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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sábado, junho 27, 2015

El objetivo de Rusia y China es acabar con el dominio del dólar


La cooperación entre Rusia y China se está desarrollando en diversos ámbitos de la economía y su alianza a corto plazo tiene como objetivo poner fin al dominio de EE.UU., sostienen medios internacionales.
"Estamos siendo testigos de una gran cooperación financiera entre Moscú y Pekín. En un intento por poner fin a la dependencia del dólar en sus pagos mutuos, los bancos centrales de ambos países firmaron un acuerdo sobre el intercambio de divisas con el fin de revitalizar sus monedas nacionales", señala el diario turco 'Yeni Safak'.
Según el periódico, el ejemplo más representativo es el del gigante energético ruso Gazprom, que quiere desdolarizar lo máximo posible sus contratos con China, y en su lugar hacerlos en yuanes y/o rublos.
Además, si Rusia en sus transacciones comerciales reemplaza las monedas occidentales por el yuan, esto le permitirádisminuir los riesgos de los efectos de las sanciones antirrusas impuestas por Occidente. Pero también reducirá los costos tanto para Moscú como para Pekín, que quieren "poner fin al dominio del dólar", continúa.
"En la actualidad alrededor del 63% de las reservas de los bancos centrales del mundo están dominadas por el dólar, seguido por el euro, 22%, (…) Rusia y China han desafiado a EE.UU. y este plan de terminar con su dominio no es del agrado de muchos", concluye 'Yeni Safak'.
*RT

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