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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sábado, novembro 22, 2014

O leigo (como é chamado um religioso) é um ignorante e qualquer dicionário pode confirmar isto.

A Serpente

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Por Ana Burke
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Para os povos antigos a serpente era um talismã muito poderoso, e representava a manifestação da energia criadora. Trazia sabedoria, desenvolvia a intuição e favorecia a saúde. Simbolizavam proteção e eram veneradas e encarregadas de proteger locais e moradias.
Pisar na Serpente é pisar…esmagar o conhecimento. Nas imagens de Maria…ou “Nossa Senhora”, ela aparece, na maioria das vezes pisando ou esmagando a cabeça da serpente. O conhecimento não é bom para as religiões que sobrevivem da exploração da ignorância.
Muito conhecimento foi destruído. É proibido pensar e louvável repetir “Amém”. Giordano Bruno foi queimado juntamente com os seus livros… Ário, por exemplo teve todos os seus livros queimados e o mesmo destino tiveram os Cátaros, que foram queimados juntamente com todos os seus livros e escritos.
A serpente é capaz de distinguir entre o bem e o mal, e os religiosos são treinados a ver a serpente como o mal…conhecimento é o mal, ignorância é o bem. A serpente é Satanás e pode fazer ver aquele que está cego, fazê-lo perceber que aquilo que ensinam como sendo bom é ruim, é mentira e que ele está sendo enganado. A serpente provou que Deus estava mentindo e escondendo informações de Adão e Eva e que o mesmo desejava que ambos nunca abrissem os olhos. Com a ajuda da Serpente…ambos abriram os olhos e descobriram que o paraíso era uma mentira, uma prisão mental que os impedia de ver o mundo real e de aprender sobre este mundo.
Adão e Eva comeram do fruto da árvore proibida e, “foram abertos os olhos de ambos” Gêneses 3:7.
Aquele que é mantido na ignorância é indefeso e pode ser manipulado com facilidade. Ele nunca vai descobrir por si mesmo que está sendo enganado porque foi treinado a se defender do conhecimento (a serpente). As religiões têm esta função, distorcer a realidade, mentir, enganar e matar o entendimento daquilo que é certo ou errado. A ovelha é um ser inferior e que não sabe que vai para o abate e não sabe também, que o pastor e o cão do pastor se alimentam da sua carne, e do seu leite. O leigo (como é chamado um religioso) é um ignorante e qualquer dicionário pode confirmar isto. O pobre de espírito é um tolo e a porta estreita é a entrada para o matadouro.
*A.Burke

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