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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sábado, maio 26, 2012

Eita: Homem morre depois de participar de quadro do novo programa de Fátima Bernardes


Um homem que participava nesta quinta-feira (24) da gravação de um jogo de futebol para o novo programa de Fátima Bernardes morreu depois de sofrer um infarto fulminante. No quadro, o humorista Marcius Melhem voltava à escola em que havia estudado para reencontrar colegas e funcionários de sua época.
Depois do jogo, em que Melhem foi o juiz, o aposentado Humberto Maços Guimarães, que tinha 70 anos e era ex-funcionário do Colégio Pentágono, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, se sentiu mal e morreu na hora. Segundo a assessoria de imprensa da Globo, o incidente foi uma fatalidade e, apesar de ter sido socorrido, não houve tempo para que Guimarães pudesse ser salvo.
O enterro de Humberto ocorreu nesta sexta-feira (25) no cemitério Jardim da Saudade, no Rio de Janeiro, às 11h30.
O programa de Fátima Bernardes está em fase de produção e ainda não tem previsão de estreia. De acordo com a assessoria, ainda não se sabe se o quadro irá ao ar.

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