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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sexta-feira, novembro 25, 2011

Expurgado será esta figura execrável?


Marco Weissheimer
 

Indignada, Marta reage à declaração de Bolsonaro

marta_indignadaA vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), reagiu, na tarde desta quinta-feira, (24/11) ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) que, em discurso na Câmara dos Deputados, questionou a sexualidade da presidenta da República, Dilma Rousseff. Ela cobrou “providências enérgicas” do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), contra o que considerou “quebra de decoro parlamentar”.
“Eu não sei nem o que dizer de tão absurdo”, desabafou a senadora. Ela lembrou que Bolsonaro é reincidente em declarações preconceituosas. “Além de repetir, ele deu um passo além. Como mãe, mulher, senadora e vice-presidenta desta Casa, peço ao presidente Marco Maia tome providência enérgica. É preciso dar um freio de arrumação, houve falta de decoro parlamentar. Ele tem ofendidos pessoas, cidadãos comuns e, agora, a própria presidenta da República”, enfatizou. 
Marta explicou que não considera ofensivo referir-se a alguém como homossexual, mas lembrou que a orientação sexual “é uma questão de foro íntimo das pessoas”.
Em entrevista após o protesto feito em plenário, Marta Suplicy reclamou do “retrocesso” que ocorre no País atualmente em relação aos direitos dos homossecuais.
“Vemos hoje um retrocesso no Brasil. Enquanto há 16 anos, quando eu fiz o projeto da união estável, a Argentina era um país extremamente conservador. Hoje, a Argentina tem casamento gay e nós temos espancamentos na Avenida Paulista. Esse retrocesso, essa radicalização que vemos hoje, acredito que não faz bem para a população brasileira”.
Ouça a entrevista da senadora Marta Suplicy
Leia a íntegra do protesto da senadora
Eu quero registrar aqui uma notícia que chegou da Câmara. Pela indignidade do pronunciamento e pelo absurdo, eu gostaria de deixar aqui... Eu não sei nem o que dizer de tão absurdo que é isto. É um discurso do Deputado Jair Bolsonaro, que, da tribuna da Câmara, nesta quinta-feira, além de repetir as tradicionais críticas às políticas pró-homossexuais do Governo, deu um passo além, desta vez: questionou a sexualidade da presidente da República, dizendo: “Dilma Rousseff, pare de mentir! Se gosta de homossexual, assuma! Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau!”.
O Deputado Alfredo Sirkis, do PV, do Rio de Janeiro, discursou em seguida, reprovando a postura de Bolsonaro:
O que nós ouvimos aqui hoje foi um discurso que, se entendi direito, faltou com o decoro parlamentar ao fazer insinuações a respeito da própria Presidente da República, quando acho que a opção sexual de qualquer ser humano, Deputado, é uma questão de foro íntimo desse mesmo ser.
Como mulher, como cidadã, como mãe, como Senadora, como Vice-Presidente desta Casa, pedimos ao Presidente da Câmara, Deputado Marco Maia que tome enérgicas providências e limite o que vem acontecendo, porque está sem freio a falta de decoro parlamentar desse Deputado, que tem ofendido pessoas, cidadãos comuns e, agora, até a própria Presidenta da República. E não é que tenha ofendido por tê-la chamado de homossexual, mas por estar falando algo que é de foro íntimo de uma pessoa, seja Presidente da República ou quem quer que seja. Ele tem ofendido várias pessoas reiteradas vezes.
E o sentido que deu a essa fala, pela Presidenta da República ser uma pessoa que tem se posicionado nessa luta pela conquista de direitos dos homossexuais, está muito além da conta. Uma coisa é você se posicionar, se colocar, outra coisa é ir além do que é o respeito a qualquer cidadão e, principalmente, a uma mulher que hoje ocupa a Presidência da República.
*PTnosenado








O que o deputado Bolsonaro disse?

Sei lá. Quem liga para o que essa aberração diz ou deixa de dizer?

*esquerdopata
 

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