Páginas

Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, junho 07, 2012

O MENSALÃO CHEIROSO DO EDURATO AZEREDO ENTRA NA PAUTA DO STF


Mensalão mineiro entra na pauta do STF na quarta
Esquema foi usado para alimentar a campanha do tucano Eduardo
Azeredo à reeleição em 1998, relator do caso é o ministro Ayres
Britto
O fantasma que assombra os tucanos está previsto para entrar na pauta do Supremo Tribunal Federal da próxima quarta-feira (6). O chamado mensalão mineiro foi um suposto esquema de financiamento irregular – com recursos públicos e doações privadas ilegais – à campanha de reeleição, em 1998, do então governador mineiro e atual deputado federal Eduardo Azeredo. O esquema teria sido montado pelo empresário Marcos Valério. O relator é o ministro Ayres Britto.
Em denúncia apresentada em novembro de 2007 ao STF, o procurador-geral da República denunciou que o esquema criminoso, que veio a ser chamado de “valerioduto tucano”, foi “a origem e o laboratório” de outro escândalo que assombra a República e provocou o recente bate-boca entre o ex-presidente Lula e o ministro do STF Gilmar Mendes: o mensalão do PT.
O recurso que será julgado pela corte suprema é de natureza civil e envolve a acusação de mau uso de dinheiro público (improbidade administrativa). Foi apresentado por Eduardo Azeredo e pelo ex-presidente da Copasa, Ruy Lage. Os dois se debatem contra despacho que determinou a remessa à Justiça Estadual de Minas Gerais da ação civil pública por supostos atos de improbidade administrativa praticados em 1998 durante a campanha eleitoral de Azeredo.
No recurso, o que será discutido é se há ou não o chamado foro privilegiado (prerrogativa de foro) para os casos de autoridades que respondem ações cíveis de improbidade administrativa. Hoje, os casos de improbidade são julgados pela justiça estadual. Uma mudança no entendimento do Supremo provocaria efeitos não apenas no caso do mensalão mineiro, mas atingiria várias autoridades que respondem pela mesma infração, transferindo todos esses casos para o STF.
O Ministério Público Federal sustenta que a frustrada campanha à reeleição de Azeredo foi alimentada com recursos da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Comig (Companhia Mineradora de Minas Gerais) e Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais), captados a título de promoção de um evento esportivo, o “Enduro Internacional da Independência”.
Os recursos teriam saído principalmente da Copasa, estatal de saneamento mineira, repassados  às empresas de Marcos Valério, um dos donos das agências de publicidade e finalmente chegado à campanha tucana em Minas. Segundo a acusação, a SMP&B, agência de Marcos Valério levantou empréstimos junto ao Banco Rural para aplicar na campanha de Azeredo, e essas dívidas foram liquidadas com os recursos públicos.
Entre os réus apontados pelo MPF estão Marcos Valério, o então tesoureiro da campanha, Cláudio Mourão, e o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, atual presidente do PSB em Minas Gerais, que seria o coordenador da campanha de Azeredo - Walfrido nega. A defesa do ex-ministro alega que ele não participou da campanha. A de Valério diz que o empresário não recebeu dinheiro público.
O procurador-geral da República deu parecer contra recurso. O processo foi apresentado em mesa do STF para julgamento em 15 de dezembro de 2006. Poderia ter sido julgado pelo plenário na sessão de 16 de maio deste ano. Por maioria, o tribunal decidiu adiar, ficando vencido o ministro Marco Aurélio. Agora não dá mais para protelar o julgamento. Fonte 247.
*GilsonSampaio

Navio do Brasil grava 320 invasões aéreas de Israel no Líbano

Via BBC Brasil
Luis Kawaguti

Fragata Liberal (F43). Foto: Marinha/Divulgação
A fragata Liberal substituiu a fragata União na missão de paz no Líbano em maio
O navio de guerra brasileiro da missão de paz da ONU no Líbano registrou 320 invasões do espaço aéreo libanês por aviões militares de Israel nos últimos seis meses.
Segundo a diplomacia israelense, os voos têm caráter defensivo. Seu objetivo seria coletar informações sobre supostos foguetes do Hezbollah que poderiam atingir Israel.
Contudo, esses voos militares violam a resolução do Conselho de Segurança da ONU que estabeleceu um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah em 2006 e proíbe forças armadas estrangeiras de entrar no Líbano sem autorização do governo.
As 320 invasões aconteceram entre novembro de 2011 e maio de 2012, segundo o contra-almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, comandante da Força Tarefa Naval da ONU . Em média, elas representam mais de 12 invasões por semana.

