assalto aos cofres públicos"
Leia a íntegra do post de Nunes abaixo:
O jornalista Carlos Brickmann escreveu em sua coluna a nota que se segue. Volto no fim.
COMPANHEIRO É COMPANHEIRO
Daqui a pouco vai fazer um ano: o PSDB e o DEM pediram à Procuradoria-Geral da República que investigasse denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, controlado pelo PR. Há a citação de alguns nomes, entre eles o deputado federal Valdemar Costa Neto e o então ministro Alfredo Nascimento.

Exatamente onze meses depois, o ex-ministro Alfredo Nascimento, em nome do PR, levou o apoio do partido a José Serra, candidato do PSDB e DEM (e vários outros partidos) à Prefeitura de São Paulo. O acordo foi articulado pelo comandante supremo e incontestável do PR em São Paulo, Valdemar Costa Neto.
O caro leitor não entendeu nada? Ainda bem.
Parafraseando Bismarck, o unificador da Alemanha, "quanto menos soubermos como são feitas a política e as salsichas, melhor dormiremos à noite".
Mais:

PR adere ao Cerra.
O que o Cerra deu ao PR ?

Saiu na Folha (*):

Serra recebe apoio do PR e ganha mais 1min30s no horário eleitoral


Em um evento que durou menos de 30 minutos, o pré-candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, recebeu nesta segunda-feira (4) o apoio formal do PR à sua candidatura.


A aliança agrega ao tucano cerca de 1min30s em cada bloco de 30 minutos no horário político na TV, que começa em agosto. Além do PR, o PSDB já tem apoio de PV, PSD e DEM.


Aliado ao PT no plano federal, o PR também era cobiçado pela candidatura de Fernando Haddad, mas se recusou a apoiar o petista.


O desgaste do PR com o PT intensificou-se a partir de novembro do ano passado, quando o senador Alfredo Nascimento deixou o Ministério dos Transportes sob suspeitas de corrupção.


Questionado se o apoio de Nascimento e do deputado Valdemar Costa –réu na ação do mensalão– seria um incômodo, Serra disse estar fazendo “aliança com partido, não com pessoas”.


“Se for proibido para partidos que têm pessoas que estão no processo, o PT não poderia nem disputar eleição, porque ele que coordenou e que comandou a organização desse chamado mensalão.”


Costa Neto não participou do evento.


Serra elencou (sic) três motivos para a aliança com o PR: “Seus cinco candidatos fortes [a vereador] que têm voto”, “o tempo de TV” e “uma bancada de peso” na Câmara Municipal.


(…)


Saiu na mesma Folha (*):

Sigla quis trocar apoio por cargo, diz Haddad


DE SÃO PAULO


O pré-candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse ontem que o PR pediu a substituição do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, em troca do apoio à sua campanha.


Segundo o petista, o partido se aliou ao adversário José Serra (PSDB) porque a presidente Dilma Rousseff se recusou a ceder à pressão, o que ele defendeu.


“O PR resolveu nacionalizar um debate local e fazer de São Paulo uma moeda de troca para negociar na esfera federal”, disse Haddad.


“A presidente já havia deixado claro que não faria isso. (…) A decisão estava tomada e não cabia a nós contestar.”


O pré-candidato do PT sugeriu que o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ofereceram cargos em troca do apoio a Serra. “Se os governos locais encontraram outra solução para o problema, não é da nossa alçada”, disse.


Mais cedo, o ex-presidente Lula disse ter achado “estranha” a decisão do PR.


“É no mínimo um pouco estranho, porque o PR está no governo federal, sabe? E agora, me parece, entrou no governo estadual”, alfinetou.


(…)

Navalha
Faltaram ao solene evento, além do Costa Neto, que o Merval deve chamar de “mensaleiro”, o Blairo Maggi e o Pagot – o elenco do “malfeito” no Ministério dos Transportes.
O que o Padim Pade Cerra, que voltou a abraçar-se ao aborto (no Chile, pode), poderia ter oferecido ao PR ?
Será o mesmo que ofereceu ao Cavendish, agora que o relator da CPI mandou a Delta para o abismo ?
Clique aqui para ver o que o Conversa Afiada e a Conceição Lemes, do Viomundo, já revelaram sobre as atividades da Delta, o Cerra, e o fidelíssimo Paulo Preto na marginal (sic) de São Paulo.
É mais fácil o Celso Pitta reeleger-se prefeito que o Padim.
(Quando ele vai a Aparecida ?)




Em tempo: amigo navegante, fique de olho, a partir de agora, nos comícios que o Padim fará nessa derrotada campanha. Quantas vezes ele irá às ruas de São Paulo ? Quantas carreatas fará ? Quando ele vai à saida do metrô, na hora do rush? O Igor também o acompanhará, com os exemplares – gratuitos – da Privataria, em edição popular.


