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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, junho 25, 2014

“Aquela bosta do nordeste”, diz jornalista do SporTV


Por Revista Fórum
“Aquela bosta do nordeste”, diz jornalista do SporTV

Uma petição pública pede que a Procuradoria Geral da República instaure um processo criminal e que o canal demita Eduardo Bueno
Por Redação
Na última quinta-feira (19), durante a exibição do programa “Extraordinários”, do canal a cabo SporTV, o jornalista Eduardo Bueno, ao falar sobre a região do nordeste, se referiu como “aquela bosta”. Uma petição online foi lançada para que a Procuradoria Geral da República instaure um processo criminal contra o profissional.
Ainda que, posteriormente o comentário que criou um mal estar entre os presentes, visto que entre eles estava Xico Sá, que é nordestino, Bueno tenha justificado que foi uma brincadeira, o comentário tem repercutido negativamente na rede e Eduardo Bueno está sendo acusado de preconceito.
Na Petição Pública, que leva o título de “Mais uma gressão a nordestinos feita por Eduardo Bueno”, pede-se a demissão do jornalista e que os cidadãos nordestinos ficaram “extremamente chocados” com as declarações feita em rede nacional.
A seguir, confira o momento em que Eduardo Bueno chama o nordeste de “aquela bosta”:


*Fórum

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