Os voos suspeitos foram registrados pelo radar da fragata brasileira "União" e também gravados em imagens pela tripulação. Foram flagrados principalmente aviões de caça, de reabastecimento e "drones" - os aviões militares não tripulados.
"As violações de espaço aéreo são frequentes. Nosso navio tem capacidade de detectar essa atividade aérea. Inclusive isso é uma atividade subsidiária nossa que é muito bem-vinda pela Unifil (missão de paz da ONU no Líbano)", afirmou Zamith à BBC Brasil.
Radares
Os sobrevoos irregulares de Israel sobre áreas libanesas acontecem ao menos desde a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano em 2000.
Eles são registrados pela ONU por meio de um radar terrestre instalado no quartel general da Unifil em Naqoura, no norte do país.
Porém, segundo Zamith, o equipamento não tem alcance adequado para monitorar a região próxima à fronteira com Israel.
O posicionamento da fragata brasileira durante missões no litoral sul do Líbano desde o fim do ano passado ampliou a capacidade de detecção da missão e possibilitou o atual registro de flagrantes.
Reação
Avião de carga e reabastecimento Hércules, israelense
Avião israelense de reabastecimento e carga, Hércules C-130, sobrevoa Hebron
Depois de captadas, as informações sobre os voos suspeitos são analisadas pela Unifil - que verifica se de fato houve violação do espaço aéreo.
Em seguida, a missão faz protestos formais ao Conselho de Segurança da ONU, exigindo que as IDF (Forças de Defesa de Israel) parem com os abusos.
"Esses voos violam a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU. Eles estão minando nossa credibilidade junto à população do sul do Líbano", afirmou à BBC Brasil Andrea Tenenti, o porta-voz da Unifil.
Segundo ele, a ação diplomática é a única reação possível da Unifil, pois seu mandato não permite o uso da força para impedir as violações israelenses - a menos em caso de ataque a capacetes azuis.
A Força Tarefa Naval da ONU existe desde 2006. Desde que o Brasil assumiu o comando da frota no ano passado, um único incidente envolvendo forças navais das Nações Unidas e aviões de Israel foi registrado, em 2011.
Um caça israelense invadiu o espaço aéreo libanês e sobrevoou um navio de guerra da esquadra internacional. Na linguagem naval, esse tipo de ação é considerada atitude hostil.
A ONU entrou em contato com Israel e o caso foi tratado como um mal-entendido.
Defesa de Israel
Segundo o diplomata Alon Lavi, porta-voz da embaixada israelense no Brasil, foi o Hezbollah quem violou a resolução do Conselho de Segurança da ONU com violência praticada dentro do Líbano.
Segundo ele, Israel teria informações de inteligência segundo as quais o grupo extremista xiita estaria estocando foguetes em áreas libanesas.
Outro motivo para os voos seriam "ameaças abertas" feitas por líderes do Hezbollah de atacar cidades israelenses.
"Israel tem a obrigação de obter informações de inteligência sobre esses foguetes porque eles estão apontados para a nossa população de novo", disse.
"É por isso que Israel tem feito voos no espaço aéreo do Libano, mas não temos propósitos ofensivos. A prova disso é que nenhum lugar no Líbano foi ameaçado ou atacado", disse.
Segundo ele, apesar de não haver registro de ataques recentes do Hezbollah, os voos israelenses continuam acontecendo com o caráter de monitoração.
Já para o diplomata Jimmy Douaihy, encarregado da embaixada libanesa, os voos violam a soberania do Líbano. Segundo ele, não há sentido na afirmação de que eles ocorrem em defesa contra o Hezbollah.
"Há tropas das Nações Unidas lá (sul do Líbano). Eles é que monitoram a área e não levantaram esse tipo de atividade", afirmou.
Ele também afirmou que as violações da soberania libanesa por Israel ocorreriam também pelas fronteiras terrestre e marítima. "Desde 2006 foram mais de 10 mil violações. Acontece quase todo dia. Já apresentamos várias queixas ao Conselho de Segurança (da ONU)", disse.
Ciclos
O contra-almirante Zamith afirmou que os voos israelenses têm características de ações de reconhecimento. Segundo ele, a atividade israelense no espaço aéreo libanês varia de acordo com a conjuntura política da região.
"As situações aqui são cíclicas, às vezes pioram e às vezes melhoram. Obviamente, nos momentos em que a situação do entorno regional se agrava, a tendência é que essas atividades aéreas também aumentem proporcionalmente", disse.
Lavi afirmou, por sua vez, que a relação entre as forças de Israel e os militares brasileiros atuando no Líbano é "muito boa e próxima".
*GilsonSampaio

quarta-feira, junho 06, 2012


Cesar Maia, ex-prefeito do Rio, tem direitos políticos suspensos por cinco 5 anosCesar Maia (DEM) teve direitos políticos suspensos

  • Cesar Maia (DEM) teve direitos políticos suspensos
O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) condenou o ex-prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), três instituições e mais três pessoas a restituir aos cofres públicos a quantia de R$ 149 mil. Além disso, o político também teve os direitos políticos suspensos por cinco anos.

Maia, a Rio-Urbe (Empresa Municipal de Urbanização) e seu ex-presidente Jorge Roberto Fortes; Gerônimo de Oliveira Lopes e Lourenço Cunha Lana, respectivamente diretor de administração financeira e assessor jurídico da Rio-Urbe; a empresa Studio G Construtora Ltda e a Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro deverão pagar, individualmente, multa civil no mesmo valor da quantia acima.

Em 2004, o então prefeito do Rio autorizou a liberação da verba para a empresa de urbanismo contratar a construção da Igreja de São Jorge em Santa Cruz.

Segundo o juiz Ricardo Starling Barcellos, da 13ª Vara de Fazenda Pública da capital, ao utilizar dinheiro público para a construção de um templo de uma única religião, os réus violaram a Constituição Federal, que proíbe o Estado de subvencionar qualquer culto religioso, ficando, assim, configurado o ato de improbidade administrativa.

Jorge Roberto, Gerônimo Lopes e Lourenço Lana também tiveram os direitos políticos suspensos pelo prazo de cinco anos, bem como tiveram a proibição de contratarem com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo mesmo prazo.

Maia contesta

À reportagem do UOL, o ex-prefeito Cesar Maia afirmou estranhar a decisão judicial e disse que durante a sua gestão reformou algumas igrejas da cidade com gasto superior ao investido na Igreja de São Jorge, que levou à sua condenação. "Eu mesmo na prefeitura, através da Fundação Roberto Marinho, fiz a restauração da Igreja Nossa Senhora do Carmo. E foram R$ 12 milhões, muito mais que os R$ 150 mil da capelinha de São Jorge, em Santa Cruz", contou.

Maia disse que participou de audiências anteriores sobre o caso e não foi questionado. Segundo ele, a promotora afirmou que "todo o processo estava financeiramente correto". O ex-prefeito informou que irá recorrer da decisão judicial que o fez perder os direitos políticos. "Essa tese do MP de que o estado é laico e não pode aplicar em Igrejas seja qual for, vai terminar, se for mantida em outras instâncias, no STF [Supremo Tribunal Federal]. Serão milhares de casos pelo Brasil afora. Só não sei o que isso tem a ver com mandato", encerrou.

