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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, julho 16, 2013

Igreja corta 334 árvores de área protegida para fazer missa


Igreja corta 334 árvores de área protegida para fazer missa da JMJ

Ao órgão ambiental, a igreja justificou que precisava limpar a área para celebrar uma missa campal durante a Jornada Mundial da Juventude

Foram removidas 334 árvores da Mata Atlântica
Rio de Janeiro – Fiscais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) flagraram, na segunda-feira (15), o desmatamento de um terreno da Paróquia de São Sebastião de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói. Foram removidas 334 árvores da Mata Atlântica.

Ao órgão ambiental, a igreja justificou que precisava limpar a área para celebrar uma missa campal durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A paróquia se prepara para receber 800 peregrinos.

O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, disse que o episódio é ‘lamentável’ e negou que a prefeitura tenha dado autorização para o corte num terreno às margens do Parque Estadual da Serra da Tiririca, uma unidade de conservação estadual.

Esta não é a primeira polêmica envolvendo meio ambiente e a JMJ. A pedido da Arquidiocese, a Fundação Parques e Jardins chegou a autorizar, no último dia 5, a retirada de 11 coqueiros na Praia do Leme, junto a um dos palcos montados para a Jornada. O prefeito Eduardo Paes acabou vetando a supressão.

Fonte: d24am.com/noticias
Igreja corta 334 árvores de área protegida para fazer missa da JMJ
Ao órgão ambiental, a igreja justificou que precisava limpar a área para celebrar uma missa campal durante a Jornada Mundial da Juventude

Foram removidas 334 árvores da Mata Atlântica
Rio de Janeiro – Fiscais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) flagraram, na segunda-feira (15), o desmatamento de um terreno da Paróquia de São Sebastião de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói. Foram removidas 334 árvores da Mata Atlântica.

Ao órgão ambiental, a igreja justificou que precisava limpar a área para celebrar uma missa campal durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A paróquia se prepara para receber 800 peregrinos.

O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, disse que o episódio é ‘lamentável’ e negou que a prefeitura tenha dado autorização para o corte num terreno às margens do Parque Estadual da Serra da Tiririca, uma unidade de conservação estadual.

Esta não é a primeira polêmica envolvendo meio ambiente e a JMJ. A pedido da Arquidiocese, a Fundação Parques e Jardins chegou a autorizar, no último dia 5, a retirada de 11 coqueiros na Praia do Leme, junto a um dos palcos montados para a Jornada. O prefeito Eduardo Paes acabou vetando a supressão.

Fonte: d24am.com/noticias
*ATEA

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