Paulo Henrique Amorim

Odebrecht vai à Justiça contra lei anti-Cuba aprovada na Flórida

Via Ópera Mundi

A filial norte-americana da empresa brasileira argumentou que a legislação do estado contradiz leis federais
Como era esperado, a filial nos Estados Unidos da empresa brasileira Odebrecht entrou essa semana com um processo contra uma lei do estado da Flórida que proíbe que empresas estrangeiras com investimento em Cuba de assinarem contratos com governo locais.
Em extenso documento entregue a um tribunal de Miami, a Obedrecht USA afirma que a lei, promulgada no mês passado pelo governador da Flórida, Rick Scott, é “inconstitucional e inaplicável”, porque contradiz leis federais, que estabelecem que só o governo federal e o Congresso podem legislar em matéria de política exterior.
Agência Brasil
Dilma Rousseff se encontrou em Havana com o colega cubano, Raúl Castro. Na viagem, Dilma visitou as obras do Porto de Mariel
A Odebrecht USA processou o Departamento do Transporte da Flórida depois que foi impedida de participar de uma licitação pública, avaliada em 3,300 bilhões de dólares, que inclui a construção de rodovias e uma extensão do metrô do aeroporto de Miami.
Segundo o advogado Raoul Cantero, que representa a filial da firma brasileira, “a lei em si é ilegal, independentemente de quem representa ou não uma oferta na licitação”. Além disso, “há antecedentes jurídicos a nível federal que impedem leis como esta”, afirmou ao Opera Mundi.
É o caso de uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que anulou em 2000 uma lei parecida, aprovada no estado de Massachussets. A legislação limitava as relações dos governos locais com empresas ligadas ao regime militar de Mianmar. No mesmo ano, um juiz em Miami anulou uma decisão do governo local que obrigava as empresas interessadas em negócios no estado a assinarem uma declaração afirmando que não tinham relações comerciais com Cuba, com o argumento de que essa decisão competia ao governo federal.
Cantero, quem curiosamente é neto do ex-ditador cubano Fulgencio Batista e foi juiz do Supremo Tribunal da Flórida, recordou que outro magistrado de Miami, em 2009, também anulou uma decisão das autoridades locais, que decidiram aumentar os impostos às agencias de viagem que atendem a comunidade cubana exilada.
Funcionários do Departamento de Transportes da Flórida disseram que impediram a Odebrecht USA de participar na licitação porque a casa matriz brasileira participa da remodelação do porto de Mariel, a oeste de Havana. A obra foi inaugurada durante a visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba em janeiro. Mas para a filial brasileira, a justificativa é mentirosa, já que a empresa que participa das obras do porto do Mariel é outra, a Overseas Limited, contratada pela Odebrecht Brasil.
Nos documentos do processo, a Odebrecht USA afirma que a lei federal nos EUA “não autoriza os estados a impor suas próprias sanções contra Cuba” e “a empresa cumpre com os regulamentos do embargo econômico” norte-americano. Além disto, as ligações com a Overseas Limited “são distantes”, já que nem essa empresa nem a Odebrecht Brasil “operam na Flórida”.
“A Odebrecht USA nunca esteve envolvida em negócios com Cuba”, acrescenta o texto do processo. A lei entra em vigor em 1 de julho, por isso a empresa pediu que o tribunal “congele” a aplicação depois da data. A lei foi assinada pelo governador no mês passado, em uma cerimônia da qual participou a nata do exílio cubano. Ela foi realizada na Torre da Liberdade, no centro de Miami, lugar onde foram recebidos os primeiros refugiados no começo dos anos 1960.
Exílio
Scott foi recebido como herói pelos exilados. Cerca de 200 pessoas escutaram durante uma hora, sete discursos em homenagem ao governador, no qual foi destacado o “apoio irrestrito à liberdade de Cuba”, o “empenho em acabar com o castrismo”, e a “compreensão pela tragédia dos cubanos”.
“Rick Scott é uma pessoa que entende nossa situação, que combate o regime de Fidel Castro, e com esta lei que acaba de promulgar está enviando uma mensagem muito forte a todos os empresários que apoiam as ditaduras”, disse então ao Opera Mundi a congressista federal Ilena Ros-Lehtinen.
“Este é o governador que nos fazia falta. Ele está dando um exemplo de como deve ser uma luta vertical contra as ditaduras”, acrescentou o congressista federal David Rivera, um republicano cubano-americano atualmente investigado pelo FBI por desvio de fundos de campanha política.
Reviravolta
No entanto, horas depois, o cenário deu uma reviravolta e poderia favorecer o caso da Odebrecht USA. Depois de receber abraços e elogios dos exilados cubanos, Scott entregou à imprensa uma carta que enviou ao Congresso e à Casa Branca admitindo que a lei “não pode ser aplicada”, pelo qual “peço ao Congresso (federal) e ao presidente (Barack) Obama que promulguem uma lei autorizando a Flórida a poder legislar nesta matéria”.
Rivera mudou imediatamente de opinião. “Esse governador é um colaborador do regime cubano, traiu o exílio cubano. Vou entrar com um processo porque ele precisa dar explicações”, disse o congressista em entrevista à Radio Mambí. “Sim, não há duvidas que é um americano de merda”, respondeu o entrevistador.
A Odebrecht Usa instalou-se em Miami nos anos 1990. Desde então, participou das obras públicas mais importantes das duas últimas décadas, como a construção de duas terminais no aeroporto de Miami, dois estádios esportivos, um centro de artes, varias escolas e algumas estradas.
*GilsonSampaio

terça-feira, junho 05, 2012

Vaticano critica freira por defender união gay e masturbação


freira Margaret A. Farley
Farley incentiva as mulheres
a descobrirem o prazer
A Congregação para a Doutrina da Fé criticou em nota oficial o livro Just Love. A Framework for Christian Sexual Ethics ("Apenas Amor. Estrutura da Ética Sexual dos Cristãos") da freira americana Margaret A. Farley (foto) por ser tolerante em relação à união homossexual, masturbação e divórcio seguido de um novo casamento. “O livro não está em conformidade com a doutrina da Igreja", afirmou.