Questionado sobre a diferença entre reformar uma igreja de valor histórico, como a Nossa Senhora do Carmo, citada por ele, e construir uma nova, fato que acabou levando à sua condenação, Maia disse: "E iluminar a entrada das igrejas evangélicas e católicas? E reformar sem este valor? Uma capelinha requerida pela comunidade em base a emenda de um vereador tem dimensão diferente? E aplicar numa procissão ou culto público? E quando se trata de um patrimônio de uma Igreja como uma rádio ou TV?", atacou.
A reportagem do UOL tentou contato com a arquidiciose do Rio de Janeiro, mas a resposta foi de que o "expediente jurídico" já havia encerrado e ninguém falaria sobre o caso.
(Com informações de Felipe Martins, do Rio de Janeiro)

Polêmicas entre Cesar Maia e Garotinho

*

Brasil de Fato lança “Especial Privataria Tucana”

 
do Brasil de Fato

Após dois meses de campanha, o jornal Brasil de Fato encerrou, no dia 31 de maio, a arrecadação de fundos para levar o conteúdo do livro A Privataria Tucana a todos os recantos do Brasil.
Graças à colaboração de 497 brasileiras e brasileiros, nos foi possível arrecadar um total de R$ 56.883,13 – o que nos possibilitou a impressão de 400 mil jornais que já estão sendo distribuídos gratuitamente por várias regiões do país.
O jornal especial, obviamente, não reproduz todo o livro. Mas, com esta edição, o Brasil de Fato pretende somar-se ao corajoso e incansável trabalho feito pela blogosfera (blogueiros progressistas) na tarefa de popularizar as denúncias feitas pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. em seu livro.
Mais do que isso, o especial conclama a população a pressionar os parlamentares para que instalem uma CPI da privataria tucana, no Congresso, em Brasília.
Você que contribuiu e que deseja receber em sua casa alguns exemplares, por favor, entre em contato com o jornal pelo email juliana@brasildefato.com.br
O jornal Brasil de Fato agradece a tod@s na certeza de que a divulgação do conteúdo desse livro é um grande serviço à sociedade brasileira, pois, acreditamos ser necessário que a população brasileira saiba quem sucateou e roubou o patrimônio público desse país, construído e legado pelas gerações que nos antecederam.
*Turquinho

Hollande volta a permitir que franceses se aposentem aos 60 anos

Divulgação
Foto: Divulgação

Da Redação do SUL21

O presidente da França, François Hollande, cumpriu nesta quarta-feira (6) a promessa feita durante a campanha eleitoral e anunciou que os franceses poderão se aposentar aos 60 anos e não mais aos 62, como havia fixado o ex-presidente Nicolas Sarkozy. A mudança na faixa etária para a aposentadoria foi um dos temas polêmicos durante a campanha presidencial. A decisão foi anunciada pela ministra dos Assuntos Sociais, Marisol Touraine, depois da reunião do Conselho de Ministros.
A ministra disse que a medida deve beneficiar cerca de 110 mil trabalhadores até o final de 2013 e causar um impacto de 1,1 bilhão de euros apenas neste ano e chegar a 3 bilhões até 2017 – quando acaba o mandato do presidente Hollande.
De acordo com dados do governo, os franceses favorecidos pela mudança são aqueles que começaram a trabalhar antes dos 19 anos e sempre contribuíram com a Previdência Social. Na prática, a medida exige que o trabalhador tenha contribuído por, no mínimo, 41 anos com a Previdência Social.
A ministra disse que a decisão é “uma medida de justiça para aqueles que foram mais duramente penalizados com a reforma de 2010” – que elevou de 60 para 62 anos a idade mínima para a aposentadoria.
A reforma anunciada hoje autoriza ainda que as mulheres tenham uma licença-maternidade de seis meses, e o direito de os desempregados recebam benefícios por dois trimestres. Segundo a ministra, as medidas passam a valer a partir de novembro.
Com informações da Agência Brasil
*Turquinho

El Gran Proyecto Secreto

Deleite Encontro histórico de duas vozes singulares na música brasileira.


Não ouse jantar
fora na Chuíça (*)


Restaurante sofisticado é alvo de arrastão


Cinco jovens armados invadiram o La Tambouille no início da madrugada de ontem e assaltaram clientes e funcionários. Foi o 14º caso registrado neste ano na cidade, o 3º em 10 dias; polícia analisará as imagens do circuito interno


AFONSO BENITES

DE SÃO PAULO


Nem câmeras de monitoramento nem a presença de um vigilante na porta impediram que ladrões fizessem mais um arrastão a um restaurante de São Paulo.


Era 0h de ontem quando cinco jovens armados, sem máscaras ou capuz, invadiram o restaurante La Tambouille, localizado no Jardim Paulista (zona oeste) e um dos mais sofisticados da cidade, com cardápio centrado nas culinárias francesa e italiana.


O grupo assaltou clientes e funcionários e fugiu em dois veículos -um motorista em cada os esperava.


Até a noite de ontem, cinco pessoas tinham procurado a polícia para informar que haviam sido vítimas do arrastão. Delas, segundo a Polícia Civil, foram levados cartões bancários, dinheiro, joias e celulares. Do restaurante o bando levou R$ 300.

Navalha
Como se sabe, a elite de São Paulo, separatista até hoje, como o PRP da República Velha, costuma dizer que São Paulo é a Nova York brasileira (leia o “em tempo”).
E um dos atributos de São Paulo foi, num passado remoto, seus excelentes restaurantes, como La Tambouille.
Há 18 anos, os tucanos governam São Paulo.
Transformaram a “locomotiva” na “roda presa” do Brasil.
(Há até um programa na TV Cultura – sub-locada à Folha (*) – que foi “Roda Viva”, depois “Roda Morta” e agora, sob nova direção, é o “Roda Presa”.)
Amigo navegante, não ouse jantar fora em São Paulo.
Especialmente num restaurante do tipo “sofisticado”.
Peça uma pizza delivery.
Ou, então, mude-se para o Copacabana Palace, como pretende aquela quatrocentona paulista.
É mais fácil o Celso Pitta se eleger prefeito de São Paulo do que o Padim.



Clique aqui para ler “Eduardo Campos ajuda Haddad a derrotar Cerra”, porque é o confronto entre o “Novo e o Velho”.

Em tempo: como disse aquele amigo navegante: o Rio não quer ser Nova York, Miami ou Monte Carlo: o Rio é o Rio. Ponto.


Paulo Henrique Amorim

Caixa financia em 35 anos.
Que horror !


Caixa agora financia imóveis em 35 anos


Outros bancos oferecem pagamento em até 30 anos e dizem que estudam mudar condições do crédito imobiliário. Com a alteração no prazo e em juros, CEF acirra disputa com o BB, que anunciou corte de taxas na sexta-feira


LORENNA RODRIGUES | DE BRASÍLIA

MARIANA SALLOWICZ | DE SÃO PAULO


A Caixa Econômica Federal ampliou prazos e voltou a cortar juros de financiamentos habitacionais para pessoas físicas e empresas.


A partir de segunda-feira, os parcelamentos poderão ser feitos em até 35 anos, o prazo mais longo da história do banco. O limite era de 30 anos, o mesmo usado atualmente pelos seus rivais.


