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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, junho 03, 2010

Como é bom assistir de camarote a derrocada da globoe seus socios politicos










Telefônicas vão entrar na TV a cabo.
Só o Serra salva a Globo


Bye-bye monopólio

Saiu na Folha (*), pág. B1 (clique aqui para ler) :


“Anatel dá aval para tele obter tevê a cabo.”


“Procuradoria da agencia avaliza liberação do número de concessões, o que derruba restrição para operadoras (leia-se Globo – PHA).”


“ … o serviço de TV paga pode ser ilimitado, por não haver uma restrição física em sua oferta …”

Navalha

A Globo sufocou a indústria da tevê a cabo no Brasil, para não canibalizar a Rede Globo em tevê aberta.

E sentou em cima da legislação por décadas.

Agora, o reinado chega ao fim.

Atrás da teles vem um mundo de gente.

A oferecer opções de conteúdo, fora do compasso medíocre da Globo.

Bye-bye Globo 2015.

Só o Serra salva a Globo.

Paulo Henrique Amorim

Em tempo: clique aqui para ver como o Zé Ladeira agasalhou o trampo da Globo, num terreno que a Globo invadiu por onze anos

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