No livro publicado em 2006, Farley, que é professora de ética, apoia a união entre pessoas do mesmo sexo porque, diz, é preciso respeitar o direito de escolha de cada pessoa. Em palestra, ela pede aos cristãos que não discriminem quem mantém essa forma de relacionamento.

Farley também é favorável à masturbação feminina, que possibilita "às mulheres descobrirem sua própria capacidade para o prazer”. Trata-se, segundo ela, de “algo que algumas mulheres ainda não descobriram com seus maridos ou amantes". "A masturbação geralmente não implica nenhum problema de caráter moral."

Just Love. A Framework for Christian Sexual Ethics, de Margaret A. Farley
Livro da freira foi
publicado em 2006
Sobre o divórcio, o entendimento de Farley é de que "a indissolubilidade do matrimônio" pode ser colocada em questão diante das transformações "inesperadas" das sociedade e dos casais.

Para o Vaticano, que a freira prega não corresponde à posição da Igreja.  Argumentou que a "masturbação é um ato inerente e gravemente desordenado" e que o “uso deliberado da capacidade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade”.

Em 2011, a congregação mandou uma carta à religiosa para que corrigisse “as teses inaceitáveis” do livro. O que a freira não fez.

A Congregação para a Doutrina da Fé é a sucessora da congregação responsável na Idade Média pela inquisição.

Com informação das agências.
Vaticano censura livro argentino que defende a diversidade familiar.
janeiro de 2012

 Religião contra liberdade de expressão.

Leia mais em http://www.paulopes.com.br/#ixzz1wyeHdVy0
Paulopes
Rodas rodou: Justiça anula expulsão de aluno da USP





Um dos seis alunos expulsos da Universidade de São Paulo (USP) no fim do ano passado conseguiu reverter a decisão na Justiça. A 6ª Vara de Fazenda Pública concedeu mandado de segurança anulando ato administrativo da reitoria que eliminava o estudante de geografia Yves de Carvalho Souzedo, de 29 anos, da universidade
 De acordo com o despacho administrativo do reitor João Grandino Rodas, Yves e outros cinco alunos foram expulsos da instituição pela participação na ocupação da Coordenação de Assistência Social (Coseas) da USP em março de 2010. Além de não poderem mais estudar na universidade, eles foram retirados do alojamento Crusp e não podem trabalhar na instituição. As expulsões foram baseadas no Regimento Interno da USP, criado em 1972, durante a ditadura militar.
A decisão da juíza Alexandra Fuchs de Araújo anula o ato administrativo e cassa definitivamente todos os seus efeitos. Além disso, o Estado fica obrigado a reembolsar as custas e despesas do estudante.
Um dos argumentos da juíza  para anular a decisão da USP é o ferimento do princípio da proporcionalidade. “Tratando-se de pena tão grave, a sua aplicação deve envolver, no mínimo, reincidência, ou prova inafastável de dano causado pelo autor em circunstâncias claramente individualizadas, o que não ocorreu no caso, tendo em vista os fundamentos para a exclusão do autor, que foi excluído da universidade, basicamente, em razão do seu silêncio, do qual se reputou verdadeiros os fatos apontados contra ele”, diz o processo. Durante as investigações, o estudante se negou a dar explicações. Cinco pessoas que também participaram da ocupação não foram condenadas
A juíza criticou a investigação e concluiu que o processo administrativo não conseguiu verificar e comprovar o que cada participante da invasão cometeu. “Baseado nos documentos juntados, adequada descrição e individualização dos atos e condutas praticados pelos estudantes em ocasião da invasão das dependências da Divisão de Promoção Social da Coordenadoria de Assistência Social, não é possível verificar que ato cada um praticou”. Para ela, os alunos que se recusaram a falar foram condenados. "Aqueles que depois vieram a integrar outra chapa (AMORCRUSP), oposição da chapa Aroeira que teria organizado a invasão, foram absolvidos, sem que houvesse nenhuma apuração concreta dos fatos”, defende a decisão.
Procurada pela reportagem do iG, a assessoria de imprensa da reitoria da USP informou que a universidade ainda não foi comunicada oficialmente da decisão, mas que ainda cabe recurso. 

Outro processo
 
Os estudantes que invadiram em 2011 o prédio da reitoria da USP e foram detidos pela Polícia Militar durante a desocupação também são investigados pela universidade.
 O processo administrativo aberto pela Procuradoria Geral da Reitoria decidirá entre as seguintes punições: advertência verbal; repreensão por escrito; suspensão; ou eliminação.

No Último Segundo
*Mariadapenhaneles

A presidenta Dilma disse hoje (5) que quem apostar na crise financeira internacional “vai perder de novo”.