Bradesco, Santander, Banco do Brasil e HSBC informaram que estudam possíveis revisões nas condições do crédito imobiliário.

Navalha
Quando este ansioso blogueiro foi ser correspondente em Nova York dessa emissora de TV que, provisoriamente, está na liderança, um dia entrou numa agência do Citibank e, uma hora depois, era proprietário de um “Minha Casa Minha Vida” (**) entre a Madison e a Quinta, Uptown, ali, on top of the hill, comprado com 30 anos de prazo e juros fixos.
Isso era na transição dos governos Itamar para FHC e o ansioso blogueiro saiu da agência convencido de que estava num outro Universo.
Um mês depois, o Greenspan reduziu a taxa de juros, e o imbecil blogueiro voltou à agência para renegociar as taxas.
Em troca de um “modesto” fee pago ao Citi.
Trinta anos de prazo !
Agora, trava-se no Brasil uma batalha feroz para oferecer mais prazo e menos juros para a classe média comprar casa própria.
Definitivamente, o Brasil está num outro Universo.
E os Urubólogos perderam o bonde.




Paulo Henrique Amorim

debate_vermelho10anos

OLHOS QUE NOS OLHAM



Os olhares que nos olham são tantos.
Na rua, nas câmeras de elevador, no facebook, no Google Earth.
Logo estarão nos vendo no box do banheiro, fazendo a barba,
tocando uma bronha, bolinando nossas mulheres.
Tentaremos o esconderijo, e esconderijo não haverá.
Como um esconde-esconde numa sala sem móveis.
São tantas as medidas e tantos os olhares que nos olham.
Talvez mais olhares que medidas...porque acontece de muitos terem a mesma medida do olhar.
São animais que andam em bando, com medo da solidão lupina.
Então nos interpretam, arbitrariamente - essa é sua delícia e deleite.
Quê mais poderiam fazer, esses que nos olham?
Essas moscas que rondam fraternalmente uma grande merda coletiva.
Mas não se pode negar quando estão certos - tantas são, de fato, nossas interpretações.
Somos tanta coisa, coisa tanta:
um filho da puta, um anjo, um arrogante asqueroso, um potencial namorado.
Os disfarces são a nossa embriagues, nossa mentira posta.
A verdade é como um apartamento limpo.
A gente chega perto e a verdade se esvai pela mácula da presença.
Trazemos pó na sola dos pés,
trazemos a água da chuva que escorre pelo guarda-chuva,
trazemos a consciência que percebe a sujeira que faxineira também viu, e se limitou a ver,
como um médico que vê uma chaga e vai tomar um chá.
A casa, mesmo limpa, só se suja com a nossa presença.
Não há faxineira possível para a toda a nossa sujeira.
Então é melhor disfarçar, jogar tudo embaixo do tapete,
virar o colchão com os lambuzos de gozo.
Disfarçar que as formigas vivem conosco,
disfarçar que há um cemitério de espermatozóides pelas mantas,
disfarçar que há um antro de ácaros por todos os lados,
mentir que as pombas cagam nas bordas da sacada.
Quantas são as cagadas marginais que não queremos ver!
Somos como as pombas cagonas, com a diferença que elas cagam sem culpa.
Se ao menos pudéssemos cagar nossa culpa, mas não.
Civilizados, conscientes e metidos a gente nos quis a vida. Ela é uma rainha.
Quê pensam, afinal?
Todo julgamento é uma colcha de retalhos, e não há como saber a cor única da colcha.
Talvez pouco importe a cor, se tudo estiver escuro.
Convenhamos: fechamos os olhos a tudo que importa,
que é pra sentir as cores por dentro, e não com a pobreza dos olhos,
essas lanças afiadas pela natureza humana.


Charge do Dia



PAÍS COMEÇA A EXPLORAR ENERGIA LIMPA DAS ONDAS

Usina pioneira na América Latina já está pronta no Ceará e será lançada durante a Rio+20


 



       Dois flutuadores formam o primeiro módulo da usina de ondas da América Latina

O país começa este mês sua primeira grande experiência para aproveitar a energia das ondas do mar. A primeira usina de ondas da América Latina funciona no porto do Pecém, a 60 quilômetros de Fortaleza e será lançada oficialmente durante a Rio+20. 


Para os pesquisadores, o local é um laboratório em escala real onde serão ampliados os horizontes da produção energética limpa e renovável. O potencial é grande, asseguram. O litoral brasileiro, de cerca de 8 mil quilômetros de extensão, é capaz de receber usinas de ondas que produziriam 87 gigawatts. 


Na prática, de acordo com especialistas da Coppe, que desenvolve a tecnologia, é possível converter cerca de 20% disto em energia elétrica, o que equivaleria a 17% da capacidade total instalada no país.


Fronteira estratégica para a tecnologia 


Antes de pensar em mais usinas no litoral brasileiro, porém, é preciso testar conceitos e comprovar tanto a viabilidade quanto a confiabilidade do projeto, que é financiado pela Tractebel Energia através do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica, com o apoio do governo do Ceará. 


Dois enormes braços mecânicos foram instalados no píer do porto do Pecém. Na ponta de cada um deles, em contato com a água do mar, há uma bóia circular. Conforme as ondas batem, a estrutura sobe e desce. O movimento contínuo dos flutuadores aciona bombas hidráulicas, que fazem com que a água doce contida em um circuito fechado, no qual não há troca de líquido com o ambiente, circule em um ambiente de alta pressão. 


— Fazendo uma analogia com uma usina hidrelétrica, em vez de termos uma queda d’água, temos isso de forma concentrada em dispositivos relativamente pequenos, onde a pressão simula cascatas extremas de 200 a 400 metros 


— explica Segen Estefen, professor de Engenharia Oceânica da Coppe. 


— A água sob pressão vai para um acumulador, que tem água e ar comprimidos em uma câmara hiperbárica, que é o pulmão do dispositivo. O mar tem sido encarado pelos pesquisadores da Coppe como uma fronteira estratégica na qual o Brasil pode ser o líder tecnológico. Somente no projeto da usina de ondas, foram investidos R$ 15 milhões em quatro anos. O Ceará não foi escolhido aleatoriamente. Sua grande vantagem estratégica é a constância dos ventos alísios, resultado da rotação da Terra. O movimento do ar gera ondas regulares no mar brasileiro. Elas não são grandes, mas estão sempre batendo. Poder contar com o movimento praticamente o tempo todo aumenta a eficiência da nova usina. 


