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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sexta-feira, janeiro 03, 2014

Requião: por que a Globo sonega impostos e ainda recebe empréstimos de bancos estatais? Isso pode, Arnaldo?


 

Via Tribuna da Imprensa
REQUIÃO SURPREENDE O SENADO: APRESENTOU REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO, QUER SABER A QUANTO CHEGAM AS DÍVIDAS BILIONÁRIAS DA ORGANIZAÇÃO GLOBO. A SONEGAÇÃO COLOSSAL DE IMPOSTO DE RENDA. E PORQUE AINDA RECEBEM EMPRÉSTIMOS DO BNDES E OUTROS BANCOS ESTATAIS
HELIO FERNANDES
A época não foi bem escolhida, o Congresso, o Executivo e o Judiciário, estão de férias. Mas o pedido do senador Requião, é importantíssimo. Apresentado, já foi despachado para a Comissão de Constituição e Justiça. Mas pede informações ao Ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, a quem o BNDES é subordinado.
Não vou registrar números e parágrafos citados pelo bravo e corajoso senador. Mas como é relembrado um artigo meu de 11 anos, 2002, não posso deixar sem resposta. Seria deselegante e inexplicável.
Requião quer informações a respeito de tudo o que se relacione com a Organização Globo. Ressalta e deixa bem claro: “Quero saber sobre o pedido de empréstimo ao BNDES, de TODAS AS EMPRESAS DO GRUPO”. Textual e irrevogável.
AS DIVIDAS ELEVADAS (textual) das Organizações com a União
Requião exclui do pedido, “documentos que estejam acobertados pelo sigilo bancário”. Mas a seguir, entra no mérito do requerimento. Como a questão que ele chama de DÍVIDAS ELEVADAS e a SONEGAÇÃO FISCAL, (ambas BILIONÁRIAS) que é pública e notória, e nem o próprio grupo nega, apenas contorna, vou transcrever entre aspas, a justificativa. É a única parte que trato entre aspas.
“Requeiro que sejam informadas e remetidas, as respectivas copias dos documentos relativos aos benefícios fiscais e creditícios que tem sido concedidos às empresas componentes das Organizações Globo. Indicando, inclusive, se há amparo legal para a concessão de benefícios a quem esteja com elevadas dividas com a União”. Fim das aspas.
Outros órgãos serão ouvidos, sem falar na Receita Federal
Não consigo explicação para as DÍVIDAS ELEVADAS. Já tenho tratado do assunto, voltemos ligeiramente a ele. As Organizações na podem estar em dificuldade financeira. Em 2011, (referente a ganhos e lucros de 2010), os três sócios-herdeiros, receberam 1 BILHÃO E 800 MILHÕES. O que significa 600 MILHÕES para cada um, 50 MILHÕES mensais. (Em 2012 não vi. 2013 está acabando).
Esses bônus, dividendos, lucros, chamem como quiserem, foram publicados pelo próprio Globo, num canto de página interna e perdido, apenas transcrevo. Por que publicaram? Para tripudiar e ostentar? Ou uma explicação ANTECIPADA? Exorbitantes esses ganhos?
Na mesma nota, mínima, que registrava o recebimento, o complemento: “Estamos liquidando a firma coletiva, passará a ser individual”. Aí não entendi mesmo, conversei com professores de contabilidade, também ficaram surpreendidos, mas me deram varias versões ou hipóteses para essa “separação empresarial”. Apesar de professores, hesitaram: “Tudo pode ter acontecido, mas três possibilidades resistem”.
1- Pode ter havido divergência, não querem receber a mesma importância, os cargos que ocupam são diferentes em esforço, importância e faturamento.
2- É possível que não haja discordância pessoal e sim a respeito do imposto de renda. Algum dos três pode ter ganhos de outras fontes, que declarados em bloco, diminuem a restituição.
3- Pode ter sido uma decisão não hostil, legitima, a Receita Federal é complicada. Declarações individuais às vezes trazem vantagens e benefícios, não ilegais. Mas todos ressaltam: “Helio, é apenas exame, analise, de longe”.
SONEGAÇÃO DA RECEITA
Aí não existe dúvida, não confundir com dívida. SONEGAÇÃO é uma palavra que não tem tradução em nenhum idioma. (Nem mesmo em aramaico, a língua de Jesus Cristo). Qualquer coisa os lideres da China podem ser consultados, estão preocupadíssimos com a SONEGAÇÃO.
