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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

domingo, maio 27, 2012

Irã copiou helicópteros de ataque norte-americanos

Irã, nos próximos exercícios militares, mostrará os helicópteros de ataque da sua própria produção, que são as cópias dos americanos AH-1 Cobra, anunciou, segundo a revista Jane's, o vice-comandante da tropa do Irã general de brigada, Kyomars Heydari .




Hangar workshop facilities for AH-1Js
Posed photo of an Army Aviation Captain reviewing a Sea Cobra technical manual

In flight over Badr Airbase (OIFP)
AH-1J crew cleared for take off

Em 2010 a Força Aérea Imperial do Irã (IIAF) recebeu dez helicópteros AH-1 Cobra (localmente chamados de Toofan - Tempestade) fabricados no país pela HESA para avaliação. A época o Ministro de Defesa Ahmad Vahidi disse que a versão nacional do helicóptero era similar ao AH-1K Sea Cobra. Segundo ele, helicópteros iranianos receberam uma série de novos sistemas, que em alguns aspectos os aproximam do americano AH-64 Apache. Atualmente, o tamanho exato do parque dos helicóptero da família Cobra não foi relatado. 

Fonte: A Voz da Russia

do blog HANGAR DO VINNA

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