— Há alguns anos, o Brasil, por suas características, não era incluído em debates ou fóruns internacionais. Hoje, entendemos que não basta ter ondas grandes. Elas atuam em somente 20% do ano. Já as nossas batem de forma constante em mais do que 70% do ano — afirma Estefen. 


— Desenvolvemos o domínio tecnológico para atividades que, nas próximas décadas, vão acontecer cada vez mais no mar, que cobre 71% das superfície do planeta. Ainda há um longo caminho a ser percorrido para que as usinas de onda passem a fazer parte da paisagem brasileira. Os especialistas evitam compará-las às hidrelétricas, que, em geral, têm custo de produção quatro vezes menor. 


Na corrida pela viabilidade desta tecnologia, o vento é o principal concorrente. A energia eólica costuma ter a metade do custo. No entanto, os especialistas esperam uma redução de custos com aumento da escala de produção das usinas de ondas. 


— Em alguns locais, há grande vantagem estratégica para a usina de ondas. Por exemplo, há estudos para o arquipélago de Fernando de Noronha, onde a energia vem da queima de diesel. Isso leva a riscos ambientais, inclusive em relação ao transporte do combustível 


— ressalta o especialista da Coppe. 


Estação abastecerá o próprio porto de Pecém 


Por outro lado, barreiras legais, além do custo, se interpõem no caminho das usinas de ondas. Algumas das localidades consideradas de grande potencial energético são preservadas por leis ambientais. 


Nestes casos, seria necessário alterar a legislação, num processo que costuma suscitar muita polêmica e, muitas vezes, resistência de associações locais. 


— Há limitações para colocar dispositivos de conversão em áreas de preservação ambiental. Temos que levar em conta os benefícios da usina de ondas e os riscos ambientais que já existem hoje — alerta Estefan. 


— Dependendo do local, apesar do custo de implantação, a usina de ondas se torna mais competitiva. O Reino Unido entra com força nesta tecnologia porque julga fundamental ter fontes de energia alternativas ao petróleo. Daqui a dez anos, eles querem garantir que 20% de suas fontes sejam renováveis. A energia gerada em Pecém será consumida no próprio porto. Mas já há planos de ampliação da quantidade de braços mecânicos com bóias, que captam a energia do mar convertida em eletricidade. Toda a estrutura é feita em módulos, que podem ser acrescentados para aumentar a potência. Basta acrescentar flutuadores. 


Por Cláudio Motta Fonte 





por Luiza S. Brito


Luiza's Blog
*cutucandodeleve

Aos Ateus Conscientes


*Atea
Chebola :Ver arde
Religiões ,parte do sistema corrompido e ultrapassado que da seus ultimos suspiros.
Não passaram.
Grande contribuição deste vídeo para elevar o grau de consciência dos que pensam livres

Programa Tocando o Oculto - Alinhamento de Vênus 2012

Líbia 50.000 mortos (Legendado) Domenico Losurdo


*como diz o ditado palestino, "quem despoja os demais, vive sempre em terror". E os norte americanos só fazem isso porque no mundo há alienados o suficiente para acreditar que na Líbia havia um regime totalitário e que eles, leia OTAN, levariam aos líbios, a "democracia e a liberdade".
*MariaLeite

Aécio Never, o defensor dos fracos tucanos

 

Aécio pede “serenidade” no tratamento de denúncias contra Perillo

As provas que ligam o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, ainda não convenceram o senador tucano Aécio Neves. Nesta segunda (4), Aécio agiu como advogado de defesa de Perillo e afirmou que o PSDB precisa ter "serenidade de dar o voto de confiança" ao governador de Goiás.

Aécio diz que governador merece crédito por sua trajetória no PSDB e que "não é agradável para ninguém ver um companheiro sofrendo esse tipo de ataque".

"Até agora, em todas as denúncias surgidas, ele [Perillo] tem sido enfático e firme nas suas explicações. E terá oportunidade para prestar todos os esclarecimentos. Vamos aguardar", afirmou.

Ao citar os “supostos ataques” que estariam vitimando Perillo, o senador tucano está se referindo às investigações da Polícia Federal, que através da Operação Monte Carlo, apontam “indícios veementes” – palavras do delegado da Polícia Federal Matheus Mela – da ligação do governador com Cachoeira.

Ele é acusado de ter recebido R$ 1,4 milhão de empresas ligadas a Cachoeira pela venda de uma casa e de ter nomeado funcionários a pedido do empresário, que está preso desde fevereiro sob acusação de comandar um esquema de jogo ilegal. A ex-chefe de gabinete de Perillo, Eliane Gonçalves, também é acusada de repassar informações sigilosas de operações policiais a políticos goianos.

Demóstenes

Aécio demonstrou a mesma “serenidade” e compaixão ao tratar sobre a cassação de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Para o tucano, deve-se aguardar o tempo certo. "Tenho que respeitar o tempo normal e não cabe a mim antecipar isso, mas vocês em um momento certo saberão meu voto."

Demóstenes responde a um processo no Conselho de Ética por quebra de decoro e é também alvo de inquérito aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que solicitou a quebra de seu sigilo bancário por suas ligações com Cachoeira.

Depoimento

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as relações do contraventor goiano Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados, ouvirá o depoimento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), no próximo dia 12 de junho.

Deu na CNN

Brasil é o país "onde os empregos estão", afirma CNN




Morram de inveja, tucanos corruptos.O Brasil da era Lula é infinitamente melhor que o da era FHC.


Uma reportagem publicada no site da rede de TV norte-americana CNN no fim de maio se somou aos inúmeros analistas que apontam o Brasil como a “bola da vez” no mercado de trabalho global, especialmente com o cenário de crise nos Estados Unidos e na Europa.
“Há apenas 10 anos, profissionais brasileiros deixavam o país em busca de melhores empregos e maiores salários no exterior. Mas hoje em dia, trabalhadores qualificados de todo o mundo estão desembarcando no Brasil à procura de trabalho”, diz a correspondente do canal em São Paulo.
 
