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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sábado, abril 21, 2012

Argentina: los países BRICS están interesados en invertir en YPF

 

Via RT Atctualidad
Los países que integran el bloque BRICS están interesados en invertir en la economía argentina y en particular en YPF, señaló a RT el subsecretario de la Presidencia de Argentina, Gustavo López, comentando la situación acerca de la expropiación de la petrolera controlada por la española Repsol.
El alto funcionario recalcó que las naciones de este bloque “van a ser especialmente convidadas a participar” en YPF. En este sentido informó que próximamente el ministro Julio De Vido viajará a Brasil para “explicar cuál es la estrategia de consolidación de la empresa”.
López se mostró confiado en la legalidad del proyecto y aseguró que Argentina brindará “todas las garantías a las empresas extranjeras que cumplan con sus obligaciones”.
Al mismo tiempo señaló que España y sus socios pretenden instalar un clima de desconfianza alrededor del sistema jurídico de Argentina.
De hecho, las autoridades de Repsol han buscado el apoyo de sus intereses en diferentes instancias, empezando por el Gobierno español y siguiendo por las instituciones de la Unión Europea.
La reacción no se ha hecho esperar. Así, por ejemplo, la UE canceló unos encuentros empresariales que tenían que celebrarse próximamente en Buenos Aires, con el pretexto de que actualmente “el clima no es el adecuado” debido al proyecto de ley de expropiación de YPF presentado por la mandataria argentina. Al mismo tiempo la UE mantuvo su agenda intacta en otros países de la región.
Estos hechos son una parte de la presión que está ejerciendo España sobre Argentina tratando de minimizar las pérdidas de la compañía española. Por su parte, las autoridades del país sudamericano, señalan que “no han violado absolutamente nada” y se muestran esperanzados en que “se respete la soberanía de las naciones”.
El polémico proyecto de ley de expropiación se discutirá la próxima semana en el Senado, la Cámara Alta del Parlamento del país.
*GilsonSampaio

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