Dilma discursou na cerimônia de celebração do Dia do Meio Ambiente, e disse que o governo brasileiro tem um “arsenal de medidas” para usar:

Essa nova onda que vem do exterior não pode derrotar os povos do mundo. Sistematicamente tomaremos medidas para expandir o investimento público, estimular o investimento privado e o consumo das famílias. O Brasil vai se manter no rumo, as medidas estão sendo tomadas e ainda temos um arsenal de providências que serão adotadas, quando necessárias.
Nós sabemos que é possível enfrentar essa crise e continuar defendendo o desenvolvimento sustentável. A crise não pode ser um argumento para que se interrompam as medidas de proteção ao meio ambiente, como não pode ser um argumento para que se interrompam as políticas de inclusão social
Enfrentamos a crise de 2008 e 2009 com crescimento econômico, estímulo ao consumo e à produção, com geração de emprego e renda. Agora vivenciamos a segunda onda dessa crise internacional e, podem ter certeza, saberemos enfrentar essa experiência com mais sabedoria e com melhores instrumentos”, completou Dilma.
*osamigosdopresidentelula

Debate sobre el misterio de los Chemtrails

Raro evento é observado pelo mundo; de novo, só em 2117



Planeta Vênus passa entre o Sol e a Terra

Café Filosófico Desafios contemporâneos A Educação Viviane Mosé Full

Kassablândia e a Ciranda Imobiliária


São Paulo é uma casa de tolerância para os milionários.
Uma verdadeira zona para as classes médias.
E uma putaria para com os pobres.
Se o carimbo da prefeitura é generoso para os especuladores.
A patrulha de choque e os tratores são extremamente cruéis com os desabrigados

*** Leia a íntegra no blog ****
*TeiaLivre

Mulher se afasta de igreja, engravida e dá à luz a 3 caveiras

 


Eu não sei o que este povo ainda conseguirá inventar. Não sei, ainda, como há pessoas que acreditam nisso.
Algum bispo comprou umas caveirinhas de plástico para decorar alguma festinha de mau gosto e teve a brilhante ideia de criar uma história onde uma mulher que se afastou da igreja acabou sendo tomada pelo mal e teve que parir as 3 caveiras, obra do demônio, claro.
As caveiras são mostradas depois de 1:40 de vídeo. Acho que não vale ver o resto. É só para mostrar a cara-de-pau com a qual os bispos tentam (ou será que conseguem?) enganas seus fiéis. Um triste retrato dos que acreditam cegamente em seus clérigos.


*DiarioAteista

Urubus, carcarás, meditam sobre Sampa

Urubus, carcarás, meditam sobre Sampa. Há anos, deparei com um nos altos de um prédio na Paulista com Augusta e escrevi este: Visita. Fincado nos píncaros majestoso enigma espreita, de perfil Memórias de cordilheiras em meio à alheia neurose Incorruptível no secular vício da carniça observa o ciclo da caça Ruídos esganiçados não te assustam Parabólicas captam todas as aparências Excluído do olhar humano Impassível urubu urbano
*VivaBabel

Horror, denuncie: Polícia tucana do Paraná invade moradia e agride estudantes da Universidade da América Latina Vizinhos defendem os estudantes: "estamos vivendo uma paz depois que eles, estudantes, entraram aqui."


*MariadaPenhaneles

Índio da Costa, 'bon vivant', perdulário e possivelmente criminoso

 

Por trás de um estilo de vida nababesco, com direito a shows privês de Tony Bennett e Elton John, família de Luis Otávio Índio da Costa, dona do banco Cruzeiro do Sul, coleciona 300 mil empréstimos falsos para esconder um rombo estimado em mais de R$ 1,3 bilhão na instituição; PF investiga
O empresário Luis Otávio Índio da Costa se define como um "bon vivant". Costuma desfilar com lindas mulheres, como a modelo e apresentadora Daniela Cicarelli. Em seu château na Granja Viana, como é chamada sua casa pelos amigos com seus 6 mil metros quadrados de jardim, tem o hábito de organizar festas memoráveis. Em 2009, para comemorar os 15 anos do banco da família, o Cruzeiro do Sul, trouxe especialmente dos EUA o cantor Tony Bennett e sua filha para um show intimista para 500 pessoas. "Ele mora aqui mesmo", questionou um dos convidados enquanto visitava a imensa propriedade, recheada de obras de arte contemporânea, uma das paixões de Luis Otávio Índio da Costa. Todos os dias, um helicóptero decola da Granja Viana para levar o empresário a São Paulo.
No mesmo ano, o banco patrocinou um concerto privê, na Sala São Paulo do cantor britânico Elton John.
Luis Otávio Índio da Costa também pensou em abrir as portas de sua mansão para uma apresentação da companhia de dança norte-americana Momix. Desistiu depois que o número de convidados saltou para mil pessoas e decidiu mudar o show para o Auditório Ibirapuera.
Suas festas sempre foram bem frequentadas, com a presença da ex-ministra do Supremo Tribunal Federal Ellen Gracie, o governador do Rio, Sérgio Cabral, o publicitário Roberto Justus, a apresentadora Luciana Gimenez e até a top model internacional Naomi Campbell.
Por trás desse estilo de vida ostentatório existe uma longa lista de fraudes bilionárias. Auditores do BC detectaram na escrituração um rombo de cerca de R$ 1,3 bilhão. O patrimônio líquido está negativo em cerca de R$ 159 milhões. Segundo informações do Estadão, pelo menos 300 mil empréstimos falsos foram inventados pela instituição para esconder prejuízos acumulados.
O diretor executivo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), Antonio Carlos Bueno, afirmou nesta segunda-feira (4), que uma eventual liquidação do Banco Cruzeiro do Sul geraria uma obrigação ao fundo de arcar com até R$ 2,2 bilhões. E entrevista para o Valor Ecômico, a estrategista de renda variável do Banco Fator, Lika Takahashi, o problema com o Cruzeiro do Sul deve fazer os investidores questionarem se os bancos menores terão problemas futuros de acesso a financiamento.
Após a descoberta da fraude, 15 pessoas tiveram seus bens temporariamente indisponíveis. A lista foi distribuída pelo sistema de informações do BC, o Sisbacen, e inclui os nomes de Luis Felippe Índio da Costa, Luis Octavio Azeredo Lopes Índio da Costa, Charles Alexander Forbes, Fabio Caramuru Correa Meyer, Fabio Rocha do Amaral, Flávio Nunes Ferreira Rietmann, Horácio Martinho Lima, José Carlos Lima de Abreu, Luiz Fernando Pinheiro, Guimarães de Carvalho, Marcelo Xando Baptista, Maria Luisa Garcia de Mendonça, Progreso Vaño Puerto, Renato Alves Rabello, Roberto Vieira da Silva de Oliveira Costa e Sergio Marra Pereira Capella.
   