A matéria exalta o fato de a economia brasileira ter ultrapassado à britânica no ano passado, se tornando a sexta maior do mundo, além da explosão do mercado interno de consumo, com a ascensão de milhões de pessoas à classe média.
Na contramão dos países desenvolvidos, o desemprego no Brasil está no nível mais baixo da história – em torno de 6% –, mas o país ainda enfrenta dificuldades para suprir a demanda por mão-de-obra qualificada, o que, segundo a CNN, é uma oportunidade para jovens profissionais.
A reportagem ouviu um brasileiro cuja família migrou para os Estados Unidos nos anos 1990. Após se formar em Harvard, Jonathan Assayag voltou para o Brasil atraído por melhores oportunidades. Ele não manter uma empresa de tecnologia que abriu na região do Vale do Silício, na Califórnia.
Segundo a CNN, o número de brasileiros retornando ao país dobrou na última década, e eles vêm acompanhados de estrangeiros, em especial empresários e executivos de grandes empresas – o número de trabalhadores de outros países que chegam ao Brasil cresceu 57% no mesmo período.

Xoque de jestão: Câmara de SP paga salários astronômicos

 

 

Reajuste automático faz servidores da Câmara ganharem mais que presidente 
Casa é a primeira no País a adotar medida de transparência e pôr na internet lista com salários de seus funcionários
Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli - O Estado de S. Paulo
Na Câmara Municipal de São Paulo, técnicos administrativos, garagistas, auxiliares e assistentes ganham até R$ 24 mil brutos por mês. O salário chega a ser mais de duas vezes maior que o do presidente da Casa, José Police Neto (PSD). Isso ocorre por uma série de aumentos automáticos e gratificações para funcionários concursados.

A lista de remunerações foi divulgada sábado no portal da Câmara (www.camara.sp.gov.br). É a primeira Casa Legislativa brasileira a adotar essa medida, antes mesmo da Câmara dos Deputados e do Senado. Na primeira versão, apenas servidores efetivos que ocupam cargos de comissão e os que trabalham ligados à Mesa Diretora tiveram vencimentos divulgados – são 713 dos mais de 2 mil. Ao menos 326 deles recebem mais que o presidente e os outros 54 vereadores. O salário médio é de R$ 8,9 mil por mês, sem contar gratificações pagas a guardas civis e policiais militares da Casa. Com vencimento mensal bruto de R$ 9.288,05, Police Neto recebe menos até que assessores de imprensa e um dos manobristas da garagem, cujo salário é de R$ 11.431,45.
Grande parte desses salários é explicada pelos reajustes automáticos. Com eles, um técnico administrativo do setor de protocolo, cargo que não exige curso superior e cujo salário inicial é de cerca de R$ 3,5 mil, pode receber mais de R$ 20 mil ao longo de 30 anos de carreira. Além disso, funcionários mais antigos já incorporaram aos vencimentos várias gratificações que, após reformas recentes no funcionalismo, pararam de ser pagas aos concursados mais recentes. O salário só não ultrapassa a barreira dos R$ 30 mil porque o Legislativo passou a aplicar o teto constitucional de R$ 24,1 mil (referente ao salário do prefeito de São Paulo) há cerca de dois meses. Antes disso, chegava-se a ganhar R$ 46 mil mensais na Casa.
Outras gratificações não vinculadas à produtividade, porém, continuam em vigor. A sexta-parte, por exemplo, dá bônus de 1/6 do salário a servidor com mais de 20 anos de serviço. Há ainda adicional por tempo de serviço e gratificação por exercer funções de coordenação e chefia e participar de sessões plenárias, comissões regimentais ou licitações.

*esquerdopata

Adolescentes e jovens de todo o mundo se preparam para integrar a maior equipe de cobertura da Rio+20

Equipe com mais de 100 pessoas compõe a Agência Jovem de Notícias Internacional na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável e na Cúpula dos Povos por Justiça Social e ambiental na capital carioca.
Adolescentes e jovens de 11 Estados brasileiros, do Distrito Federal e de mais 18 países da América Latina, Europa, África e América do Norte se preparam para a maior agência de notícias presente na Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável e a Cúpula dos Povos por Justiça Social e ambiental, que acontecem na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 15 e 23 de junho.


A patética realeza britânica 


 

Por Altamiro Borges
Em plena crise econômica, que desemprega, arrocha e retira direitos de milhões de trabalhadores, a realeza britânica festeja nesta semana os 60 anos de trono da rainha Elizabeth 2ª. A mídia colonizada dá destaque ao glamour das comemorações – deixando de mostrar as filas dos desempregados e os pedintes nas ruas de Londres. No ano passado, quando da explosão de revolta na Inglaterra, a mídia chamou os manifestantes de “vândalos e bárbaros”. Agora, ela bajula a nobreza! Questão de classe!

Elizabeth 2ª, a rainha, nunca foi eleita para nada, mas expressa bem o poder das classes dominantes no país e no mundo. É chefe de Estado do Reino Unido – que inclui Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte – e também Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Ela ainda é "comandante-em-chefe" das Forças Armadas, as mesmas que ocupam vários países e assassinam milhares de pessoas.
A falsa democracia britânica
Os britânicos, vítimas desta opressão, continuam apoiando seus opressores. Segundo pesquisas, 80% dos ingleses aprovam o suntuoso reinado de Elizabeth. Talvez a crise econômica, que se agrava agudamente na Europa, ajude a superar este atraso – que representa altos custos para os cofres públicos e não rende absolutamente nada para os súditos da Rainha.
Neste sentido, a jornalista Cris Rodrigues, do blog “Somos Andando”, tem razão. “Ninguém me convence a chamar o Reino Unido de democracia enquanto formalmente a sua chefe for uma pessoa não eleita pelo voto popular (isso sem falar nas limitações de um sistema político baseado no bipartidarismo e na eleição indireta do primeiro-ministro)”. 

COMO É NOJENTA ESSA BURGUESIA PAULISTANA

 

EM BUSCA DA "MASSA CHEIROSA"

A burguesia paulista é oligárquica e elitista numa sociedade construída pelo trabalho de negros, nordestinos e imigrantes; apoiou o golpe militar, a ditadura e o Doi-CODI por causa do "milagre econômico"; acha o Serra o máximo e o Lula um analfabeto corrputo e ambicioso, embora seus modelos de líderes tenham sido bandoleiros  como Domingos Jorge Velho, Adhemar de Barros, Jânio Quadros e Paulo Maluf; viaja a Paris, Madri e Roma, mas se esbalda mesmo em Las Vegas, Miami e Orlando; fica indignada porque suas antigas empregadas estão virando cabeleireiras e enchendo os aeroportos; aplaude a violência da Rota contra bandidos pobres mas convive com gângsters de colarinho branco. E essa mentalidade fascista foi inteiramente assimilada pela classe média alta. Aqui, uma radiografia da burguesia paulista pelo prof. Emir Sader:       


O dedo de Lula


Do Blog do Emir Sader

A sociedade brasileira teve sempre a discriminação como um dos seus pilares. A escravidão, que desqualificava, ao mesmo tempo, os negros e o trabalho – atividade de uma raça considerada inferior – foi constitutiva do Brasil, como economia, como estratificação social e como ideologia.


