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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, março 19, 2014

LULA COMPARA CAMPOS COM "AQUELE JOVEM": COLLOR



Pernambuco 247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparou o governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, eleito em 1989 e que sofreu um impeachment em 1992. Lula se disse preocupado. 

Para ele, caso Campos seja eleito, seu mandato poderá ser parecido com o de Collor, que pilotou o Plano Collor, que sequestrou recursos de contas correntes e teve a presidência caçada após diversas denúncias de corrupção. 

A comparação, segundo o blogueiro Fernando Rodrigues, do UOL, foi feita por Lula na última sexta-feira 14 (leia aqui).
“A minha grande preocupação é repetir o que aconteceu em 1989: que venha um desconhecido, que se apresente muito bem, jovem... e nós vimos o que deu”, teria dito o petista, durante almoço com empresários do Paraná. Assim como Campos, Collor também era governador no Nordeste (no caso, de Alagoas) e tinha como bandeira a renovação política. Em 89, Collor derrotou o próprio Lula nas eleições presidenciais.
 

O petista teria afirmado, ainda, que a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), é a única opção que pode dar “garantia de manutenção de estabilidade no Brasil”. Durante o evento, Lula afirmou ainda que “estamos melhor do que estávamos antes”, comparando o Brasil de 2014 com o Brasil de 2002, quando terminou o ciclo de governo do PSDB no fim do governo do PSDB e teve início a gestão do PT à frente do governo federal.
 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também foi criticado por Lula. O ex-presidente afirmou que Mantega “demorou muito” para perceber que a taxa máxima de retorno fixada pelo governo para concessões de serviços públicos estava errada.
 

A presença de Lula no almoço demonstra a estratégia que será realizada pelo PT durante o período eleitoral. Enquanto a presidente Dilma Rousseff permanece governando em Brasília, quem percorrerá o Brasil fazendo campanha pela reeleição da petista será o próprio Lula, com seu forte apelo popular.

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