*247

Folha atribui a MiniCom texto de terceiros

Da Folha de S. Paulo

Ministro nega fim de aluguel de tempo em TV

 

Bernardo diz que tema não fará parte de decreto que criará novas regras para emissoras
VENCESLAU BORLINA FILHO
DO RIO
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, negou ontem que o decreto que criará novas regras às concessões de rádio e TV irá proibir o aluguel de horários na programação das emissoras.
A intenção do governo federal de proibir esse tipo de aluguel foi revelada anteontem pela Folha. Em nota, o Ministério das Comunicações negou que o assunto fizesse parte de uma proposta de decreto, mas o documento obtido pela reportagem é claro.
Um dos artigos do texto diz que "é vedada a cessão ou arrendamento, total ou parcial, da outorga de serviço de radiodifusão".
Ontem, durante um evento no Rio de Janeiro, Paulo Bernardo afirmou que a medida só poderia ser tomada por lei, mas não informou se o governo tomará a iniciativa de preparar um projeto específico para o assunto.
Os evangélicos, que são um dos maiores compradores de horários em rádios e TVs, se revoltaram contra a proposta do governo. As únicas emissoras que não entraram nesse negócio são a Globo e o SBT.
"Isso [proibição da venda de parte da programação] não consta no decreto. Não está na nossa pauta. Vamos colocar a minuta do decreto sob consulta pública", disse.
"Tem um grande mal-entendido. Como não sei quem deu o decreto para a Folha, não posso atestar, não posso falar por eles", completou.
Questionado, Paulo Bernardo também não respondeu claramente se as emissoras de rádio e TV poderão continuar vendendo espaços na sua programação.
"Nesse decreto, nós não vamos fazer nenhuma modificação sobre esse ponto."
O ministro afirmou ainda que, após a publicação da reportagem, solicitou para sua equipe ministerial que apressasse a divulgação da minuta do decreto. A intenção dele é torná-la pública para consulta do setor e de integrantes da sociedade ainda nesta semana.
Segundo o ministro, o decreto tem como objetivo atualizar os sete decretos já publicados dentro da lei da radiodifusão. O mais importante deles, de acordo com Bernardo, tem 50 anos.
"Na época, não tinha previsão de rádio e TV digital. Estamos colocando essas coisas no decreto", disse.
Bernardo esteve no Rio para conhecer o centro de tecnologia da empresa Oi.
No Advivo
Leia também: Dilma quer acabar com aluguel de horário na TV e Evangélicos querem vetar proibição de aluguel de horários na TV

Escândalo em Rio Preto pode atingir caciques do PSDB se chegar em Paulo Preto

A matéria que segue é do Diário da Região de São José do Rio Preto e foi produzida pelos jornalistas Rodrigo Lima e Alexandre Gama.
É impressionante a riqueza de detalhes com que o lobista Alcides Fernandes Barbosa narra como uma quadrilha que operava a licitação para inspeção veicular no Rio Grande do Norte também atuava em São José do Rio Preto e nas grandes obras do Estado de São Paulo como o Rodoanel e a calha do Tietê. E como operava na Dersa (de Paulo Preto) e no Daee.
Leia com atenção e atente para um detalhe. Rio Preto é a cidade do senador Aloysio Nunes Ferreira, que admitiu ser amigo de Paulo Preto que, inclusive, em nome da boa amizade lhe emprestou, em 2007, 300 mil para pagar uma parcela do apartamento que o senador comprou em Higienópolis.
Segue a matéria:

Lobista: ‘Em Rio Preto era tudo uma fraude’

