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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, agosto 14, 2014

Amoral Nato



Que a GROBONIUS não presta não é novidade para ninguém, que Alexandre Garcia é um filho da puta, até a mãe dele sabe; agora que Cristovão Buarque conseguisse descer ainda mais baixo do que já tinha chegado, é que me surpreende, levemente, mas ainda surpreende.

A  GROBONIUS passou o dia de ontem manipulando os fatos e as emoções dos espectadores, que insistem em chamar de assinantes; selecionou trechos de entrevistas onde Eduardo critica Dilma, o governo, o PT; tudo isso numa tentativa ESPÚRIA de afetar os índices de preferências de votos que tem deixado seu candidato patinando há meses na casa dos 20%.

A cereja do bolo foi a entrevista com o entrevado senador Buarque.

A intenção não era, de maneira nenhuma, falar do morto (aliás, cedo demais para qualquer um com decência e vergonha na cara) o objetivo era meter o malho no governo usando as palavras críticas, mas típicas de campanha eleitoral, proferidas por ele nos últimos meses.

Como sempre, aproveitando a presença do mal educado senador, Alexandre Garcia, porta voz da ditadura no governo militar Figueiredo, e funcionário padrão da empresa que criou Caldeirão do Huck, BBB, e Isquenta (com a idiótica Casé) falou, imagine, de educação!

Não pode dar a carniça, tem que ensinar a matar!
*AmoralNato

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