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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, julho 04, 2012

Bill Gates doa US$ 100 mil para campanha pró casamento gay


Bill Gates
Doação representa engajamento de Gates
na luta contra a direita religiosa
Bill Gates (foto), cofundador da Microsoft, doou US$ 100 mil (cerca de R$ 200 mil) para a campanha pela derrota do referendo para proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo no Estado de Washington (EUA). 

No começo deste ano, a governadora Chris Gregoire sancionou lei aprovada pelos deputados legalizando o casamento gay. A direita religiosa, tendo à frente o pastor Ken Hutcherson, reagiu e conseguiu reunir o número suficiente de eleitores para tentar derrubar a lei por intermédio de uma consulta pública.

A participação de Gates na campanha contra a direita religiosa é importante não só por causa da doação, mas também por tornar público o engajamento de uma importante personalidade do mundo dos negócios.

“Vai fazer grande diferença”, disse Zach Silk, que é um dos líderes do movimento gay. “É importante para nós termos o apoio de figura de expressão com a de Bill Gates.”

Hutcherson minimizou a doação de Gates e de outros líderes empresariais. Ele afirmou que não se trata de uma campanha para ver quem consegue arrecadar mais dinheiro, mas de um referendo cujo objetivo é resgatar o verdadeiro casamento.

Gates se afastou da direção da Microsoft para cuidar da Bill & Melinda Gates Foundation, que se dedica à filantropia e ao financiamento de pesquisa para a cura de doenças que atingem principalmente os países pobres.
Com informação do Christian Post.

Leia mais em http://www.paulopes.com.br/#ixzz1zgfKWoaw
Paulopes

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