De qualquer maneira, a Organização não nega o péssimo relacionamento com a Receita e a possível SONEGAÇÃO BILIONÁRIA. Não nega, usa o mesmo que vem escrito na garrafa da Coca-Cola: “Marca de fantasia”. É possível, é possível, só não acredito que o requerimento do senador tenha sucesso no Congresso. (A “bancada da Globo” no Congresso, é poderosa, uma espécie de “bancada da bola”). 
Diante do clamor e a insistência dos acusadores sobre a importância do que não pagaram à Receita, vieram com declaração breve, mas inaceitável: “Não sonegamos coisa alguma, estamos utilizando um novo tipo de lançamento contábil, que a Receita Federal não conhece”.
Isso mesmo. Inovando em matéria de não pagar, inovam também na explicação, tentam “jogar a culpa” na incompetência da Receita Federal. Esta deve ter realmente culpa, pelo fato de não ter cobrado até agora, a parte que lhe cabe e que a Organização joga para bem longe.
Justificativa de Requião
Depois de explicar tudo, m-i-n-u-c-i-o-s-a-m-e-n-t-e, o senador, que já enfrentou adversários poderosos, governador e senador muitas vezes, sem perder nunca, (seu mandato até 2018) vai mais fundo nas referencias.
1- “Conforme divulgado por diversos meios de comunicação, as Organizações Globo tem elevadas dívidas com a União”. 2- Cita o linkhttp://www.fazendomedia.com/globo40/romero6.htm. 3- E repete, “que mesmo assim tem tentado TOMAR (textual) empréstimos de ELEVADO VULTO, junto ao BNDES”.
“Afundação Roberto Marinho”
Do próprio Requião, textual. “O citado site, noticia que o jornalista Helio Fernandes, em 14 de fevereiro de 2002, na Tribuna da Imprensa, foi categórico ao afirmar, deveriam ouvir Romero Machado, que publicou o imperdível “Afundação Roberto Marinho”.
Sou sempre categórico e publiquei esse livro em capítulos
A Tribuna da Imprensa, publicou os capítulos que Romero Machado escrevia. Quando já havia um numero razoáveis de artigos para compor o livro, aí o drama. As máquinas da Tribuna não tinham capacidade gráfica para imprimir o livro.
Romero Machado começou então a procurar editora. Mas o doutor (?) Roberto Marinho chegava sempre antes, todas se fechavam e recusavam um livro de sucesso antecipadamente garantido.
Até que o próprio Romero encontrou uma editora pequena, mas resistente, que lançou o livro. O título é dele, os capítulos do jornal, com esse título, uma bela idéia, que teve grande repercussão.
PS- Roberto Marinho exigia ser chamado de doutor, embora não tivesse completado nem o primeiro ano da Faculdade de Direito. (O Ministro Armando Falcão, amicíssimo do doutor (?) Roberto, rompeu com ele, mandou carta ESPANTOSA para a Tribuna da Imprensa. Com revelações fantásticas. É lógico que publicamos.
PS2- Durante mais de 50 anos, escrevi sobre o Globo, e seu proprietário. Sem qualquer concessão. Ainda não existiam as Organizações. O enriquecimento só veio mesmo com o apoio incondicional à ditadura arbitrária, atrabiliária, autoritária, perseguidora e torturadora.
PS3- Em 1965 surge a TV-Globo, fonte maior da fortuna que acumulou. Enganou os americanos da Time-Life, dispensou os funcionários que vieram com o equipamento, ficou apenas com Joe Wallace, que escreveu um livro indispensável. E altamente revelador. Diz que Walter Clark, “único gênio da televisão do Brasil” e sua demissão num jantar com o “presidente” Geisel.
PS4- Requião deve procurar o livro, e juntar ao requerimento, ele é sinceríssimo. Nunca falei com ele, posso até achar que Wallace, aposentado pela Organização, sabia mais do que eu.
PS5- Agora precisam de um esforço muito maior, uma espécie de salto tríplice: pagar as DÍVIDAS ELEVADAS, convencer a Receita, que NÃO SONEGARAM, apenas usaram método novo, TOMAR mais dinheiro em bancos oficiais.
*GilsonSampaio

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