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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, abril 23, 2015

China choca con una muralla en México: ¿No invertirá más mientras gobierne Peña Nieto?


China choca con una muralla en México: ¿No invertirá más mientras gobierne Peña Nieto?Reuters / Jason Lee
China se ha tomado a mal la suspensión de sus proyectos en México y no quiere invertir más en este país hasta que concluya el mandato del presidente Enrique Peña Nieto, sostienen empresarios chinos.
Molesta por la cancelación de sus proyectos en México, China ya no quiere invertir en este país en los próximos años, advierten empresarios mexicanos y chinos, citados por el diario 'La Jornada'.
Esta decisión vendría sobre todo motivada por la suspensión de la construcción del tren de alta velocidad entre las ciudades de México y Querétaro, proyecto que fue ganado por un consorcio liderado por la empresa china Railway Construction Company (CRCC) en 2014. Otro proyecto cancelado es el de la construcción del parque de ventas minoristas Dragon Mart, en Cancún.
Tras la cancelación del proyecto del tren, China decidió congelar todos sus proyectos mexicanos, afirma bajo condición de anonimato un ejecutivo de una de las unidades de la empresa estatal China Communications Construction Co Ltd. involucrada en el proyecto, citado por el diario. "No hay interés. No creo que haya inversión masiva en México en este sexenio [del Gobierno de Peña Nieto]", dijo, agregando que las empresas chinas "no van a invertir hasta que haya certidumbre" en México.
"En este momento las empresas chinas no quieren invertir aquí", asegura también el representante en México del fabricante chino de automóviles FAW, Zhang Nan, agregando que "es realmente peligroso". Según él, China consideró como una lección aprendida la cancelación del proyecto ferroviario.
"Cuando se produjo la cancelación del proyecto, muchas de las empresas chinas lo vieron en televisión, en las noticias, y me dijeron: 'Si no podemos confiar en el Estado, si no podemos confiar en la palabra del país, ¿qué garantía nos queda de que [ustedes] no vayan a cancelarnos a nosotros?", reveló al diario el exfuncionario de promoción de exportaciones mexicanas en China, Carlos Lome.
Sin embargo, México busca desesperadamente las inversiones chinas, para reducir su dependencia de EE.UU. y compensar la caída del precio del petróleo, según el diario. A diferencia de otros países latinoamericanos como Venezuela, Brasil, Argentina o Nicaragua, México ha estado fuera del foco de inversiones chinas. No obstante, China participará en un proyecto a gran escala proyecto de una red inalámbrica estatal en México.
Mexico y China han creado un fondo de inversión en infraestructura al cual han sido asignados de momento 1.200 millones de dólares, según 'La Jornada'.
*RT

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