Uma sociedade que nunca foi majoritariamente branca, teve sempre como ideologia dominante a da elite branca.  Sempre os brancos presidiram o país, ocuparam os cargos mais importantes nas FFAA, nos bancos, nos ministérios, na direção das grandes empresas, na mídia, na direção dos clubes – em todos os lugares em que se concentra o poder na sociedade.
Retirantes, de Cândido Portinari
A elite paulista representa melhor do que qualquer outro setor, esse ranço racista. Nunca assimilaram a Revolução de 30, menos ainda o governo do Getúlio. Foram derrotados sistematicamente por Getúlio e pelos candidatos que ele apoiou. Atribuíam essa derrota aos “marmiteiros”- expressão depreciativa que a direita tinha para os trabalhadores, uma forma explícita de preconceito de classe.


A ideologia separatista de 1932 – que considerava São Paulo “a locomotiva da nação”, o setor dinâmico e trabalhador, que arrastava os vagões preguiçosos e atrasados dos outros estados – nunca deixou de ser o sentimento dominante da elite paulista em relação ao resto do Brasil. Os trabalhadores imigrantes, que construíram a riqueza de Sao Paulo, eram todos “baianos” ou “cabeças chatas”, trabalhadores que sobreviviam morando nas construções – como o personagem que comia gilete, da música do Vinicius e do Carlos Lira, cantada pelo Ari Toledo, com o sugestivo nome de pau-de-arara, outra denominação para os imigrantes nordestinos em Sao Paulo.


A elite paulista foi protagonista essencial nas marchas das senhoras com a igreja e a mídia, que prepararam o clima para o golpe militar e o apoiaram, incluindo o mesmo tipo de campanha de 1932, com doações de joias e outros bens para a “salvação do Brasil”- de que os militares da ditadura eram os agentes salvadores.
Terminada a ditadura, tiveram que conviver com o Lula como líder popular e o Partido dos Trabalhadores, para o qual canalizaram seu ódio de classe e seu racismo. Lula é o personagem preferencial desses sentimentos, porque sintetiza os aspectos que a elite paulista mais detesta: nordestino, não branco, operário, esquerdista, líder popular.


Getúlio, o vilão; Jorge Velho, o herói
Não bastasse sua imagem de nordestino, de trabalhador, sua linguagem, seu caráter, está sua mão: Lula perdeu um dedo não em um jet-sky, mas na máquina, como operário metalúrgico, em um dos tantos acidentes de trabalho cotidianos, produto da super exploração dos trabalhadores. O dedo de uma mão de operário, acostumado a produzir, a trabalhar na máquina, a viver do seu próprio trabalho, a lutar, a resistir, a organizar os trabalhadores, a batalhar por seus interesses. Está inscrito no corpo do Lula, nos seus gestos, nas suas mãos, sua origem de classe. É insuportável para o racismo da elite paulista.


Essa elite racista teve que conviver com o sucesso dos governos Lula, depois do fracasso do seu queridinho – FHC, que saiu enxotado da presidência – e da sua sucessora, a Dilma. Tem que conviver com a ascensão social dos trabalhadores, dos nordestinos, dos não brancos, da vitória da esquerda, do PT, do Lula, do povo.
O ódio a Lula é um ódio de classe, vem do profundo da burguesia paulista e de setores de classe média que assumem os valores dessa burguesia. O anti-petismo é expressão disso. Os tucanos são sua representação política.


Da discriminação, do racismo, do pânico diante das ascensão das classes populares, do seu desalojo da direção do Estado, que sempre tinham exercido sem contrapontos. Os Cansei, a mídia paulista, os moradores dos Jardins, os adeptos do FHC, do Serra, do Gilmar, dos otavinhos – derrotados, desesperados, racistas, decadentes.


OS HONORÁRIOS DE THOMAZ BASTOS SERÃO PAGOS COM DINHEIRO SUJO?


 
Por Eduardo Bueres


Sem pátria, sem dogmas, sem posições  ideológicas politicamente aprováveis... 
Esta é uma nebulosa onde não existem limites para insânias. 

Será que somos todos ingênuos e utópicos, ou haverá esperança para um reformador frio dos valores éticos que, universalmente, são tidos de perfil civilizatório?.

Esse questionamento se faz porque envolve valores caros para o nosso sofrido continente que por muito tempo foi tido -  em nível jurídico, inclusive - como um formidável bananal, governado por um punhado de felpudos vilões. 
Dinheiro não fede...

O Dr. Marcio Thomaz Bastos, revelou-se um jurista intransigente, defensor do seu próprio  - e muito legítimo -   direito canino de mordiscar polpudos honorários, dinheirama ganha de forma limpa, tudo dentro do campo do direito; desta vez oriundos da defesa brilhante que sem dúvida fará do gangster Carlinho Cachoeira. 

Custo milionário de defesa que a população inocente, também pagará de forma indireta ao advogado, pelas mãos do bicheiro, porque contribuiu  involuntariamente para ser enganada, através do conjunto de sonegações praticadas incessantemente, por anos a fio, entre outras teras-falcatruas que envolvem as ações corruptoras, endêmicas, na onda da vampirização do dinheiro público; ladroagens descaradas que hoje são desnudadas corajosamente pelas redes sociais, por ser uma lepra que abala a saúde moral  do Brasil.

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:

Seria dessa parte dos lucros espúrios, dinheiro sujo, obtidos por esse grande  chefe de quadrilha mafioso verde e amarelo, o ervanário que os congressistas atestam que fora obtido de maneira desonesta, que ele, o ex- poderoso ministro da justiça de Lula, se reserva sem maiores dramas de juízos piegas, ou remorsos pueris, ao livre e limpíssimo usufruto laboral?.

