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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sábado, setembro 25, 2010

José Serra demagogo:cabeça ferida e vaia em missa






"Onde se viu o padre falar que estava diante do presidente do Brasil e do governador de São Paulo, é uma falta de respeito"..Diz católico presente na missa

Parece que a campanha de baixaria do candidato José Serra (PSDB), começou a se voltar contra o próprio. Ontem, o tucano terminou sua agenda, com um um corte na cabeça, e se não bastasse, logo depois, bateu a cabeça numa câmera de televisão.

O candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, fez ontem uma carreata de 15 minutos e um minicomício só para militantes em Araraquara (SP) com um ferimento no topo da cabeça, provocado por batida no suporte do vídeo da van que o transportou de São Carlos ao município. Para encerrar, participou rapidamente da celebração de uma missa, na Igreja Nossa Senhora de Aparecida. Devotos saíram da igreja quando José Serra subiu ao altar para receber a bênção do padre.Os católicos não gostaram da mistura de religião com política. Houve estrondosa vaias para Serra .

Católicos criticam presença de Serra em missa

Os católicos presentes na missa, manifestaram indignação pelo ato do padre com os políticos (Geraldo Alckmin, candidato tucano ao governo de São Paulo também estava presente),e partiram para grande vaia, Serra procurou se esquivar da vergonha e do mico. "Não sei quem criticou, fui convidado e vim", limitou-se a responder o candidato tucano, na saída.

A igreja estava lotada (pelo menos 1 mil pessoas estavam no local). Alckmin não viu problema em ser vaiado com o Serra, afirmando que convite para a ida à missa foi do deputado federal araraquarense Dimas Ramalho (PPS).

Católicos indignados

"Viemos para ver a missa, não para ver político", disse Maria Fernandes,muito chateada. em entrevista para o Jornal do Comércio. "Onde se viu o padre falar que estava diante do presidente do Brasil e do governador de São Paulo, é uma falta de respeito", disse o representante Paulo Sérgio Neves, proferindo alguns palavrões ao lado da sacristia.

"É ridículo misturar política com religião", comentou Luciana, que preferiu só citar o prenome ao jornalista. O marido dela, Marcos, também não gostou. Outros devotos saíram rapidamente da igreja quando os políticos subiram ao altar para receber a bênção do padre. "Isso é uma palhaçada", vociferou um dos que abandonaram a paróquia.Informações do Jornal do Comércio de Araraquara
*dosamigosdoPresidenteLula

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