Rodrigo Lima e Alexandre Gama
Alcides Barbosa faz graves acusações
contra Luiz Tavolaro e prefeito Valdomiro Lopes
(Foto: Reprodução)
O lobista Alcides Fernandes Barbosa, preso suspeito de integrar quadrilha que fraudou licitação para inspeção veicular no Rio Grande do Norte, acusou o ex-procurador-geral de Rio Preto Luiz Tavolaro de ter recebido carro e passagens aéreas como presentes de empresas que ganharam licitações na Prefeitura. O lobista disse ainda em depoimento gravado ao MP que Tavolaro “ficava com 35% de tudo o que o prefeito recebia.” Questionado por promotores o nome do prefeito, ele diz: “Valdomiro Lopes.”
Ao longo de mais de 8 horas de depoimento prestados ao Ministério Público potiguar em que detalhou o suposto esquema de fraude no RN, aos quais o Diário teve acesso na íntegra, Barbosa se disse surpreso com o fato de o Ministério Público de Rio Preto ainda não ter iniciado investigação sobre as licitações realizadas pela Prefeitura. “Não sei porque o MP em Rio Preto não entrou ainda. Em São José do Rio Preto era tudo uma fraude.”
A operação Sinal Fechado, desencadeada em novembro de 2011, acusou Tavolaro de prestar assessoria jurídica para a quadrilha na elaboração de edital e projeto de lei para serviço de inspeção veicular naquele Estado que renderia até R$ 1 bilhão em 20 anos para o grupo. A denúncia atingiu também a ex-secretária de Administração de Rio Preto, Eliane Abreu, que teria também prestado serviços jurídicos a pedido do ex-procurador. A denúncia contra ambos, porém, foi rejeitada pela Justiça.
O lobista, apontado pelo MP como “sócio oculto” de Tavolaro, revelou em delação premiada que “todas as empresas que iam prestar serviço em Rio Preto eram colocadas numa sala no escritório de São Paulo e saia dali pronto. Todos os editais de Rio Preto eram feitos em São Paulo. Todos”, afirmou ele, que citou especificamente a licitação para compra de uniformes. Pelas mãos de Tavolaro passaram, em quase três anos, cerca de R$ 120 milhões em licitações, como para obras antienchente e núcleos da esperança e os serviços de coleta do lixo e transporte coletivo.
“O Tavolaro tem um nome muito forte em São Paulo. É muito respeitado”, afirma aos promotores, que o questionam de onde viria tanto prestígio. “Em São Paulo, até hoje, os editais grandes passam pelo Tavolaro. Ele fez o Rodoanel, a calha do Tietê. Todas as grandes obras é o Tavolaro”, afirmou Barbosa, lembrando que antes de Rio Preto o advogado atuou como procurador jurídico no Dersa e no Daee. Em relação à sua atuação em Rio Preto, o lobista se referiu a Tavolaro como “o cérebro”, “o cara” da administração. “O prefeito não faz nada sem ele.”
A acusação de que o ex-procurador teria recebido um carro de empresa vencedora de licitação foi feita quando relatou a conversa que teve com advogados que teriam sido contratados por Tavolaro, por R$ 400 mil, para tirá-lo da cadeia. Uma das condições era manter o silêncio em relação ao contrato de inspeção veicular em Natal. “Não pode falar também do contrato das casas em Rio Preto e não pode falar do carro que ele colocou no meu nome, que ele ganhou de uma empresa de Rio Preto em uma licitação.” Sobre as passagens aéreas para uma viagem a Natal, elas teriam sido pagas, segundo ele, pela Constroeste, que nega a acusação.
Em determinado momento de seu depoimento, o empresário reclama que foi prejudicado em Rio Preto num contrato envolvendo a construção do Parque Nova Esperança. Segundo ele, sua empresa, a ATL Premium, que deveria receber R$ 4,2 milhões, teve o valor reduzido para R$ 1,5 milhão. “Era o contrato da minha vida.” Segundo ele, Tavolaro teria lhe relatado que “o prefeito tá achando que você está ganhando muito.”
Ele afirmou ainda que tem “muita coisa para falar” sobre Rio Preto e que está “à disposição” do Ministério Público local se houver interesse. “Queria falar desde o primeiro dia. Nunca fugi. É que eu não tinha acesso aos promotores (de Rio Preto.) Lá tenho muita coisa para falar. Eu estava preso”, disse o lobista.
Segundo o empresário, após a operação Sinal Fechado, o ex-procurador ficou com “medo de estar sendo monitorado pelo MP de Rio Preto”. “Ninguém em Rio Preto sabia do escritório em SP. Thaís (sobrinha de Tavolaro) foi atender telefonema de um jornalista que estava pegando no pé do Tavolaro e ela deu o endereço. Tavolaro ficou louco e levei tudo (documentos) para a minha casa”, afirmou Barbosa.
Segundo o lobista, ele e Tavolaro se conheceram por conta de um projeto habitacional que seria construído na região da subprefeitura de São Mateus, que tinha Clóvis Chaves como o responsável pelo projeto. O lobista disse que Tavolaro e ele tinham uma relação de “irmão” e, além disso, Tavolaro queria se aproximar do senador Aloysio Nunes (PSDB).
Assista os vídeos gravados pelo Ministério Público durante delação premiada do lobista Alcides Fernandes Barbosa, que fez graves denúncias contra o ex-procurador-geral do município Luiz Antonio Tavolaro e contra o prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB).
Parte 1:
Parte 3:
Fonte: site www.nominuto.com
*comtextolivre

Deleite - Tom Zé

Pepe Mujica é o presidente mais pobre do mundo

 


Como prometido antes da eleição, o presidente do Uruguai José Pepe Mujica ainda mora em sua pequena fazenda em Rincon del Cerro, nos arredores de Montevidéu. A moradia não poderia deixar de ser modesta, já que o dirigente acaba de ser apontado como o presidente mais pobre do mundo.


Mujica Mujica com seu fusca; presidente doa 90% de seu salário
Pepe recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.

“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente.

Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.

Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen cor celeste avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky também doa a maior parte de seus rendimentos.

Sem contas bancárias ou dívidas, Mujica disse ao jornal El Mundo, da Espanha, que espera concluir seu mandato para descansar sossegado em Rincon del Cerro.

