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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, agosto 14, 2014

olar Bem”

Fernanda Montenegro chega ao Top Five do CQC depois de “Enrolar Bem”


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A global ilustrou o quadro que mostra as gafes da televisão brasileira de um modo um tanto diferente – e canábico. Entenda a declaração feita pela “Fernandona”, que já havia se mostrado favorável ao debate sobre a política de drogas vigente no Brasil e no mundo. Dê um dois e o play.

O programa mais marolado da TV aberta, que vai ao ar todas as noites de segunda, o CQC da TV Bandeirantes, sempre aborda entre um quadro e outro a erva. Claro, desta vez não foi diferente e alguém rodou nas piadinhas da bancada liderada pelos apresentadores Marcelo Tas, Marco Luque e Dani Calabresa.
A homenageada da fez foi para a clássica global e defensora de uma nova abordagem mundialsobre as drogas, Fernanda Montenegro, que no filme da diretora Carol Jabor, “Boa Sorte, interpreta Célia, uma avó setentona e maconheira.
Para quem não lembra, Fernanda Montenegro foi uma das convidadas do programa “Na Moral”, da Globo, que discutiu a descriminalização das drogas em 2013. Na ocasião, a atriz disse sonhar que“o mundo todo entrasse num consenso de liberação da droga” e que “quanto mais viciado, mais pedido de socorro ele pede. Enfiá-lo numa cela é matá-lo”.
“Baseado no que estudei, vivi e observei estes anos todos, estou certo de que países que liberaram a maconha comprovam em estatísticas que não soma para nada construtivo, pelo contrário. Funciona sim como porta de entrada para outras drogas e causa danos graves à saúde e à segurança, elevando gastos de $$ público”, complementa Fernanda, que foi criticada pelo ator Ricardo Macchi.
No quadro Top Five, Marcelo Taz explana na quinta posição a participação de Fernanda Montenegro no programa da Estúdio I da Globo News em que a atriz diz “Enrolo um. Enrolo bem”.
Aperte e assista o Top Five
No programa Estúdio I, da Globo News (aos 5 minutos), ainda entre risos da apresentadora e dos convidados, Fernanda explica um pouco sobre a relação de Célia com a neta, personagem interpretada por Débora Secco, a quem leva a arte e as tintas, além de uma boa quantidade de maconha, quando a vovó está internada em um hospital.
Isso que é Avó!
8http://smkbd.com/fernanda-montenegro-chega-ao-top-five-cqc-depois-de-enrolar-bem/

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