São 15 milhões de reais, que foram sacados de uma poupança acumulada de procedência gritantemente ilegal e suja, estrategicamente reservada nos cofres do réu, para serem usados 'legalmente' nestes casos, dinheiro que será 'lavado' quando trocar de mãos e passar ao bolso do defensor. Ou o réu teria peregrinado  como qualqur mortal faria em busca de um empréstimo bancário para tal ?.

Por ter sido legalmente contratado, na forma da lei, para livrar a cara do seu cliente que é tido publicamente  como o mais notório e implacável corruptor de valores e consciências, MTB pode ser nivelado á um advogado vip de porta de cadeia?.

Ou seria em verdade um incompreendido paladino defensor do estado de direito, ou um lúcido forjador da moderna Democracia brasileira?.

 
Até então, o únicos acusados de cuspir o sujo  no rosto da população brasileira, são os escabrosos sócios e comparsas mil do bilionário e confiante bandido que, neste momento, é alvo de uma CPI de cristal da qual zomba com o seu silêncio.  

 
Márcio Thomaz Bastos é um jurista consagrado que deveria preservar para usar alta esfera, não somente o seu internacionalmente e reconhecido grande saber jurídico; também a sua trajetória  de livre pensador solidário humanista moderno; de imaculada biografia que, dependendo como acabar a situação do seu cliente bandido - venha ele a ser inocentado nos tribunais e não punido pela sociedade - O ex- ministro não receberá aplausos ou vaias: apenas será fraternalmente trucidado em nível biográfico ante o imaginário popular, que o julgará pelo conjunto da sua obra...

Blog militanciaviva

“Precisamos resistir à vigilância digital”, diz fundador do movimento pelo software livre

Richard Stallman falou sobre a luta pelo software livre no Palácio Piratini | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Samir Oliveira no SUL21

O Palácio Piratini recebeu nesta segunda-feira (4) um convidado totalmente diferente das autoridades afeitas a formalismos que costumam frequentar a sede do governo gaúcho. O norte-americano Richard Stallmann, liderança histórica do movimento em defesa do software livre, estava bem à vontade com uma calça jeans bastante surrada e uma camiseta vermelha de mangas curtas em pleno inverno.
Fundador da Free Software Foundation, Stallman falou durante mais de 1h30min sobre a luta que empreende há mais de de 30 anos, quando inventou o GNU, que mais tarde se agregaria aos componentes criados por Linus Torvalds, originando o Linux – sistema operacional desenvolvido e distribuído de forma totalmente livre e gratuita.
Stallman se mostrou extremamente preocupado com a vigilância exercida por governos e corporações através da internet. Na verdade, a crítica de Richard é direcionada para qualquer equipamento eletrônico que opere com aplicativos fornecidos pelas corporações tradicionais do ramo, como a Microsoft e a Apple.
“A sociedade digital vive sob a ameaça da vigilância. Nem Stálin tinha como vigiar o que todos faziam o tempo inteiro, mas hoje isso é possível”, disse o ativista. Ele não poupou nem as redes sociais e pediu ao público que não colocasse fotos suas no Facebook. “Não deem ao Facebook mais uma oportunidade para me vigiar”, apelou.
Stallman é fundador da Free Software Foundation | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Ele fez questão de manifestar que o receio de ter informações sobre a sua vida rastreadas por equipamentos eletrônicos fará com que nunca mais vá à Argentina. “Amanhã à noite visitarei a Argentina pela última vez. Eles estão desenvolvendo um sistema de vigilância que recolhe a impressão digital de todos os que entram no país. No momento, está operando apenas em Buenos Aires, e eu consegui achar uma maneira de entrar por outra cidade, sem precisar ser tratado como se fosse um criminoso. Algumas coisas não devem ser toleradas, é nosso dever não tolerá-las”, indignou-se.
Ele considera necessária a utilização das ferramentas tecnológicas no combate ao crime, por exemplo, mas questiona a facilidade com que as informações podem ser acessadas hoje em dia. “Um cidadão europeu resolveu exigir do Facebook todas as informações que a empresa tinha sobre ele. Foram mais de 200 páginas. Durante o império soviético, a polícia secreta não poderia reunir essa quantidade de informações sobre uma pessoa comum, sem nenhuma importância política”, comparou.
Stallman atenta para o perigo de as informações compartilhadas na rede serem utilizadas contra os próprios usuários. “Na Inglaterra, prenderam manifestantes antes que eles chegassem a um protesto. A vigilância digital é utilizada para atacar os direitos humanos e a democracia”, alertou.
“As escolas e os governos devem trabalhar somente com software livre”, defende
Richard Stallman acredita que os softwares patenteados restringem a liberdade das pessoas, já que seus códigos de produção são fechados e não permitem que sejam feitas modificações. Por isso, ele defende que as escolas e os governos utilizem somente sistemas livres.
“Ou o usuario controla o programa, ou o programa controla o usuário" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
“As escolas têm a missão de educar bons cidadãos para uma sociedade livre, forte, independente e cooperativa. Jamais deveriam ensinar seus alunos a mexer em programas pagos, pois estariam ensinando dependência. Por que as corporações distribuem sistemas operacionais de graça para as escolas? Querem que as crianças fiquem dependentes de seus produtos. É como dar agulhas com drogas para que os alunos fiquem viciados. A primeira dose é de graça. Mas depois será preciso pagar”, comparou.
Stallman considera que os programas desenvolvidos de maneira fechada e paga colocam o indivíduo a mercê dos caprichos da empresa que detém os direitos sobre o produto. “Ou o usuario controla o programa, ou o programa controla o usuário. E por trás desse programa, há uma corporação que o controla. É por isso que os aplicativos pagos são um instrumento para subjugar as pessoas e sua própria existência é um problema social a ser enfrentado”, opinou.
Ele disse que é preciso fazer a defesa do software livre “como um direito humano” e atacou as duas principais empresas que produzem sistema operacionais e aplicativos de forma paga e fechada: a Microsoft e a Apple. Stallmann observou que o Windows possui sistemas de vigilância e interfere na autonomia dos usuários ao modificar os programas sem permissão “de quem deveria, teoricamente, ser o dono do computador”.
E fez questão de dizer que “a Apple não é melhor”, apesar de as duas companhias serem rivais no mercado. “Os computadores da Apple foram fabricados para serem jaulas. A genialidade de Steve Jobs foi fabricar uma jaula tão confortável que milhões de idiotas desejam viver nela”, disparou.
*Turquinho