Com El Guia Latino
*Vermelho

Os padres gostam muito de falar no plural. “Nós” (os ricos), “estamos também sofrendo…”, isto e aquilo…


 

 

O Cardeal espanhol Rouco Varela tenta aproveitar-se do momento de crise financeira em alguns países europeus para ludibriar e criar falsas ideias e saídas da conjuntura. Disse ele: “Não sairemos da crise se não nos convertermos” e que a crise actual “não é só económica e financeira; estamos também sofrendo uma profunda crise moral e de valores”.
Este discurso é do tipo “chapa 5″. Ele repete o mesmo que já temos ouvido há décadas e se procurarmos mais longe o encontraremos também. Nada de novo. Apenas repete o que não foi ele que inventou.
Os padres gostam muito de falar no plural. “Nós” (os ricos), “estamos também sofrendo…”, isto e aquilo…
Em primeiro lugar diria que estarão a colher o que semearam e que “Deus” lhe deu, se existisse; o Espírito Santo inexistente faltou no apoio à Igreja, esta foi abandonada pelos deuses inexistentes, caíram na crise! Dão razão aos ateus que dizem que os deuses não existem. Se existissem deuses seriam pouco solidários ou nada com a Igreja Católica. Não colaboram em nada nesta crise!
Em segundo lugar, o Clero gosta de confundir a Sociedade como um todo, como se tivesse interesses unidireccionais, onde incluem a entidade pública, o Estado, e a Igreja Católica, entidade privada que pertence a um Estado estrangeiro (o Vaticano, essa multinacional). As pessoas têm dificuldade em perceber esta diferença abismal da realidade e o discurso falacioso dos padres. Os interesses públicos e privados são frequentemente contraditórios (veja-se a questão da Igreja não pagar IMI ao Estado espanhol, como exemplo, mostrando uma falta de solidariedade com os espanhóis e as necessidades do Estado em superar os seus défices financeiros).
É sabido que a Igreja Católica presta serviços religiosos e quanto mais clientes tiver, mais rendimentos conseguirá. Então, o Cardeal espanhol tenta passar a ideia de que com a “conversão” tudo ficará bom. Sabemos que os espanhóis têm sido durante muitos anos maioritariamente ligados ao catolicismo. Isto não os livrou da ditadura, nem da guerra civil, nem da actual crise financeira.
Assim, uma vida normal e com bem-estar nada tem a ver com “conversão”. É uma Mentira religiosa do cardeal Rouco Varela. E a Igreja Católica não transformará a vida dos espanhóis. Ela vive dela. É o seu negócio!
*DiarioAteista

A morte dos imortais

José Roberto Torero

Era a festa anual dos deuses, que este ano aconteceu em Asgard, onde o arco-íris é ponte.

Odin, o anfitrião, desfilava com todo seu garbo, usando tapa-olho na vista direita e piscando para os amigos com o olho esquerdo. Já seu filho Thor, por conta do filme Os Vingadores, distribuía autógrafos aos outros convidados.

Num canto, Xangô, Zeus e Tupã comparavam seus raios para ver quem tinha o maior. Noutro, Ganesha, com sua cabeça de elefante, conversava com Rá, com sua cabeça de falcão. Na varanda, Ceci e Diana falavam sobre a Lua, enquanto Quetzacoatl tomava um chocolate.

No jardim, Itzamna, o deus maia, trocava ideias sobre sacrifícios humanos com Viracocha, o deus inca. E Ahura Mazda, o deus do zoroastrismo, cochichava no ouvido de Deus (ou Javé, ou Alá, dependendo de sua preferência):

- Sabe?, sem mim você não seria nada. Antes era uma tremenda bagunça.

- É verdade, mas eu fui muito mais longe. Enquanto você ficou ali pela Pérsia, eu me espalhei pelo mundo.

- Ok, mas não esqueça que graças a mim é que começaram a pensar num deus único. E num paraíso, no juízo final e num messias.

- Pode ser. Mas eu é que entendo de mercado. Tenho o judaísmo, o cristianismo, o islamismo e o espiritismo. Dividi para conquistar.

- Não se gabe muito. O ateísmo está crescendo. Até no Brasil. Lembra daquele país?

- Claro. Diziam que eu era de lá.

- Pois é, no Brasil o time dos sem-religião vem aumentando muito. Mais que o grupo dos evangélicos.

- Mesmo sem aquelas músicas ruins e as ex-atrizes pornôs?

- Mesmo. Na década de 1960, os sem-religião representavam 0,5% da população. Em 2003 este grupo já havia alcançado 5,1% e, em 2009, 6,1%. E agora chegaram a 7,8%.

- Se os brasileiros continuarem assim...

- Podem ficar como os nórdicos. Você sabia que 72% da população da Noruega é de ateus ou agnósticos? Na Dinamarca é pior: 80%. ,E na Suécia, um horror: 85%!

- Os números são altos, mas as populações destes países são pequenas.

- Pois na China só cerca de 20% das pessoas crê num deus. Quando eles dominarem o mundo de vez...

- Isso me dá um pouco de medo. Eu me dei bem com o império romano, não me saí mal com o inglês e me mantive por cima com o norte-americano. Mas com o império chinês..., não sei, não...

Com certo ar sádico, Mazda começa a cantar, apontando os indicadores para cima:

-Ai, ai, ai, ai, ai-ai-ai, tá chegando a hora... A China já vem, chegando meu bem, é hora de ir embora...

