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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

segunda-feira, novembro 26, 2012

Só 29% dos paulistanos apoiam o governador tucano Geraldo Alckmin



A  pesquisa do Datafolha apontou que o índice de paulistanos que consideram o governo ótimo ou bom caiu de 40% em setembro de 2012 para 29% na última quinta-feira, 22 de novembro. No mesmo período, o percentual dos que avaliam a gestão como ruim ou péssima subiu de 17% para 25%. Há dois meses, o índice de quem acha o governo regular era de 40%. Agora, subiu para 42%. A derrubada da aprovação do governador de São Paulo  Geraldo Alckmin (PSDB), de acordo com o estudo, é a onda de violência que atinge São Paulo. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A pesquisa aponta que a avaliação de Alckmin no quesito segurança é pior do que a do então governador Cláudio Lembo durante os ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) em maio de 2006, quando 154 pessoas morreram em oito dias. Alguns indicadores oficiais apontam que a violência está aumentando durante a atual crise. Em outubro, o número de vítimas de homicídios dolosos (praticado com a intenção de matar) saltou 113% quando comparado ao mesmo mês de 2011. Para 55% dos paulistanos, Alckmin é responsabilizado diretamente pelos ataques. Além disso, 71% (ou 3 em cada 4 pessoas) acredita que o governador está escondendo informações sobre as mortes das últimas semanas 
*Osamigosdopresidentelula

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