Páginas

Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Holanda proíbe estrangeiros de fumarem maconha



A Holanda não permitirá mais que turistas frequentem cofeeshops para fumar maconha. A droga lá é legalizada desde 1976. A medida começa a entrar em vigor em 1º de janeiro do próximo ano nos 650 cofeeshops do país.

A medida tem a ver com duas preocupações dos governos locais: os jovens e o aumento da potência da maconha. Devido a manipulação genética, já contém mais de 15% de THC, o princípio ativo, o que aumenta os efeitos sobre o cérebro. ”É um perigo para o usuário mais vulnerável: os adolescentes e jovens”, disse o ministro da Justiça local ao explicar as medidas.



Proibir turistas de consumirem maconha em cofeeshops é uma forma de frear também o consumo de jovens. 


O governo quer receber outro tipo de visitante, diz o El Pais. Agora, só sócios cadastrados – e moradores locais – das cofeeshops poderão frequentá-las. E o número máximo de sócios é de 2 mil por estabelecimento.


*Tireotubo

Nenhum comentário:

Postar um comentário