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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, agosto 25, 2015

Luciana Genro: “A guerra às drogas atinge os pequenos traficantes. Os grandes não estão nas favelas, mas estão, inclusive, no Congresso”, escreveu.

Luciana Genro: “Os grandes traficantes estão, inclusive, no Congresso”


Luciana Genro: “Os grandes traficantes estão, inclusive, no Congresso”

Em discussão no Twitter com o deputado Marco Feliciano, a ex-candidata à presidência pelo PSOL lembrou o episódio em que um helicóptero da família do senador Zezé Perrella, aliado de Aécio Neves, foi apreendido pela Polícia Federal com 450 quilos de cocaína: “A guerra às drogas atinge os pequenos traficantes. Os grandes não estão nas favelas”
Por Redação
Na última semana, a ex-candidata à presidência da República pelo PSOL, Luciana Genro, utilizou o Twitter para manifestar sua opinião favorável à descriminalização da maconha, em debate no Supremo Tribunal Federal (STF). “A guerra às drogas atinge os pequenos traficantes. Os grandes não estão nas favelas, mas estão, inclusive, no Congresso”, escreveu.
Em seguida, ela foi questionada pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) na rede social: “Esta acusação é gravíssima. Pode citar nomes? Com provas irrefutáveis?”. A psolista, então, respondeu: “Acho que o @MarcoFeliciano esqueceu que um helicóptero da família do senador Zezé Perrela foi apreendido em 2013 com 450 kg de cocaína!”.
Genro postou uma matéria do portal UOL para, segundo ela, “refrescar a memória de algumas pessoas”. A reportagem abordava a operação realizada pela Polícia Federal do Espírito Santo, que apreendeu um helicóptero da Limeira Agropecuária, empresa do deputado Gustavo Perrella (SDD-MG), com centenas de quilos de cocaína. O deputado é filho do senador e ex-presidente do Cruzeiro Zezé Perrella (PDT-MG), aliado antigo do também senador Aécio Neves (PSDB-MG).
*forum

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