-Ir embora? Não seja radical.

-Mas é isso mesmo, meu chapa. Se não acreditam em nós, desaparecemos. Lembra de Nammu, Dagon, Anath e Molech?

-Lembro, claro.

- Pois eles desapareceram como fumaça. E também Marduk, Damona, Ésus, Dervones e Nebo; e Yau, Drunemeton, Inanna e Enlil; e Deva, Borvo, Grannos, Mogons e Sutekh, o deus do vale do Nilo.

- É mesmo...

- Mesmo os deuses desta festa estão quase transparentes. É que pouca gente crê neles. Zeus e Toth, por exemplo, são mais folclore que religião. E eu só sobrevivo por conta de uns duzentos mil adeptos. Uma mixaria. Meus dias estão contados...

A esta altura, todos os outros deuses já cercavam os dois deuses únicos. E tinham semblantes preocupados. Então todos deram as mãos e Deus (ou Javé, ou Alá, dependendo de sua preferência), para levantar o moral da turma, puxou uma oração que era assim:

“Homem nosso que estais na terra,
santificado seja o nosso Nome,
chegue a vós o nosso Reino,
e seja feita a nossa vontade
assim no céu como na Terra.
A oração de cada dia nos dai hoje,
e perdoai as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a quem nos tem desprezado.
Não nos deixeis cair em esquecimento
mas livrai-nos do limbo,
Amém.”

José Roberto Torero é formado em Letras e Jornalismo pela USP, publicou 24 livros, entre eles O Chalaça (Prêmio Jabuti e Livro do ano em 1995), Pequenos Amores (Prêmio Jabuti 2004) e, mais recentemente, O Evangelho de Barrabás. É colunista de futebol na Folha de S.Paulo desde 1998. Escreveu também para o Jornal da Tarde e para a revista Placar. Dirigiu alguns curtas-metragens e o longa Como fazer um filme de amor. É roteirista de cinema e tevê, onde por oito anos escreveu o Retrato Falado.

*esquerdopata

As contradições do capitalismo atual

Por Wladimir Pomar, no Correio da Cidadania:
Uma das dificuldades na discussão sobre o desenvolvimento econômico e social brasileiro, tendo por base uma indústria de cadeias produtivas adensadas, consiste em entender as contradições do capitalismo atual.

Alguns supõem que o bloqueio à industrialização teria se acentuado. As economias nacionais teriam perdido força e os mercados teriam deixado de ser nacionais, passando a ser globais, e crescentemente liberalizados. Com a fragmentação ou segmentação das cadeias produtivas, o padrão de concorrência teria mudado radicalmente. O núcleo tecnológico da produção teria permanecido nas empresas e países centrais, enquanto os sistemas produtivos menos relevantes teriam sido transferidos para os países periféricos.

Justiça coloca “freio” em Kassab

Por: Eliseu
KassabSó a justiça tem conseguido conter um pouco o desvairado prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ex-DEMo e atual PSD em sua saga de higienismo e sua insaciável sede de violência contra os menos favorecidos pela sorte.
Depois de o Tribunal de Justiça de São Paulo impedir Kassab de despejar sem-teto que moram em um prédio no centro da cidade, com respaldo na argumentação do Ministério Público Estadual no sentido de indicar que a moradia é um direito fundamental, e não pode ser ignorado pelo poder público, agora novamente a justiça impede – pelo menos por enquanto – que Kassab casse mais de 4.000 licenças de trabalho.
Informações na Rede Brasil Atual dão conta que a juíza Carmen Cristina Teijeiro e Oliveira concedeu ontem (4) liminar determinando que a prefeitura de São Paulo dê fim aos atos administrativos de cassação e revogação das permissões de trabalho para vendedores ambulantes. A decisão foi tomada com base em ação da Defensoria Pública de São Paulo em parceria com o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos em virtude da decisão da administração de Gilberto Kassab (PSD) de extinguir até 4 mil licenças de trabalho.
A Justiça aceitou o argumento de que a gestão municipal desrespeitou o princípio de ouvir todos os envolvidos antes de tomar a decisão. “No caso em exame, há fortes indícios de que os comandos constitucionais e legais referidos restaram ignorados pela requerida. Não há notícias de que a extinção dos TPUs (Termo de Permissão de Uso) vigentes na cidade, seja por meio de revogação ou cassação, bem como de todos os bolsões do comércio, tenha sido precedida desta indispensável participação popular. Não há sequer indícios, aliás, de que exista alguma espécie de planejamento nestas ações da administração municipal”, aponta a juíza. Ela lembra também que os ambulantes não foram notificados sobre os processos administrativos, tendo sido desrespeitados em seus direitos resultantes do cumprimento de seus deveres, como o pagamento de taxas.
Além disso, a magistrada entende que falta por parte da prefeitura uma proposta de realocação dos trabalhadores. “A única medida adotada para o atendimento dos mais de 4 mil ambulantes que, a partir de então, passariam a ostentar a condição de ‘desempregados’, era o encaminhamento ao Centro de Apoio ao Trabalhador, que funciona como uma espécie de agência de empregos, e cuja utilidade se mostra duvidosa.”
Parece que os paulistanos precisam mesmo repensar os seus votos, que nas últimas duas décadas tem sido um verdadeiro desastre.
*OCarcará