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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, agosto 05, 2015

SENADOR TUCANO É CERCADO POR MANIFESTAÇÃO EM BRASÍLIA E CHAMA PETROLEIROS DE VAGABUNDOS

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O senador Aloysio Nunes, do PSDB, se irritou, na manhã desta terça-feira (4), ao ser confrontado pelos petroleiros no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília. Representantes da categoria protestavam, no local, contra o projeto do também senador tucano José Serra, que tira exclusividade da Petrobras na exploração do petróleo do pré-sal.
Aos gritos de  “entreguista!”, “entreguista!”, Aloysio classificou os petroleiros que estavam no ato de “vagabundos”. O ato fez parte de manifestações para pressionar contra a o texto de Serra, que está em tramitação no Senado Federal.
Os petroleiros se concentraram na recepção aos senadores que retornaram à Brasília na retomada dos trabalhos legislativos depois de duas semanas de recesso parlamentar, iniciado em 17 de julho.
A manifestação faz parte do “calendário de lutas” da categoria “Em Defesa da Petrobras e do Brasil”. A agenda de protestos contra o projeto seguirá na capital até sexta-feira (7), inclusive com concentrações no próprio Congresso Nacional, informou a Federação Única dos Petroleiros (FUP), em nota veiculada pelo portal na internet.
“Temos que pressionar o Senado na tentativa de reverter a votação desse projeto entreguista”, defendeu o coordenador da Regional Campinas do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro Unificado), Gustavo Marsaioli, na mesma nota.
Entre outros efeitos, o fim da partilha tira R$ 50 em royalties da educação, nos próximos anos, e R$ 100  bi do Fundo Social, conforme estimativas do senador Lindberg Farias.

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